S.O.S para a saúde brasileira

Como se não bastasse todos os problemas econômicos que o Brasil vêm enfrentando de classes sociais antagônicas, distúrbios de valores, violência, entre tantas mazelas, o segmento de planos de saúde anunciou seus reajustes.

Os mais de cinco milhões de conveniados, que assinaram contratos depois de 1999 terão suas mensalidades reajustadas em 8,89%.
Em um país onde a saúde é sucateada, quem não pode se espremer e pagar um plano fica a mercê das condições desumanas nas unidades de saúde e hospitais ou então, em uma emergência, desenbolsa quantias absurdas para conseguir um bom atendimento. O mais grave é que esse aumento foi autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Resolução Normativa 128.
Os índices apontam que o reajuste ficou menor do que o ano passado, quando o aumento foi de 11,69%, mas isso não ameniza um percentual tão acima da inflação brasileira e que está fazendo com que cada vez mais cidadãos desistam de pagar as mensalidades.
Em muitos lares os planos consomem mais de 50% da renda total e é mais grave ainda quando a família conta com pessoas acima de 65 anos. Além de reajustar o valor geral, cada empresa do ramo tem cláusulas que permitem reajustes conforme a idade. A população está refém do sistema de saúde e não vê uma luz no fim do túnel.
Enquanto empresas privadas de saúde ganham cada vez mais dinheiro e filiais por todo o país, o sistema público mantém unidades falhas e sem estrutura, com filas intermináveis e consultas agendadas anualmente. O governo está esquecendo de pontos cruciais para o andamento de uma nação como a violência, a educação e a saúde do povo brasileiro. A dignidade e precedentes da constituição, como direito a saúde, estão se tornando meros coadjuvantes em uma peça onde o protagonista chama-se dinheiro.
Como sempre quem acaba pagando a conta do desleixo das décadas de descasos com a saúde é o povo brasileiro. Enquanto a política social e prioridades dos governantes não mudar as consequências irão cair na parcela da sociedade que vêm sumindo do mapa: a classe média. Breve serão os milionários e os miseráveis, sem entremeios, que guiarão o Brasil e o mundo.

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