Você coloca sua carreira acima de sua família?

Hoje em dia as pessoas consideram cada vez mais crítico assegurar a conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal. Há uns anos atrás, quando se falava em carreira e família, era comum associar carreira “contra” a família. Hoje em dia, é habitual falar no modelo para garantir a harmonização entre a vida profissional e familiar. Essa mudança vem acontecendo com o passar dos anos, na qual o progresso e as mudanças globais mudaram os costumes da população. As pessoas começaram a perceber que sem um equilíbrio sadio entre a vida profissional e a vida pessoal é indispensável. A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas para saber se a carreira está acima da família. A maioria respondeu que não. Leia as respostas dos entrevistados.

Atualmente o ser humano vive numa época de constantes transições e fusões no mercado de trabalho. O que ontem era garantia de um futuro certo e sossegado hoje é simplesmente requisito básico para se ter o mínimo de conforto no presente. Vivendo em uma economia globalizada, na qual vários fatores influenciam as tomadas de decisões das empresas, não basta ao profissional exibir um currículo invejável de qualificações para garantir seu espaço no mercado.
Na realidade, numa primeira fase, a vida pessoal era a principal prejudicada como resultado de um prolongamento excessivo dos horários de trabalho. No entanto, mais cedo ou mais tarde, a própria vida profissional acabava por ser afetada pois a descompensação que existia na família acabava refletindo nas atividades profissionais. O ideal é encontrar o ponto de equilíbrio, o que na maioria das vezes é o mais difícil.
As  mulheres estão em desvantagens no quesito carreira X família, mas o antigo sexo frágil vem tomando cada vez mais seu espaço em várias profissões. Mas, como toda evolução pressupõe frustrações e perdas, foi preciso pagar um preço. Trata-se de acrescentar funções às existentes: a de filha, a de mulher e a de mãe. Tanto homens quanto mulheres necessitam conciliar as obrigações. Escolher, apostar, correr o risco, administrar a realidade das diversas funções é a saída. Confira as opiniões dos entrevistados pela equipe do JV.
Para Marcelo Guedes, morador do Parque Bitaru, a carreira não pode nunca estar acima da família. “A família é tudo e por isso a carreira não pode estar acima dela”, ressalta. Marcelo lembra ainda que se tivesse que optar entre a profissão e a família ficaria com a segunda opção.
O morador da Vila Caiçara, na cidade de Praia Grande, Hagop Tokatlian, também não escolheria sua carreira como prioridade. “A família vem em primeiro lugar, não deixaria ela para trás”.
Angela Maria Moreira, moradora da Vila Valença, acha que tudo tem sua época certa. “Hoje coloco minha família acima de tudo, mas as pessoas tem que ter um objetivo e correr atrás”, explica. Para ela o ideal é estar sempre ao lado da família em todos os momentos. “Se estamos do lado de nossa família a carreira vai melhor ainda”.
De acordo com o morador do Centro, Leandro Batista Marques, tudo depende da oportunidade de trabalho. “Se for algo que tenha uma boa remuneração posso ir e ainda ajudar minha família”, enfatiza. Ele revela que o lado profissional hoje em dia é essencial. “Eu procuraria me realizar profissionalmente independente da minha família”, completa.
Oneide Moura Gomes da Silva, moradora do Catiapoã, não escolheria a carreira em primeiro lugar de jeito nenhum. “A família é muito mais importante que o lado profissional”, destaca. Oneide completa dizendo que não teria coragem de abandonar ninguém de sua família. “Conciliaria os dois: profissão e família”.
O morador da Cidade Náutica, Edmilson Moraes do Nascimento, confessa que a carreira é muito importante, mas não colocaria ela acima de sua família. “A família é minha base, mesmo se tiver desempregado ela me apoiaria”. De acordo com Edmilson o certo é ter os dois juntos. “Eu jamais largaria meus filhos e minha mulher”.
Rui Ribeiro de Souza, morador do Parque Bitaru, também não colocaria sua carreira na frente de sua família. “De maneira nenhuma eu escolheria minha profissão pois ela (família)é a base de tudo”, explica. Para ele a profissão é importante, mas sem a família nada vai para frente. “Sem a família a gente não tem uma estrutura, não somos nada”.
“A família está sempre em primeiro lugar”, revela o morador do Parque Continental, Diego Santos. Ele conta que o trabalho também é indispensável, mas a família é mais ainda. “Eu consigo conciliar da melhor maneira as duas coisas. Se tivesse que ir para outro lugar levaria todos juntos”, conclui.
A moradora do Humaitá, Adijina Santos, valoriza mais a sua família. “A família está em primeiro lugar”. Ela comenta que nem se recebesse uma proposta boa de trabalho iria valer a pena largar a família. “Se eu tivesse uma oportunidade melhor eu só iria se pudesse levar minha família”, completa.
Sandra Mota Sales, moradora da Vila Margarida, diz que a família é a base tudo. “Hoje em dia as pessoas só pensam nas coisas materias”, comenta. Para ela o ideal é dividir o tempo entre profissão e família. “Conciliar carreira com família é o melhor, pois de nada adianta as coisas materiais sem a família”, conclui.
A moradora do Quarentenário, Luciana Ribeiro de Melo, também escolhe a família como prioridade. “Valoriza mais a família do que a carreira”. Ela lembra que são os familiares que estão sempre junto. “Nunca deixaria tudo para seguir minha carreira longe da minha família”.
“É uma pergunta difícil, mas hoje eu escolheria minha família”, revela Roseli Aparecida Camara, moradora do Parque das Bandeiras. Para ela as duas coisas são importantes, mas a família é insubstituível. “O emprego se eu perder posso procurar outro a família não, além de me apoiar nos momentos difíceis”.

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