Temporário ou definitivo? Eis a questão…

A nova lei eleitoral que restringiu a propaganda de rua, proibindo showmícios e a distribuição de brindes com a intenção de baratear as campanhas e inibir o caixa dois, causa nesse novo tempo um cenário diferente, com viadutos sem faixas e postes sem cartazes.

Os lucros foram dos empresários, comerciantes e prestadores de serviços, foram reduzidos. Eles imaginavam abocanhar uma fatia maior dos R$ 94 milhões que os cerca de 20 mil candidatos espalhados pelo Brasil já declararam ter gasto até agora com as eleições e isso foi pelo cano abaixo.
Se a lei eleitoral vai acabar com o caixa dois ainda é uma incógnita. A realidade é que ela já estampou reflexos para diversos setores da economia. Quem trabalha com estampas de camisetas e bonés, e com a confecção de brindes, reclama que o tão esperado movimento com o período eleitoral está sendo frustrante bem como quem trabalha com bottons, empresários que produziam showmícios juntamente com seus técnicos de som e uma infinidade de empregos temporários que a campanha eleitoral gerava.
O fato mais importante que resta para o setor está justamente na importância do voto. Apesar do apelo televisivo dando conta a importância do mesmo, o eleitor brasileiro está tonto de tanto noticiário enfocando escândalos político. Com certeza os eleitores não buscam brindes e sim tentam achar no palheiro de candidatos um ou uma candidata para depositar sua confiança e esperanças no objetivo de mudar os rumos do País.
Nos cargos eletivos de nível nacional e estadual, o eleitor precisará estar atendo a propaganda eleitoral gratuita que revelará através dos programas o perfil e as idéias que os pleiteantes irão apresentar a partir do dia 15 no rádio e na TV.
A democracia que proporciona o voto irá comandar mais uma vez o cenário político que se desenhará para o País. Está nas mãos dos eleitores, dos fabricantes de brindes, do favelado, da empregada doméstico, do industrial, do comerciário e do comerciante o poder de mudança, o modelo de desenvolvimento que iremos consumir durante quatro anos e não podemos desperdiçar esse voto, a arma mais potente para exterminar pessoas do mal que tentam dar para a política a cara de uma coisa suja, quando, na verdade, é o melhor meio de se chegar a um consenso livre, digno e honesto com seu eleitor.
O voto, o instrumento da resposta está em nossas mãos e não se pode desperdiçar e dar a resposta a altura mostrando que os brasileiro amam seu País.

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