Editorial
- junho 29, 2006
Disputa acirrada
A disputa para a presidência da República está tão acirrada quanto os jogos da Copa do Mundo. Ao contrário do torneio mundial de futebol, no Brasil a briga pela cadeira de chefe do executivo federal se divide em duas “grandes seleções”, de um lado o PT que quer repetir a dose com Lula, de outro o PSDB que quer voltar ao trono com Geraldo Alckmin.
No último sábado o atual presidente confirmou sua candidatura pelo PT à reeleição. Na verdade a candidatura já era dada como certa já que inúmeras medidas eleitoreiras foram realizadas pelo governo de Luis Inácio Lula da Silva. Mesmo com toda a crise pela qual passou Lula e a base governista, as pesquisas mostram que o presidente mantém a credibilidade e continua na dianteira na preferência da população.
Por outro lado o partido tucano contra-ataca com críticas e denúncias de má administração petista e escândalos como o do mensalão. Além de mostrar, é claro, os feitos realizados nos governos estaduais tucanos.
Apesar da competição estar dividida em dois blocos, ainda há uma “seleção” que vem comendo pelas beiradas: é o PSOL da candidata Heloisa Helena. Ela pode ser considerada a zebra da disputa eleitoral, já que tem a possibilidade de conquistar muitos votos pelo País e pode atrapalhar o desempenho de Lula e Alckmin.
Enquanto os dois rivais duelam num confronto um tanto acirrado, a candidata à presidência, Heloisa Helena, vem trabalhando sua campanha. Vale lembrar que a candidata do PSOL também não deixa de criticar tanto o governo de seu ex-partido, o PT, quanto o PSDB.
A Copa do Mundo da Alemanha termina no dia 9 de julho e é a partir desta data que acontece de verdade a disputa pela presidência da República. Enquanto a seleção brasileira estiver na competição, a população centraliza a atenção no futebol e os candidatos mais experientes sabem disso.
Independente da seleção nacional voltar da Copa do Mundo com o caneco ou não, a população brasileira deve ficar atenta em outra disputa, a eleitoral. Inúmeros candidatos estarão mostrando seus planos e projetos de governo ao longo da campanha, bem como as críticas que jamais deixarão de existir.
No País do futebol a democracia deve prevalecer e o voto é um instrumento legal e importante para escolher os futuros representantes políticos que governarão o Brasil por quatro anos. É bom ressaltar que a disputa será acirrada e o eleitor deve votar com consciência.





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