Narciso

narciso1.jpgMedalhas, troféus e diplomas ilustram algumas vitórias da carreira, mas o seu maior triunfo Narciso guarda dentro de si. Hoje auxiliar técnico das categorias de base do Santos Futebol Clube, o sergipano conquistou sua maior vitória da vida quando ainda era jogador e superou a leucemia, descoberta durante exames médicos no clube. Sua conquista foi recuperar a saúde e poder retomar o convívio com seus filhos, esposa, o restante da família e os muitos amigos conquistados no futebol. Sua história comoveu o Brasil e tornou-se exemplo de perseverança, fé e determinação.

Como jogador de futebol ele obteve diversas vitórias, medalhas e troféus, mas a maior conquista de Narciso dos Santos foi fora dos gramados. O atleta superou o maior desafio de sua vida derrotando a leucemia, que descobriu durante exames rotineiros na pré-temporada do Santos Futebol Clube, em 2000. Comoveu o Brasil e voltou aos gramados, para conquistar o Bi-Campeonato Brasileiro pelo Santos, em 2002 e 2004.
Depois de retomar a carreira de jogador por algum tempo, Narciso a abandonou , e hoje atua nas categorias de base do Santos Futebol Clube, como auxiliar técnico. Determinado, Narciso galgou sua vitória desde a infância humilde em Neópolis, cidade interiorana do Estado de Sergipe, até as conquistas por todos os times que passou e pela seleção brasileira, além da maior conquista, que foi o sucesso do transplante de medula óssea e a vitória sobre o câncer. Acompanhe a história vitoriosa do ex-jogador e alguns comentários sobre a seleção brasileira, o Santos Futebol Clube e outros temas.
Jornal Vicentino - Onde você nasceu? Como era a cidade?
Narciso
- Nasci em Neópolis, em Sergipe. Uma cidade pequena, com 15 mil habitantes contando cachorro, gato… (risos). É um município bastante alegre no interior de Sergipe, uma cidade que não tem shopping, não tem o glamour que Santos e outras cidades grandes tem, mas é o lugar onde nasci, fui criado, onde deixei amizades, onde mora minha família, onde me sinto mais confortável até pelo conhecimento que tenho lá.
JV - Como foi a fase da infância em uma cidade pequena como Neópolis?
Narciso
- Minha infância foi maravilhosa. Fiz tudo aquilo que acho que uma criança tem que fazer. As brincadeiras eram de crianças mesmo, era jogar bola na rua, peão, pipa, andar de bicicleta, brincar de se esconder, tomar banho no rio, enfim, tive uma infância maravilhosa. Tive muitas amizades, bastante diversão e tudo que uma criança sonha eu acho que tive. Não tive nada de extraordinário, mas fui muito feliz de ter passado minha infância ali e ter aprendido muito. Hoje praticamente não tem mais campinhos, não tem lugar para as crianças brincarem, normalmente moram em apartamento e isso dificulta bastante.
JV - Qual era a situação financeira da família?
Narciso
- Minha família sempre foi humilde. Éramos em seis filhos, quatro homens e duas mulheres e todos nós , principalmente meus irmãos que eram mais velhos sempre trabalharam, junto com meu pai que tinha uma mercearia. Mas como a cidade também não tinha uma renda financeira alta a gente podia viver tranquilo. Estudei até o primeiro do segundo grau, já que tive que sair cedo, por causa da morte do meu pai, pois a gente teve que se desdobrar cada vez mais para ajudar na renda em casa e por isso o estudo foi ficando em segundo plano.
JV - Como você começou a trilhar o caminho no futebol?
Narciso
- Tive vários empregos, a gente sempre jogava no fim de semana. Tem três clubes amadores na Cidade e eu sempre joguei lá e em outras cidades. Sempre joguei pelo Bonfim, o Neópolis, o América, que são os clubes de lá. Nisso teve um campeonato intermunicipal e nesse campeonato acabei me destacando. Um empresário acabou me indicando para o Corinthians Alagoano. Naquela época iria fazer 15 anos, eles gostaram, e eu trabalhava em uma fábrica como tecelão, mas tive essa oportunidade de poder ter folga, até porque o dono da fábrica tinha um time e nós jogávamos todo domingo aí eles me deram essa folga para eu poder ver se dava certo na carreira de futebol.
JV - Como foi a chegada no Corinthians Alagoano e a seqüência da carreira?
Narciso
- No primeiro treino já cheguei atrasado, joguei uns 30 minutos e umas três vezes que peguei na bola o treinador já veio falar comigo dizendo que eu ia ficar. A partir dai dei sequência na carreira. Fiquei lá 91,92,93 e em 94 vim para Paraguaçu Paulista, onde joguei o Paulista da A-2 e depois vim para o Santos junto com o Marcelinho Paraíba, que hoje está no Hertha Berlim e é meu compadre.
JV - Para jogar no Corinthians Alagoano você acabou tendo que mudar para Maceió. Como foi sair de uma cidade pequena para morar na Capital?
Narciso
- A mudança foi grande. O clube dava um bom suporte nas categorias de base, até porque na época não tinha profissional no Corinthians, só tinha junior para trabalhar os defeitos e mandar para um time grande, mas as dificuldades eram enormes. Recebíamos uma ajuda de custo e morávamos no alojamento. Nunca tinha ido para Maceió, só pensava em me aplicar para poder dar certo. Aprendi muito, cresci muito na minha ida para Maceió e graças a Deus tive sucesso. O grupo foi campeão alagoano nos dois anos, em um deles fui considerado melhor do campeonato e foi muito proveitoso para mim.
JV -  Depois do sucesso em Alagoas você migrou para o futebol paulista. Como foi a transferência para a Paraguaçuense?
Narciso
- Em Paraguaçu foi fantástico, pois foi onde me profissionalizei. Quando cheguei, em 94, fomos a sensação do campeonato. Chegamos a estar na primeira colocação da A-1, com condições para poder subir, mas a estrutura do Paraguaçu é de time pequeno. Se o Paraguaçu sobe não tinha condições de aguentar, então até eles mesmos falavam que a A-1 já era muito, imagina se subir. Mas foi uma passagem maravilhosa. Fui bastante feliz em Paraguaçu, até por ser uma cidade pequena e ter feito muitas amizades. Hoje quando dá, ainda vou visitar esses amigos assim como eles vem a Santos, pois criamos um elo grande. Foi um aprendizado para o futebol.
JV - Depois de jogar apenas uma temporada na Paraguaçuense  você já se transferiu para o Santos. Como foi a negociação para uma grande equipe do futebol Paulista?
Narciso
- O empresário do Demétrius, que jogava no Santos na época, viu eu e o Marcelinho jogar e entrou em contato com o Santos, onde ele já tinha uma abertura de porta, para que a gente pudesse vir para cá. Mas houve até um atrito entre meu empresário e ele, porque meu empresário já estava acertando a gente com o Palmeiras. Ficou um pouco complicado, mas como sempre vi meus irmãos crescerem santistas, falei que queria vir para o Santos porque seria uma alegria para os meus irmãos. Acho que foi uma escolha certa, pois o Santos estava acreditando em jovens talentos, estava dando espaço, estava com projetos com os pés no chão, e se fosse para o Palmeiras, na época tinha aquela equipe formidável e creio que não teria tanto espaço quanto tive no Santos.
JV - Durante os anos que esteve no Santos, quais foram as passagens que mais o marcaram por motivos alegres ou tristes?
Narciso
- A maior tristeza sem dúvida foi em 95, quando o árbitro errou e a gente acabou perdendo o campeonato. Os outros momentos que marcam são as alegrias. Tive o prazer de ganhar com o Santos o Rio-São Paulo de 97, a Conmebol de 98 e estar no plantel das conquistas do Brasileiro de 2002 e 2004, apesar que em 2002 eu ainda estava me recuperando do problema que tive, mas em 2004 joguei algumas partidas. Alegria é sempre ganhar títulos é estar em um time grande, que foi o Santos, que abriu as portas para mim. Sou agradecido por isso, por ter chegado a seleção brasileira. Fico feliz pelo Santos, por isso que tenho essa paixão imensa por ele (Santos).
JV - Qual o sentimento quando você recebeu a notícia da primeira convocação para a seleção brasileira?
Narciso
- Minha primeira convocação foi em março de 95, com o Zagallo. Tinha me destacado no Brasileiro de 94 e foi uma alegria muito grande para mim. Jamais a gente pensa que saindo de uma cidade pequena como Neópolis, em pouco tempo, vai estar em uma seleção brasileira de jovens. Foi gratificante, uma recompensa do sofrimento que tive na minha carreira. Tive o prazer de disputar Olimpíadas, Copa América, Copa Ouro e é sempre gratificante estar na seleção.
JV - Como foi receber a notícia dos médicos de que você estava doente?
Narciso
- Foi complicado porque jamais pensava que poderia acontecer o que aconteceu comigo. Até porque nós, atletas, somos tidos como exemplo de saúde para a população, em termos de condição física, e eu fiquei bastante surpreso de receber a notícia de que tinha câncer. Naquele momento eu estava treinando, não sentia nenhuma dor, não sentia nada, então fiquei surpreso porque dentro do futebol nunca tinha ouvido falar de um jogador com o problema de leucemia.
JV - Logo que você se afastou por causa da doença, muitos companheiros e torcedores, até mesmo de outros clubes lhe deram muito apoio. O que você sentiu com essa situação?
Narciso - A gente recebe a notícia  e fica para baixo perguntando porque aquilo tem que acontecer com você, mas a partir do momento que as pessoas começam a ficar sabendo você tem um respaldo. Tive um respaldo de carinho muito grande, do Santos Futebol Clube, dos jogadores que atuavam comigo e em outros clubes, de torcedores não só do Santos, mas de outros clubes. Esse respaldo faz com que você possa ter força para crescer, fora o apoio familiar que graças a Deus eu sempre tive e a fé que tive também.
JV - Apesar das dificuldades, você conseguiu superar a doença. Qual o sentimento de derrotar a leucemia e ver todo esforço e toda torcida dando certo?
Narciso
- É uma sensação de alívio. É muito complicado quando você sabe que esta doente e precisa fazer o transplante. Você viver uma agonia constante durante algum tempo. Você fica no limite do pensamento, não sabe se vai ficar vivo ou se não vai estar. Há um desgaste. Primeiro você descobre a doença, faz exames, depois procura o lugar, posteriormente procura confiar nos médicos que vão fazer, e graças a Deus os médicos de Curitiba foram fantásticos para mim. Deixei muitas amizades e respeito. Sou muito grato por tudo que fizeram por mim, e até a cidade de Curitiba que me acolheu. Lembro de um episódio que conto sempre. Eu estava precisando de sangue e os clubes, o Atlético, o Coritiba e o Paraná fizeram uma campanha e foram mais de 25 mil pessoas doar sangue, o hospital nunca teve um estoque tão grande de sangue. São algumas coisas que você vai crescendo. Você vive alguns momentos que jamais consegue esquecer. Os médicos foram bem claros que eu tinha 30% de chance de sobreviver e 70% de chance de falecer. Por isso sempre que estou triste procuro lembrar desses momentos que estão entre os mais marcantes da minha vida.
JV - Depois de vencer a doença você ainda teve a oportunidade de voltar a pisar nos gramados. Qual o sentimento de recuperar a saúde e voltar a exercer sua profissão?
Narciso
- A volta foi ótima. Tive profissionais me ajudando, como o Claudio e o Rosan, o Santos me dando o suporte para eu estar tranquilo, mas acho que a volta foi um pouco antecipada porque o futebol, não te da tempo. Fiz o transplante com 25 anos, me recuperei em três anos e voltei com 28. Para o futebol já estava um pouco até velho. Creio que a volta tinha que demorar um pouco mais, mas como o futebol não da esse tempo ela foi um pouco antecipada, mas graças a Deus vitoriosa. Eu ouvi muitas pessoas falarem que o Narciso estava acabado para o futebol e isso me dava força para que eu pudesse superar e poder provar para as pessoas que mesmo passando por uma dificuldade enorme, você ainda consegue fazer  aquilo que você quer. Isso é um exemplo que eu tentei deixar para as pessoas.Voltei em um jogo na Vila, contra o Atlético Paranaense, mas fiquei no banco. Para mim foi vibrante ter voltado a jogar em Curitiba, com todos torcedores gritando meu nome, me aplaudindo, aquilo ficou marcado. Quando o Leão me chamou passou um filme na minha cabeça de tudo aquilo que eu tinha vivido e como era gostoso estar ali novamente. Foi maravilhoso, digo que não quero que ninguém passe por essa dificuldade, mas a sensação que eu tive de voltar, eu gostaria que muitas pessoas pudessem viver essa sensação e saber como é prazeroso voltar a fazer aquilo que você gosta.
JV - Após conquistar o bi-brasileiro, você abandonou a carreira de jogador, mas continuou envolvido com o futebol. Como vem sendo o trabalho na comissão técnica?
Narciso
- Hoje sou auxiliar técnico do Márcio Fernandes, no ano passado estávamos com o sub-23 e com o Júnior. O trabalho que eu tenho feito é auxiliar o Márcio, aprendendo toda a base do futebol. Claro que antes eu sempre ficava olhando os treinadores com quem trabalhei, com Leão, com Candinho, com o Wanderlei, procurava estar mais ligado nesse sentido porque já estava com o pensamento de dar sequência nessa carreira, então tenho continuado todo o aprendizado da minha base com o Márcio e sou muito grato por tudo que tenho aprendido. Graças a Deus trabalhei com excelentes treinadores, Cabralzinho, Candinho, Wanderlei, Leão, Paulo Autuori, se pudesse e tivesse esse pensamento de ser treinador eu queria mesclar um pouco de cada um (risos).
JV - Conhecendo o trabalho de base do Santos de perto, o que você acha que o torcedor pode esperar do time profissional e de revelações? Poderão surgir novos Robinhos, Diegos, Elanos…?
Narciso
- Acho que Robinho e Diego vai ser muito difícil surgir novamente. São dois jogadores fantásticos, que eram jovens mas mostraram toda sua personalidade e competência dentro do campo. O que é mais interessante é que aquele time não tinha só Robinho e Diego, tinha o Alex, o Renato, o Elano, o Léo, o Paulo Almeida, o Fábio Costa, vários bons jovens jogadores. Hoje, trabalhando no Santos Futebol Clube e também como torcedor, acho que com a contratação do Wanderlei e os 16 ou 17 jogadores que ele contratou, ele procurou fazer um time novo, um time com mais velocidade e creio que esse time vai dar certo. Só não creio que já dê certo ainda no Paulista, mas se for no Paulista melhor ainda. Falta um ajuste dentro e fora de campo. Nas categorias de base tem bons garotos. Dentro dos júniores hoje tem muitos bons jogadores, como o Cadu, o Renatinho, o Vinicius, que é um jogador que acredito muito, o Renato, muito bom marcador, temos o Xuxa, o goleiro Rodrigo, temos alguns jogadores que vão crescer ainda. Creio que eles ainda vão dar muita alegria para os torcedores do Santos.
JV - Estamos nos aproximando da Copa do Mundo e o Brasil é apontado por muitos como grande favorito. Você acha que o Brasil é favorito? Tem alguém que ainda poderia entrar nesse time?
Narciso
-  O Brasil é favoritíssimo, favorito é pouco (risos). O Brasil é muito forte, esta entrosado por que o Parreira esta dando sequência em um trabalho deixado pelo Felipão, ele colocou algumas peças mas está dando a sequência e os jogadores mesmo jogando fora já se conhecem, já tem esse entrosamento, uma harmonia, e o Brasil é favoritíssimo. Claro que a gente fala sempre fora de campo, pois dentro de campo é tudo diferente, isso já não acontece, porque se não correr não tem jeito. Principalmente falando nesse quarteto ou quinteto fantástico que o Brasil tem, se esses jogadores não marcarem fica difícil, mas se eles conseguirem pegar, correr, marcar, com a técnica que esses jogadores tem, não tem para ninguém. Já quanto a convocação, no meu entender, acho que o Alex, zagueiro que jogou aqui no Santos, tinha que ter uma oportunidade para que pudesse pelo menos mostrar sua capacidade, mas só esse, porque os outros fica difícil. Nas laterais e principalmente do meio para frente acho que o Brasil está muito bem servido, não tem muito o que falar, e creio que só uma contusão pode mudar.
JV- Você participou de algumas ações em São Vicente, como o jogo com o cantor Daniel, em prol do Centro de Referência em Oncologia Infantil. Qual a sensação de poder ajudar como nesse caso?
Narciso
- É um sentimento maravilhoso, principalmente por quem passa por essa situação e sabe que as condições hoje são muito precárias nesse sentido. São poucos que tem condição financeira de fazer a transfusão, comprar remédios e é muito bom ajudar. Sempre que sou convidado em qualquer lugar para ajudar vou com o maior prazer. Conheci o Tércio Garcia e a primeira dama, porque temos alguns amigos em comum, e fui convidado para algumas coisas, como o jogo do Daniel, que foi em prol do CROI (Centro de Referência em Oncologia Infantil) depois na inauguração de um colégio, onde estava a primeira dama e alguns vereadores da Cidade, fui dar meu depoimento para estimular a continuar no esporte, e o Tércio é uma pessoa que tenho um carinho muito grande, não só pelo trabalho dentro da prefeitura, mas também pela pessoa que ele é e pela dificuldade que ele passou e conseguiu superar. É bom a gente ver pessoas que passaram por essa dificuldade e venceram, e o Tércio é um desses, é uma pessoa vitoriosa na vida, como ser humano e com certeza também como político. Torço para que possa ter bastante sucesso na vida.
JV - Você tenta desenvolver um projeto social. O que é esse projeto?
Narciso
- A AVIDAR é uma instituição que estamos querendo fazer aqui em Santos para que a gente possa ajudar pessoas com câncer. É mais ou menos um centro de reabilitação, porque claro que o transplante é muito importante, mas o pós transplante é muito mais complicado. Você demora de três a cinco anos para você se recuperar bem. Então o que a gente está querendo montar é isso, para que a pessoa possa ter dentro dessa instituição um psicólogo, um médico. A gente quer dar um suporte para que a pessoa se recupere.

6 respostas para 'Narciso'

  1. Paulo Cesar Diz:

    Excelente trabalho. Esta lição de vida do Narciso serve para todos brasileiros. Enquanto isso, os maus políticos …

  2. Claudemir (Cacau) Diz:

    Conheço bem a pessoa do Narciso, pois jagamos juntos no Paraguaçuense. Eu ainda era junior quando ele, Marcelinho Paraíba e demais jogadores chegaram do Corinthians de Alagoas, uma parceria entre os dois times. Pacato, Narciso foi ganhando seu espaço e fazendo belas partidas e tornando-se uma peça fundamental para o crescimento do Paraguaçuense. Guardo fotos que tiramos juntos, em treinos e jogos. Narciso sempre me apoiou e me aconselhou, motivando-me a permanecer firme nessa profissão onde precisamos valorizar as oportunidades. Foi um choque quando soubemos da triste notícia quanto à sua saúde, mas sabíamos que ele não iria desistir. Parabenizo-o por tudo o que ele tem feito a favor das pessoas que passam pela mesma situação que ele passou. Gostaria muito de contactá-lo. Hoje moro em Londrina, casado com Fabiana(Bia) nascida em Paraguaçu Paulista e temos uma linda filha, Bianca Rafaela e assim como ele, sempre que temos a oportunidade, vamos a Paraguaçu rever a família e os amigos. 43 9942 4747.

  3. narciso Diz:

    isso cerve como exemplo de superacao e de exemplo de vida.moro no interior de sao paulo tenho um filho de 8 anos que e conhecido na cidade por ser bom de bola vou procurar um time pra ele fazer um teste porque e o sonho dele.mesmo morando no interior e possivel chegar aonde vc chegou. parabens pela sua luta e continue com muita saude

  4. naldo reis ramos Diz:

    narciso gosto muito de voçe pela sua vontade e superaçao na sua carreira , acho que logo voçe vai ser treinador ou auxiliar do profissional do santos fc, quero saber se e verdade que o santos fc, vai contratar o atacante thomas wesley de 18 anos do time do brasilis do oscar bernardi e quais suas metas no futebol pra 2008 . grato naldo reis de santos ….

  5. Bianca Santos Diz:

    Sou portadora de leucemia gostaria de conhecer pessoalmente o ex jogador Narciso. Por favor preciso conhecer sua historia pois passo pelo mesmo problema. Tenho 21 anos e apenas um sonho ” viver”

  6. fernando Diz:

    entre em contato com migo por favor deiche um recadono meu mail q eu retorno pr fala o assunto

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