Serafim Gonzalez

Serafim Gonzalez, o Quiqui da novela ‘Belíssima’, quase se tornou contabilista aos 12 anos, mas felizmente a arte bateu mais forte e Gonzalez comemora 55 anos de carreira artística. O contado com a arte começou cedo e logo aos 17 anos estreou sua primeira peça teatral como profissional no Rio de Janeiro, em 1951. De lá para cá foram mais de 100 peças, 40 filmes, 20 novelas e inúmeras esculturas pelo País.Filho de espanhóis, Serafim Gonzalez nasceu em Sertãozinho, mas aos cinco anos mudou-se para Santos e nunca mais abandonou a Cidade. Sua primeira participação artística foi no programa dominical de rádio Dindinha Sinhá em 1946. Aos 14 anos, em 1948, fez uma peça que estreou no teatro Coliseu (reinaugurado recentemente).
Durante a entrevista concedida ao JV, o ator global conta sobre sua história de vida e seus 55 anos de carreira. Fala também de sua personagem na novela ‘Belíssima’, as esculturas que marcaram sua vida e os projetos para este ano.
Jornal Vicentino - O senhor nasceu em Sertãozinho. Por que a mudança para Santos?
Serafim Gonzalez - Porque meu pai desembarcou aqui em Santos quando chegou da Espanha e foi o lugar que ele gostou para viver. Ele já tinha amigos aqui em Santos. Sou filho de espanhóis, meu pai veio para o Brasil pelo sistema de imigração que existia na época. Os estrangeiros que viessem tinham que ir para o interior do País. Meu pai era um misto de militar com lavrador. A família dele tinha vinhas, então ele veio entusiasmado com a possibilidade de ser lavrador no Brasil e teria que cumprir dez anos no campo para depois ir para a Cidade. Ele acabou ficando mais tempo no campo, ficou de 1925 a 1939, nessa altura eu tinha cinco anos. Eu nasci em Sertãozinho, meu irmão mais novo que já é falecido nasceu em Catanduva e minha irmã que também já faleceu veio nascer em Santos em 1940.
JV - Aos 12 anos o senhor fazia curso técnico de contabilidade no colégio do Carmo e trabalhava em um escritório. Se o senhor não fosse ator essa seria sua profissão?
Gonzalez - Eu estudei contabilidade e já trabalhava. Eu era funcionário de uma firma que trabalhava com contabilidade, eu até já fazia contabilidade nessa altura. Resolvia os problemas contábeis do escritório em que trabalhava. Trabalhei até que eu fui para o teatro com 17 anos. A minha vocação nunca foi a contabilidade. Nessa época a contabilidade era a saída para quem não tinha possibilidade de subir para São Paulo e fazer uma faculdade. Nem faculdade de Direito tinha em Santos. Eu gostava de Direito, principalmente do direto que vai a júri que também já era uma vocação para o teatro. Essa coisa de ir ao júri, discursar, defender, falar em nome do réu.
JV - Como foi encarar o desafio de ser ator, em uma época em que o teatro estava à margem da sociedade e cercado de preconceitos? Como foi a reação da família?
Gonzalez - Na minha época o teatro era muito marginalizado, mas também já era de certa forma, assim como o futebol, uma solução para as pessoas que não tinham grandes posses ter uma saída para sua profissionalização. Só que na época o ator era chamado sempre de gay, sendo ou não sendo. Os meus pais gostavam da idéia de eu ser ator. Minha mãe tinha muito medo que eu me tornasse gay, que não era uma coisa muito legal na época. Porque havia um preconceito muito maior contra os gays. Minha mãe não dizia nem gay e nem viado, dizia mariquinha. (risos)
JV - Já aos 14 anos o senhor fez uma peça que estreou no teatro Coliseu chamada Athenea, da poetisa Itaci de Souza Telles, escrita para este acontecimento, com direção de Newton de Souza Telles, filho dela. Qual a sensação do senhor ao revisitar o teatro Coliseu que foi reinaugurado recentemente?
Gonzalez - É uma sensação de saudade muito grande daquele tempo. Os anos passam muito depressa. Eu não me sinto velho porque ainda tenho planos e uma vontade de fazer uma porção de coisas. Os anos passam e pesam no físico da gente. Tenho saudade do tempo que era jovem e trazia as peças no teatro Coliseu. Não só a que eu fiz como princípio de carreira, mas todas outras. Aos 17 anos fui ser ator profissional no Rio de Janeiro e a partir daí nunca mais parei. Fazíamos as peças no Rio e em São Paulo, e viajávamos com a peça pelo interior. A Santos nós sempre vínhamos no teatro Coliseu, isso até 1973. Depois inaugurou-se o teatro Municipal que é perfeito e tem melhor acústica. Não é tão bonito quanto o Coliseu, mas é um teatro de melhores condições técnicas.
JV - Como foi o convívio com grandes nomes do teatro? Ziembinsk, Eugênio Kusnet, entre outros.
Gonzalez - Fui dirigido pelo Eugênio Kusnet, que agora é nome de teatro em São Paulo, pelo Ziembinsk, Antunes Filho, Flávio Rangel. Fui dirigido praticamente por todos os grandes diretores. Eu aprendi muito com essa gente. Naquele tempo não havia escolas de teatro. A primeira escola (Escola de Arte Dramática) que se fundou é da mesma época, em 1948, mas era muito difícil porque era em São Paulo. Quem queria fazer teatro tinha que ingressar e aprender fazendo. A gente aprendia com os diretores, com os companheiros de companhia e assistindo muito. Hoje em dia as pessoas querem ser ator, mas não assistem teatro, assistem só televisão. No fundo o que elas querem é ser celebridade de televisão.
JV - O senhor também é escultor. Na primeira versão de Mulheres de Areia (em 1971) o senhor fez cerca de 200 esculturas em areia. Ainda exerce esse dom?
Gonzalez - Claro. Quando fui para o Rio de Janeiro, aos 17 anos, eu não tinha madeira então eu usava folha de coqueiro para fazer as esculturas. Fiz duas esculturas em folhas de coqueiro e uma senhora que era diretora do Museu do Homem, de antropologia, me pediu as duas esculturas para o acervo do museu. Elas ainda estão lá no museu do Homem. Naquela época já fazia esculturas, é que eu desconhecia as técnicas. A arte sempre foi uma coisa difícil no Brasil. A partir dessa época comecei a estudar nos livros as técnicas. Conheci também um espanhol, chamado Sigismundo Fernandez, era um homem bastante idoso que veio para o Brasil fazer uma oficina de escultura em Santos que se chamava Labor. Com ele aprendi uma porção de técnicas que já conhecia de livros. Mas não foi fácil não. Primeiro a escultura é feita no barro, mas depois tem que ser fabricada nos outros materiais (fibra, bronze, ferro) e aí é que é preciso aprender várias técnicas para poder se realizar como escultor.
JV - Quais esculturas marcaram sua vida?
Gonzalez - Depois que nós fizemos a ‘Mulheres de Areia’, a TV Tupi resolveu fazer uma homenagem a novela. Dois anos depois nós colocamos uma escultura alusiva à ‘Mulheres de Areia’ na praia dos Pescadores, em Itanhaém. Depois disso fui a Gramado fazer um filme e deixei uma escultura em pinho de sebo com quatro metros de altura, na Praça da Criança em 1977. Fiz junto com alguns entalhadores da Cidade, porque não conhecia o entalho e aprendi com eles. Fiz alguma coisa para Santa Catarina que está em lugar que nem sei onde é. Fiz um São Francisco aqui e foi levado para ser colocado num Mosteiro que eu nunca vi e nem conheci. Tenho uma escultura no Clube Internacional de Regatas que é uma alegoria ao emblema do clube, que foi colocada em 1976. É uma peça que eu gosto muito. É uma das poucas esculturas minhas que não são figurativas, é abstrata. Fiz junto com meu filho (Daniel Leandro Gonzalez) a escultura do Zumbi dos Palmares que está na Praça Palmares, e fizemos para praça Portinari que é o menino empinando pipa (ambas em Santos).
JV - O teatro lhe deu oportunidades, sabedoria e um casamento. Como conheceu sua esposa?
Gonzalez - A vida inteira eu excursionei muito fazendo as peças de teatro. Eu conheci minha mulher em Campinas. Fomos levar a peça lá e havia uma exposição de pintura e escultura no saguão do teatro. Fiquei apaixonado pela figura de uma escultura. Perguntei as pessoas se conheciam e alguém conhecia o irmão dela. Através do irmão eu acabei conhecendo a Mara (Hüsemann), minha mulher. Nós nos casamos em 1955 e estamos casados até hoje, faz 51 anos.
JV - Um de seus filhos (Daniel Leandro Gonzalez) é escultor. Apenas ele resolveu seguir os passos do pai?
Gonzalez - O meu filho mais novo (Alfredo), durante um certo tempo, se dedicou a arte também. Cantou, fez shows, compôs. Agora ele parou e trabalha com café junto com o meu filho do meio (Luciano) que a vida inteira se dedicou ao comércio de café. Eles exportam café. Estão trabalhando com o mercado interno agora. Tenho três filhos e quatro netas. O Daniel fez filosofia é professor de filosofia e é escultor. Escolheu duas coisas de profissionalização difíceis. Lecionar é muito difícil, os professores economicamente não são reconhecidos, mas a filosofia deu para ele uma sabedoria muito grande. Tenho muito prazer em conversar com o Daniel, porque a filosofia dá muito conhecimento.
JV - Como é o convívio com a família em dias de gravação?
Gonzalez - O meu convívio com a família é zero. O único filho que eu pude ir ao casamento foi o Daniel, que casou numa segunda-feira. Os outros todos não pude participar. Recentemente teve uma festa da família da minha mulher em Campinas e eu não pude ir porque tinha gravação. No teatro você não pode suspender a peça para ir a uma festa. As pessoas pedem licença no trabalho para ir a um casamento ou batizado, mas no teatro isso é impossível. Você fere o direito de uma porção de gente e você prejudica o público. Na televisão é impossível porque os capítulos são gravados em uma semana para passar na outra. Se você faltar na gravação a emissora fica sem capítulo para passar na semana seguinte. É muito difícil.
JV - O que o senhor carrega do teatro para a interpretação na TV? Muda muito?
Gonzalez - Normalmente os atores gostam de falar que não gostam de televisão só de teatro. Eu gosto de televisão, de cinema e de teatro. Cada uma tem um sabor diferente. Claro que o melhor sabor é o do teatro, porque você tem o público presente. Te dá uma energia muito grande. Na televisão você faz no estúdio, é exibido e aí é que o público participa do seu trabalho. Cinema é a mesma coisa, você faz filme. Entre as expressões que o ator pode utilizar o teatro é o mais interessante porque o ator tem a resposta no mesmo momento. Todas as formas de representação me dão muito prazer, não tenho preferência por nenhuma.
JV - Qual é o ritmo de gravação da novela? Quanto tempo o senhor passa no set de filmagem?
Gonzalez - Para essa personagem eu gravo no máximo duas vezes por semana. Normalmente vou uma vez, fico dois dias e volto porque não é uma personagem que grava muito. Ele tem uma importância muito grande, mas não tem muitas cenas. Na minha idade não seria interessante fazer uma personagem com muitas coisas para fazer. Já o fato de eu ter que subir para São Paulo, pegar ponte aérea, ir para o Rio de Janeiro, viajar para o Projac é desgastante para mim. É cansativo para um cara da minha idade. Eu já fiz isso com um pé nas costas. A pessoa com 55 anos já está aposentando e eu tenho 55 anos de carreira. Então não é muito fácil, é uma maratona pesada de gravação.
JV - O senhor ficou afastado das gravações da novela ‘Belíssima’. O que houve?
Gonzalez - O autor da novela tem razões maiores. Tanto é que a gente nunca sabe o que vai acontecer. Eu descubro as coisas da novela a medida que eu recebo os capítulos. As vezes ele é obrigado a afastar da novela uma personagem ou outra exatamente por causa da história. Cada personagem tem uma função e o afastamento se dá pela falta da função que a personagem tem.
JV - O que irá acontecer com a sua personagem na novela Belíssima? O Aquilino realmente faz parte de uma quadrilha comandada por Bia Falcão?
Gonzalez - Quem planejou tudo para o André (Marcelo Anthony), meu filho, foi a minha personagem. Quem descobriu a Júlia (Glória Pires), quem indicou ela e quem levou até um material com tudo esquematizado numa pasta para ele (André) fazer foi a minha personagem. O grande criminoso da história é o Aquilino (Serafim Gonzalez), o Quiqui, não é o André. O Quiqui trabalha muito mais do que o André. Só na surdina. Ele deve ter uma ligação muito grande com a Bia Falcão porque ela já depositou dinheiro na conta do Quiqui. Ele vive naquele lugar, mas é um pouco para disfarçar, para dizer que o Quiqui é um coitadinho, mas ele é um bandidaço.
JV - Em 55 anos de carreira Serafim Gonzalez passou pelas emissoras Excelsior, Tupi, TVE, Record, Globo, Manchete e SBT. Foram mais de 100 peças de teatro, cerca de 40 filmes, mais de 20 novelas e uma quantidade incalculável de esculturas. O que é mais difícil? Ser ator, diretor ou escultor?
Gonzalez - São coisas muito distintas. O meu trabalho de ator na televisão ou no teatro é um trabalho coletivo, a gente faz junto com várias pessoas. A escultura é um trabalho individual, eu divido o meu trabalho com o meu filho (Daniel) um pouco por causa dessa coisa árida de trabalhar sozinho. Ela é uma coisa meio terrível, é você e os materiais para fazer o trabalho. No teatro e na televisão você tem toda uma estrutura em volta. O que eu gosto, por exemplo, é que eu trabalho de vez em quando coletivamente e outras vezes fico isolado com a escultura. Então me dá prazer o tempo que eu passo isolado com a escultura, mas aí sinto saudade me dá vontade de trabalhar na arte de representar.
JV - Quais planos o senhor tem após terminar a novela?
Gonzalez - Estou começando a estudar umbanda, acho muito bonita as figuras e estou querendo criar os orixás. Esse é o meu plano para já. Vou começar antes de terminar a novela e talvez já fazer a exposição. A novela deve terminar no final de junho, começo de julho.

3/05/06 às 17:37
Muito boa a coluna Personalidade.
Tem sempre gente interessante e importante para a nossa região que a gente nem sabia que tinha.
24/05/06 às 18:31
Eu sempre admirei o trabalho do Serafim, pois o considero um grande ator, só gostaria que ele lesse uma peça minha, que é sob medida pra ele. A peça se chama “Ballet dos naufragos”.
Serafim se ver essa mensagem, entra em contacto comigo. O mru e-mail é: nerilima@hotmail.com
6/06/06 às 22:16
grande ator!!
parabens
29/04/07 às 13:57
Querido Serafim e Mara, amo vocês, porque são dois seres Magicos
amo vocês do fundo do Coração mesmo.
Luiz Hamen e Luara
30/04/07 às 4:45
Morre em Santos o ator Serafim Gonzalez, 72 anos.
O ator de teatro, cinema e televisão Serafim Gonzalez, 72, morreu de insuficiência respiratória no final da noite deste domingo, em Santos (85 km da capital). Ele estava em sua casa, no bairro de Marapé, quando passou mal e foi levado para o hospital Beneficência Portuguesa de Santos, onde morreu.
Segundo Alfredo Gonzalez, filho do ator, ele tinha sido internado em maio de 2006 no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, com quadro de arritmia e infecção pulmonar, mas havia se recuperado.
Uma dos últimos trabalhos do ator foi como o personagem Aquilino Santana, o “Seu Quiqui”, na novela Belíssima, de Silvio de Abreu, na TV Globo. Gonzalez trabalhou em 21 filmes, 30 novelas e diversas peças de teatro.
O corpo de Gonzalez será velado a partir das 6h de hoje, no velório do hospital Beneficência Portuguesa de Santos.
30/04/07 às 21:32
Prezados Srs.: tive oportunidade de conviver um certo tempo, no início da década de 90 com o Serafim, um período em que ele estava se dedicando muito mais à escultura do que às artes cênicas. Ele esculpia em sua casa e dava umas saídas até uma padaria e uma lanchonete no Canal 1 (Av. Pinheiro Machado) aqui em Santos. E aí nos contava de sua convivência com os grandes artistas e diretores de teatro, cinema e novelas. Ele era muito dado com os amigos, mesmo os que conhecia há pouco tempo, como eu. Soube também que ele era excelente declamador, gostava muito de Garcia Lorca. Mas o que ficou mesmo dele foi sua capacidade de ser uma pessoa simples, de se dar com toda a classe de pessoas quebrando todas as barreiras sociais, sem se preocupar com isso, coisa muitíssimo difícil em todas as áreas de atividade humana, arte, política, ciencia, religião ou qualquer coisa. As pessoas são muito fechadas em torno de si, por nada, pois isso não vale nada. Eis para mim sua grande lição de vida.
1/05/07 às 10:12
À Serafim Gonzalez
Tarde triste, mas serena, o vento sopra leve entoando a canção que lembra com emoção a partida do artista.
Os pássaros se calaram, as flores se abalaram, as cores se apagaram…
O coração apertou, a platéia entristeceu.
Tio Serafim partiu…
Deixou parte da sua vida nas emoções que causou, nas alegrias sentidas, nas pessoas que amou.
Para mim, Tio Serafim não morreu… Apenas partiu e na carruagem dos anjos passeia entre as estrelas derramando o seu brilho sobre aqueles que o amaram.
O artista virou anjo, o escultor ficou imortal.
Afinal deixou aqui sua vida vivida e sua missão cumprida.
Estará a partir de agora, fazendo suas esculturas nas nuvens e encantando os anjos com seu talento.
Sentirei saudades, mas guardarei no coração todas as boas lembranças e a tristeza que hoje sinto será transformada em compreensão e esperança.
Tio Serafim querido…
Nunca me esquecerei que o senhor fez parte da minha história. E que essa história é muito linda e importante porque o senhor foi parte dela.
Boa viagem tio querido e até breve…
Com carinho
Augusta Schimidt
30/04/07
1/05/07 às 12:53
Amo as esculturas de Serafim.Apaixonei-me pela história de como ele conheceu a esposa e como esse amor o inspirou a fazer uma escultura dela.Foram casados durante tantos anos e me atrevo a dizer que o amor pela arte os unia profundamente.Agora ele aguarda, no céu, pela formosa figura que o encantou à primeira vista.
2/05/07 às 16:06
DEUS RECEBA A ALMA DESTE SER DO BEM QUE DEIXOU ADMIRAÇÃO E AMOR POR ONDE PASSOU A QUI NA TERRA!
ATÉ BREVE AMIGO E IRMÃO!!!
3/05/07 às 20:58
Te amo!!!!!!!!!!
3/05/07 às 21:07
Coitado dele
tadinho , poxa
quero que ele ressucite
poooooxaa
ele falecseu e não deixou
atógrafo pra mim
Serafim Gonzalez te adoro
mesmo vc aí no céu!!!!!!!!!!
26/06/07 às 21:55
Valeu, Serafim, pela grande contribuição que deste para a teledramaturgia deste País. Fique em paz. Luis
25/12/07 às 2:29
Sr.Serafim achei muito curioso termoso mesmo sobrenome,eu estava pesquisando na net sobre a familia Gonzalez e por um acaso encontrei o sr.e uma rapida pergunta passou na minha cabeça sera q nao somos parentes? talves sim talves nao !Obrigado por sua atençao e um feliz ano novo.
Ass:Fabiana Gonzalez