Operação eleitoreira?

Essa semana foi divulgado nos meios de comunicação a conclusão de 80% do Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas, chamado de Operação Tapa-Buracos.
O Ministérios dos Transportes divulgou um balanço das obras realizadas. Foram objeto de obras de manutenção cerca de 26 mil quilômetros de estradas.
Apesar de informações revelarem que as obras estão sendo fiscalizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas da União (TCU) e o Exército Brasileiro, o programa soa como eleitoreiro. Desde o anúncio da realização dessas obras a população se indaga como e porquê tanta pressa na conclusão dos serviços, por parte do Governo Federal.
O primeiro golpe foi quando o TCU divulgou um relatório no qual mostrou indícios de irregularidades graves em quase metade dos trechos analisados. Em 48 contratos - de um total de 101 - foram encontrados indícios de irregularidades como problemas de custos superestimados e decretação de emergência em locais que não justificam esse tratamento especial. Também pudera, são R$ 410 milhões em jogo.
Mesmo com tanta “fumaça” os órgãos responsáveis fizeram vistas grossas e deixaram pegar fogo em tudo. Durante todo esse período de reformas a população pôde constatar a supeficialidade nas obras. Muitas estradas que haviam passado pelo tapa-buraco já estão deterioradas novamente.
Dos 23 estados mais o Distrito Federal que participaram da operação, já estão 100% concluídas obras de recuperação no Rio de Janeiro, Tocantins, Goiás e também no Distrito Federal. Muitos especialistas apontaram a operação como “grande desperdício de dinheiro do contribuinte”.
Em meios a tantas desconfianças e indícios de irregularidades a única certeza é de que realmente a operação foi uma das melhores propagandas do governo Lula, como aconteceu com o astronauta brasileiro. A incapacidade dos governos em gastar os recursos disponíveis de maneira correta fez com que o atual se beneficiasse com a questão das deficientes malhas rodoviárias. A atitude foi tardia, mas há tempo de terminar antes das próximas eleições presidenciais. Cabe ao eleitor ter o dissernimento de diferenciar as obras assistencialistas e imediatistas, das indispensáveis para o Brasil.

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