Geral
- julho 8, 2006
População reivindica melhorias

O transporte coletivo intermunicipal na Baixada Santista é alvo de reclamação por grande parte dos vicentinos que reivindicam veículos mais novos e menos tempo de espera nos pontos. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo S.A. (EMTU/SP) afirma que a frota que opera na região é considerada nova para o sistema de transporte público e que o tempo de espera depende da linha que o usuário utiliza, média é de 19 minutos.
Para milhares de vicentinos que utilizam o transporte intermunicipal é preciso melhorar os serviços prestados. Um exemplo é o morador de São Vicente, Sócrates dos Santos Genesi, que trabalha na Zona Noroeste, em Santos. “Se eu não usar esse sistema aqui (intermunicipal) eu vou pegar duas conduções. Vou gastar R$ 5,00”, revela Genesi que ainda reclama na idade da frota.
Quem também reivindica melhorias é o estudante Anderson Simões Teixeira que precisa ir até a Ponta da Praia em Santos para estudar. “Demora uma hora para ir até lá”, conta Teixeira que afirma que precisa estar no ponto as 17:45 para chegar no bairro de Santos as 19 horas.
A assessoria de imprensa da empresa de economia mista e de capital fechado, controlada pelo Governo do Estado, revela que são realizadas fiscalizações periódicas nas linhas metropolitanas, justamente para verificar o cumprimento da programação feita pela empresa operadora e a adequação da frota à demanda de passageiros.
Porém a assessoria revela que o sistema é dinâmico, o que faz variar o número de passageiros que utilizam linhas por conta de novos pólos geradores de viagens.
Em São Vicente os ônibus municipais foram substituídos pelo sistema de lotação, que tem passagem mais barata. Para o estudante que precisa se deslocar até Santos o sistema de lotação deveria se estender até outras cidades da região. “Seria uma boa opção, seria mais rápido e o custo seria menor”, conclui.
Já Célio Henrique da Silva que utiliza o transporte intermunicipal conta que o serviço prestado é bom. “Pelo que eu uso não tenho o que reclamar do transporte coletivo”.
Reclamações
A assessoria ressalta que a empresa coloca-se á disposição para avaliar a operação de determinada linha com fiscalização específica. Para isso, o usuário que se sentir lesado pode entrar em contato com a ouvidoria da EMTU pelo telefone 0800.019.088, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h as 19 horas ou pelo site da empresa (www.emtu.sp.gov.br).
Na classificação geral do Programa Índice de Qualidade Total (IQT) da EMTU/SP, no qual se avalia a opinião dos clientes sobre o serviço, o estado da frota, o cumprimento da programação estabelecida, entre outros itens, a empresa Piracicabana, que presta o serviço intermunicipal na região, está em 40º lugar.
Ainda de acordo com a assessoria da EMTU/SP, vários fatores podem contribuir para atrasos nas linhas metropolitanas como congestionamentos, acidentes, eventuais quebras do veículos, entre outros fatores. De acordo com a empresa, o intervalo médio das linhas é de 19 minutos.
Os usuários que utilizam os ônibus intermunicipais têm uma visão positiva das peruas de lotação, principalmente no que se refere o preço e a rapidez do serviço, porém para quem utiliza o transporte alternativo a opinião é diferente.
Para Vagner de Oliveria Torres, que utiliza a lotação para ir ao trabalho, a espera no ponto é freqüente. “Estão demorando muito e quando passam é lotado”.
Torres, que mora e trabalha em São Vicente, revela que demora em média 40 minutos para ir ao trabalho e gasta o mesmo tempo para voltar para casa. “Apesar de utilizar bem mais o transporte das lotações eu prefiro os ônibus”.
Ednalva Neves da Costa, que trabalha no Centro e reside no Parque das Bandeiras, também revela que o sistema de lotação está deixando a desejar. “São 40 minutos para ir e 40 minutos para voltar”. Indagada sobre o preço da passagem, Ednalva afirma que não acha que o valor seja menor. “O ônibus (intermunicipal) é mais caro porque a distância é maior, porque você pode ir até Santos. Não tem muita diferença”, finaliza.
A reportagem do JV perguntou também para alguns ciclistas que utilizam o meio de locomoção para ir ao trabalho. A grande maioria apontou a economia de dinheiro como principal fator seguido pelo tempo gasto. “É bem mais rápido que o ônibus” diz Humberto Souza Ramos, morador da Vila Margarida que trabalha em Santos.
Segundo os ciclistas, a grande desvantagem é quando chove e falta de ciclovia que expõe os mesmos a risco de acidente.





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