Você está com vontade de votar nas próximas eleições presidenciais?
Escândalos e várias CPIs marcaram a atuação dos governantes brasileiros nos últimos dois anos. Entre “Bingos” e “Sanguessugas”, o País levantou questões éticas e desmascarou pessoas públicas corruptas e candidatos mentirosos. Em meio a desconfianças e inseguranças a população terá que ir às urnas em outubro desse ano para eleger um novo presidente da República. Por isso a equipe do JV foi às ruas para saber se o povo está com vontade de votar. Confira as respostas.
Em ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais, os brasileiros se dividem em duas obrigações: uma de torcer pelo hexacampeonato e outra de escolher o presidente da República. São fatos distintos mas que mobilizam muitos setores do País. Para as próximas eleições algumas regras já estarão valendo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou essa semana algumas mudanças como a proibição de showmícios e distribuição de brindes, entre outras restrições. Com isso a atenção da população estará voltada para os discursos e denúncias envolvendo os candidatos, para então, decidir o voto.
Outra mudança para as campanhas desse ano foi a regra da verticalização. A regra determina que os partidos devem reproduzir nos Estados as coligações políticas acertadas em nível federal. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), aprovada pelo Congresso, liberava os partidos para fazer qualquer aliança nos âmbitos municipal, estadual e nacional já nas eleições deste ano.
Mas, com escândalos graves envolvendo todas as alas governistas, a escolha de uma pessoa para dirigir o Brasil ficou mais complexa, ainda mais quando se assistiu a tantas absolvições e distribuição de pizzas. Notando essa apatia dos eleitores a equipe do JV saiu às ruas para saber se a falta de credibilidade dos governantes está afetando a opinião dos eleitores e a vontade de votar. A maioria confessou que se pudesse escolher não votaria nessa eleição presidencial. Leia a opinião dos entrevistados.
Antonio Barsa, do Centro, revela que se o voto não fosse obrigatório pensaria duas vezes antes de comparecer às urnas esse ano. “Não tenho vontade nenhuma de votar. Acho que deveria ser facultativo”, explica. Para ele a obrigatoriedade demonstra o despreparo do Brasil para eleições. “Votando quem achar que deve e quer, o País iria melhorar”, completa.
A moradora do Centro, Elizabeth Picles Alves, também está desestimulada para essas eleições. “Cada ano que a gente vota a decepção é maior, está muito difícil escolher”, comenta. Ela completa opinando sobre a entrada nesse ano de uma representante mulher na presidência. “Acho que precisa de uma presidente mulher, porque temos mais sensibilidade e preocupação com o ser humano”.
“Não tem ninguém que preste entre os candidatos, por isso estou sem vontade de votar”, ressalta a moradora da Vila São Jorge, Maria Leonor da Silva. Para ela o que está faltando são políticos sérios. “Eu me decepcionei muito e acho que será difícil alguém fazer alguma coisa pelo Brasil”, finaliza.
Para Adonias Ramos Andrade, morador do bairro José Menino em Santos, é importante votar mesmo com a situação do País. “Estou em dúvida, mas não vou deixar de votar porque isso não vai melhorar o País”, explica. Adonias diz ainda que o papel do povo é escolher melhor seu candidato. “Vou deixar para última hora para ver se dessa vez escolho certo”.
Eduardo Silva dos Santos, morador do Parque das Bandeiras, também acha que a população deveria fazer um esforço e votar nessas eleições. “Precisamos exercer nossa obrigação e tentar mudar o País”, enfatiza. Ele defende que a importância do voto é indiscutível. “Não adianta ficar sem vontade o que temos que fazer é eleger pessoas que mudem o País e acabe com a violência”, conclui.
De acordo com o morador do Jóquei Clube, José Vicente Santos, o povo não tem opção, tem que votar. “Temos que colocar alguém lá não temos? Então temos que ter vontade”, ressalta. José revela que atualmente não existem candidatos melhores que o atual. “Apesar dos acontecimentos acredito que o Lula ainda é o melhor”, opina.
Para a moradora da Vila Cascatinha, Araceli Matheus Silva, a falta de vontade é geral. “Está difícil escolher, muitas vezes a gente acaba se decepcionando”, comenta. Ela confessa ainda que não escolheu seu candidato e que se pudesse não iria às urnas. “As vezes pensamos uma coisa e acontece outra. Acho que só quem quisesse deveria votar”.
Luiz Carlos dos Santos Junior, morador da Cidade Náutica III, também não está com vontade de votar esse ano. “O voto não deveria ser obrigatório, ainda mais com as condições atuais dos nossos governantes”, ressalta. Para ele o que está faltando é iniciativa da população em pedir mudanças. “As pessoas deviam organizar uma passeata de protesto e ninguém votar esse ano, pois do jeito que está não dá para votar”, finaliza.
“Apesar de estar sem vontade acho importante votar”, conta Eduardo Guimarães da Silva, morador da Ponte Nova. Para ele sempre muda alguma coisa quando se muda o governo. “Mesmo com toda essa situação se entrar outro alguma coisa deve mudar”, completa.
Já a moradora do Parque Bitaru, Carina Alves de Sá, está com pouca vontade de votar nessas eleições. “Está tendo muita corrupção e só o voto pode mudar”, explica. Ela lembra ainda que mesmo se o voto fosse facultativo ela votaria. “Votar é muito importante e o povo está mais preparado para escolher seu candidato”, conclui.
Marina Marques, moradora do Voturuá, confessa que sempre tem vontade de votar. “A gente tem que tentar, nunca desistir de mudar”, comenta. Ela acha que do jeito que as coisas estão não pode continuar. “O povo está tentando votar melhor e acho que um dia a gente consegue”, completa.
De acordo com a moradora do Parque Bitaru, Maria Neci Gomes Lopes, a obrigação de votar é o único estímulo para ela ir às urnas. “Só vou porque sou obrigada, mas acho que o povo nunca acerta”, revela. Ela defende que o voto facultativo mostraria melhor o descontentamento do povo. “Alguma coisa tem que mudar. A gente não consegue adivinhar quem é bom ou não”.
