Geral
- maio 16, 2006
“Ser mãe é padecer no paraíso!”
O Jornal Vicentino traz reportagem especial dedicada a todas as mães.
A equipe do JV entrevistou mulheres que além de serem mães também são donas de casa e trabalhadoras.
Para todas as entrevistadas ser mãe é padecer no paraíso e as vezes até se anular em função dos filhos. Porém todas são unânimes do quanto o amor de mãe alimenta a alma.
A idéia de homenagear a figura materna surgiu no início do século XX nos Estados Unidos. Anna Jarvis em 1904, quando sua mãe faleceu, chamou a atenção da igreja da cidade de Grafton para dedicar um dia especial a todas as mães. Após três anos de luta foi celebrado no dia 10 de maio o primeiro Dia das Mães. Em 1914, o presidente dos Estados Unidos Woodron Wilson declarou oficialmente o 2º domingo de maio como o Dia das Mães.
No Brasil a data foi introduzida primeiramente no Rio Grande do Sul, no dia 12 de maio de 1918, por meio de Eula K. Long. Em São Paulo a primeira comemoração aconteceu em 1921. A data se tornou oficial em 1932 pelo então presidente Getúlio Vargas.
Passado quase um século, o amor que foi reconhecido pela igreja de Grafton, em 1907, ainda continua a ser celebrado nos dias de hoje. O papel da mãe mudou muito desde que o dia foi instituído no calendário mundial. Atualmente é possível encontrar mães advogadas, médicas, faxineiras, mas em todas o amor e a atenção dedicada aos filhos jamais mudará.
O papel da mulher na sociedade vem alterado ano após ano. Antes a mulher era responsável pelo bem estar da família, contudo com a emancipação feminina, a mulher também passou a priorizar não só a família mas o próprio bem-estar e sua satisfação.
A equipe do JV entrevistou diversas mulheres que são mães de primeira viagem, mães que dividem suas obrigações, mães que trabalham com os filhos, enfim, mulheres que sabem dividir o tempo entre a família e o trabalho, entre o lazer e as obrigações.
A empresária Rosana Scopelliti é um exemplo de que é possível conciliar o trabalho com as obrigações de ser mãe. Ela revela que não é fácil, mas os filhos ajudam muito. “Você tem que saber gerenciar porque se perder o fio da meada se torna um caos”, explicou.
Rosana explica que a educação dada a seus filhos é bem diferente da que recebeu de seus pais. Os exemplos que recebeu no passado não influenciam tanto na vida atribulada que se leva hoje. “A educação é totalmente diferente”.
Indagada pela reportagem do JV, a empresária afirmou que ser mãe é padecer no paraíso. “Uma mulher que veio ao mundo e não plantou uma sementinha não cumpriu sua missão”, destacou.
Para ser mãe e cuidar de uma creche com mais de 50 crianças é necessário muita dedicação. Para a dirigente municipal Ana Márcia Rangel Torres realmente não é uma das tarefas mais fáceis. “Cada criança tem uma educação dentro de casa, então temos que dar essa educação que elas (crianças) trazem de casa”, explicou. Indagada sobre o que é ser mãe, Ana Márcia contou à equipe do JV que: “é ser feliz por completo”.
Rita Barbara Vale Pedro, que é dirigente comunitária há quatro anos e atua na creche Vovó Zefa, conta que ser “mãe” de 50 crianças em uma creche é muito gratificante. “É uma benção de Deus”, revelou. Para ela, ser mãe é tudo. “Todas as mulheres deveriam experimentem”, disse.
Ser mãe pela primeira vez é uma sensação muito boa, é o que afirmou à reportagem Nidga Gama. Ela contou ainda que sua primeira filha, Maria Clara que nasceu na última quarta-feira no Hospital São José, foi um presente em dobro. “Eu dei um presente para minha mãe e recebi outro. Hoje é o aniversário dela e minha filha nasceu ontem (quarta-feira)”, contou emocionada.
A comerciante Maria Isabel Rodrigues Habib, mãe de quatro filhos, revelou que ser mãe e comerciante não é uma tarefa fácil. “Precisa de muito pique e batalhar muito”, explicou. O contato com os filhos vai além do ambiente familiar. Maria Isabel trabalha com uma filha na loja Dinar Calçados e revelou ao JV que é gostoso trabalhar com os filhos. “É uma continuação do comércio. A semente que foi plantada, eles vão continuar. Se Deus quiser”. De acordo com a comerciante ser mãe é: “Se anular as vezes. Você se anula só para eles”.





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