Mosquito da Dengue

Uma doença viral de curta duração e de gravidade variável, que ocorre nas áreas tropicais e subtropicais, onde há condições para o desenvolvimento do mosquito transmissor.Essa doença é a dengue que se apresenta sob as formas de dengue clássico e dengue hemorrágica.
Com o aumento dos números de casos que sobrecarregam a rede de Saúde pública e particular da região, o combate ao mosquito da dengue é intensificado para que a população se concientize do problema que envolve toda a comunidade, indiferente de classe econômica.
O JV entrevistou Marcos Vinícius Rodrigues dos Santos, chefe de departamento da Prefeitura de São Vicente, responsável pelo setor de controle de dengue no Município que conta com cerca de 80 agentes em diversas modalidades que vão desde pessoas que recolhem pneus em borracharias, equipes que trabalham em poucos estratégicos como desmanches, pontos de material reciclável, cemitério, marinas e uma equipe específica que mede o índice de larvas em São Vicente. “Desde 1998 o programa da dengue esta efetivado em São Vicente para controle e conscientização dos munícipes”, diz Marcos Vinícius.
Para o aumento do número de casos de dengue na Baixada Santista, Marcos diz que três fatores agravam a situação. “A questão climática: sol e chuva propiciam boas condições de reprodução do mosquito. Segundo, o número de imóveis fechados em nosso Município, que fica na casa dos 50% que é muito alto. E em terceiro: 50% dos imóveis que são vistoriados são encontradas larvas, que também é um número muito alto”, revela. Segundo o chefe de departamento da prefeitura, essa percentagem prova que uma parte da população colabora e outra não, causando problemas para as ruas, os bairros e para a Cidade.
NÚMEROS
Em São Vicente, até o mês de março, foram encontra mais de 1.700 recipientes com larvas. Levando em consideração que cada fêmea do mosquito coloca cerca de 400 ovos, chega-se a um número assustador de proliferação do aedes aegipty.
Um dos problemas enfrentando pelos cerca de 40 agentes da dengue que trabalham nas ruas, de casa em casa, é a recusa para entrar no imóvel para fazer a vistoria e a conscientização do munícipe. “Este ano melhorou um pouco a recusa para entrar nos imóveis pelo aumento de casos da dengue”, diz o chefe de departamento. No caso de dúvida, o telefone 0800-7710037 serve para reclamações e uma possível identificação do agente como por exemplo o bairro em que a equipe está trabalhando.
A reportagem do JV acompanhou nas ruas no bairro Independência um pouco da rotina da equipe de trabalho com a supervisora Roberta Bugareli e a sua equipe e constatou o trabalho árduo de convencer cada morador, casa a casa, a deixarem vistoriarem seus imóveis em busca de possíveis focos. Com sol ou com chuva, o esforço e a união de toda a equipe além do planejamento e estratégia de conscientização da população requer muito tempo e disposição da equipe para realizar um trabalho a contento e o esforço verificado no local provou a capacidade do projeto, bastando apenas a conscientização total da população para o mosquito da dengue possa ser vencido. Vamos colaborar.

17/11/06 às 8:43
adorei seus trabalhos
1/12/06 às 13:25
Este artigo está ótimo! Só não entendo as restrições para o uso do UBV (fumacê), pode ser que não exista interesse em eliminar o “mosquito dos ovos de ouro”, igualzinho aquela galinha dos ovos de ouro, lembra?
Pois se atitudes corretas fossem tomadas certamente logo não teríamos mais dengue nem mortes devido a esta patologia!
Bia Lopes, Bióloga e Entomologista