Dia Mundial sem Tabaco alerta sobre os males desse hábito

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Ontem foi o Dia Mundial sem Tabaco, lançado em 1998 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que articula com 192 países essa data. A OMS pretende com esse tema atrair a atenção de todo o mundo sobre essa epidemia e as doenças e mortes evitáveis a ela relacionadas e alertar para um hábito que mata 5 milhões de pessoas por ano.

A forte associação do tabagismo com doenças crônicas graves e fatais e a expansão do consumo cada vez maior em países em desenvolvimento têm preocupado órgãos relacionados à saúde e ao desenvolvimento econômico e social. Segundo entidades ligadas às Nações Unidas, como a OMS e o Banco Mundial, o tabagismo vem impondo uma carga cada vez mais pesada sobre os países em desenvolvimento, muitos dos quais ainda lutam para controlar doenças transmissíveis, como por exemplo, tuberculose, malária, HIV/AIDS, e para reduzir a desnutrição e as taxas de mortalidade infantil.
Hoje, dos cerca de 1,1 bilhão de fumantes, 80% vivem em países em desenvolvimento, e dos 100.000 jovens que começam a fumar a cada dia, 80% são de países em desenvolvimento. Na maioria das nações, existe uma correlação entre tabagismo, baixa renda e baixo nível de escolaridade.
Desde 1989, o Brasil se engaja nas comemorações do Dia Mundial sem Tabaco. O Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional de Câncer e em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde já atuantes no Programa Nacional de Controle do Tabagismo, articula nacionalmente as comemorações dessa data. Através de um convênio, tem sido possível aos Estados e Municípios reproduzirem o material promocional, como cartazes, manuais, folhetos e outdoors, para divulgação do tema em todo o País.
Cento e vinte e oito países ratificaram o tratado de 2003 para o controle do tabaco, que entrou em vigor há um ano e que proíbe a propaganda, a promoção e o patrocínio de derivados de tabaco. A estimativa da OMS é de que 10 milhões de pessoas morrerão por ano em 2020 devido a doenças ligadas ao tabaco.

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