Secretário assume e vê novas perspectivas para o Município

claudio 003.jpgCláudio França, médico pediatra, acredita que irá desempenhar um ótimo trabalho frente à Secretaria de Saúde (Sesau) de São Vicente

Há pouco mais de 15 dias no comando da pasta, Cláudio França afirma que seu antecessor fez um bom trabalho na área administrativa da secretaria e que é preciso investir mais verba na Saúde do Município. Ainda de acordo com o secretário existem boas perspectiva na readequação da Terapia Renal Substitutiva (TRS) e na área de oftalmologia.
Cláudio Luiz França Gomes é médico pediatra há 26 anos e foi funcionário da prefeitura de São Vicente. Se afastou por alguns anos e há cinco anos voltou a atuar como médico da prefeitura. Foi médico auditor e consultante, passando como superintendente na Prefeitura. Atualmente é secretário de Saúde.
Após a saída de Paulo Lacerda do comando da pasta, o prefeito Tércio Garcia convocou Cláudio França para assumir a pasta. De acordo com o médico, Paulo Lacerda optou em voltar à Câmara para cumprir outra missão. “Paulo faz parte do grupo de apoio ao prefeito e ele achou esse momento importante para estar na Câmara”, revela.
De acordo com Cláudio França, seu antecessor realizou um ótimo trabalho na área administrativa da pasta. A Sesau voltou a ter departamento jurídico, assessoria de imprensa. “Nesse pouco tempo que estou aqui percebi que o Paulo conseguiu alguns avanços do ponto de vista administrativos”.
O setor de compras também voltou a ser responsabilidade da pasta, até então estava na Prefeitura. A Sesau passou a contar com um grupo de médicos que fazem apenas a parte de auditoria de contas médicas. O secretário revela que essas mudanças o deixaram numa posição mais confortável.
O principal objetivo do secretário é agilizar a prestação de serviço para o munícipe. Ele revela que trabalhar com essa área da Sesau é complicado, mas acredita que existem mecanismos que possam fazer com que os serviços fluam mais facilmente.  “Nossa assistência médica é bem razoável. Temos áreas que estão bastante satisfatórias e outras que estão mais difíceis”, explica.
Na parte ambulatorial a secretaria conta com 20 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, segundo França, todas estão fluindo relativamente bem, assim como os Núcleos de Atendimento Psicossociais (NAPSs) que não têm problemas evidentes.
O ‘calcanhar de aquiles’ da Saúde em São Vicente é a área do pronto atendimento. “A parte de assistência médica de pronto socorro é sem dúvida o lugar mais delicado”.
Após a criação do Centro de Referência em Emergência e Internação (CREI), conforme relata Cláudio, o número de pacientes tornou-se bastante significativo e não houve aporte financeiro que acompanhasse o aumento do número de atendimentos. “A tendência é que com o passar do tempo, você tem muita dificuldade”, explica o secretário em relação ao número de atendimentos.
“Temos perspectivas sim, mas infelizmente tudo é movido a dinheiro”, explica o secretário que espera conseguir recurso financeiro para realizar melhorias em alguns setores da Sesau.
Um exemplo é a Terapia Renal Substitutiva (TRS), no qual a Sesau tem um déficit de 40% do que é pago pela secretaria e o que ela recebe. “Foram feitos vários contatos em Brasília, mostramos planilhas e temos uma boa perspectiva para tentar readequar a Terapia Renal Substitutiva”, confirma França.
A área de oftalmologia também está nos planos da nova administração da Sesau. “Temos uma boa perspectiva de regionalizar e de ter recursos próprios para isso”.
SUS
A região é a segunda pior em relação ao aporte dado pelo Sistema Único de Saúde. Em São Vicente o teto SUS é de R$ 0,16 por dia/ habitante. Segundo o secretário, é impossível gerenciar uma secretaria de saúde com esse valor. “Se não melhorarmos isso aqui, todo o resto você não consegue melhorar”, ressalta.
Para o secretário, o SUS é perfeito na teoria, o que falta na realidade é verba. “Ele prevê todas as situações, é porque ele mesmo não tem recurso para se manter”, finaliza França.

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