Editorial
- julho 6, 2006
Faltou garra sobrou estrelas
O povo brasileiro começou a semana mais triste depois da ressaca com a derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo da Alemanha. A equipe com o maior número de craques e apontada como a franca favorita perdeu força justamente para a seleção francesa comandada pelo maestro Zinedine Zidane.
A derrota poderia ser aceita pelos 180 milhões de brasileiros, mas o que se viu em campo foi uma equipe de estrelas cadentes que caíram sem deixar o brilho que os torcedores queriam ver. Em nenhum momento se viu garra e empenho no semblante e na atitude de jogadores tarimbados como Ronaldinho Gaúcho e Kaká, o que se viu foi uma seleção apática e que aceitava passivamente o ataque francês.
Salvo algumas exceções como os zagueiros Juan e Lúcio, o volante Zé Roberto e o goleiro Dida, que tentaram de qualquer maneira evitar o gol. Na realidade a seleção comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira não vinha bem na competição e isso pode ser constatado nas atuações diante da Croácia, Austrália, Japão já na primeira fase e Gana nas oitavas de final.
Aliás, a seleção só não perdeu nas oitavas porque Gana mostrou uma certa ingenuidade e pouca técnica nas finalizações. Mas afinal, o que aconteceu realmente com a seleção brasileira, considerada a melhor seleção que esteve na Alemanha? Para muitos faltou vontade, garra, objetividade e sobrou estrelas dentro do campo.
Estrelas essas que tinham mais vontade de brilhar sozinhas do que coletivamente. Jogadores interessados em quebrar os próprios recordes do que ajudar a equipe na conquista do hexacampeonato. Outro brasileiros irão criticar Parreira pela teimosia em deixar jogadores fora de forma, como Ronaldo Fenômeno que atuou só para se tornar o maior artilheiro em Copas.
Enfim, o que se esperava era uma equipe com vontade de vencer, o que a seleção soube fingir até as oitavas de final. Agora é levantar a cabeça porque esse ano é de eleição e o voto consciente que fará do Brasil um país mais respeitado além do futebol, se é que ainda somos respeitados por esse esporte. Bola para frente, porque eles (jogadores) já estão com a vida ganha.





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