Surfista vicentino defende investimento nas categorias de base

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O surfe vicentino é uma modalidade que vem crescendo a cada dia. A Cidade é hoje um celeiro de bons atletas. Atualmente, o surfista profissional Lucinei Mallas vem apostando na modalidade e está a frente da equipe patrocinada pela empresa South to South,  que mantém a estrutura e dá apoio à 12 atletas. Outro projeto encabeçado por Lucinei é a participação na diretoria da Associação Vicentina de Surfe da Cidade, que deve concorrer a posse do órgão, no final do ano. 

“Eu direciono toda a equipe da empresa entre atletas amadores e profissionais”, esclarece Mallas. Ele destaca ainda a importância da associação para São Vicente. “Nosso projeto é fazer um trabalho de base com os atletas novos que não são direcionados”, enfatiza Mallas. Para ele as competições vicentinas são as melhores possíveis, mas com baixo investimento. “Acredito que passaram muitos talentos que foram desperdiçados. O nosso objetivo é levar o nome da Cidade no Campeonato Paulista”, completa.
Entre os atletas, Mallas destaca alguns. Entre eles está o baiano de 11 anos, Yagê Araújo, que compete como estreante e já é campeão paulista e a Jéssica Marques, vicentina que está entre as melhores do Brasil no amador e ficou em quarto lugar na categoria open, sendo que ela pertence a categoria mirim. “A Jéssica começou cedo no surfe e isso ajuda bastante sua carreira”, ressalta.
No profissional Lucinei destacou Emerson Piai, que vem se aprimorando no surfe internacional. “Ele está aprendendo o inglês, além de se aperfeiçoar nas ondas de point break (ondas perfeitas, com fundo de corais)”, revela.
Desde 1989 o Brasil não consegue o título de Campeão Mundial. Para Lucinei, que é experiente na modalidade, o surfe brasileiro tem, nos próximos anos, chances de ganhar um Mundial com Adriano de Souza, o Mineirinho. “Acredito que ele será o primeiro campeão mundial brasileiro. Ano passado ele foi campeão da segunda divisão do Circuito Mundial que dá acesso ao WCT (primeira divisão)”, aposta. Para ele o maior investimento e a menor marginalização do surfe no Brasil são os principais fatores para o crescimento de investimentos na modalidade, além de ser um instrumento de inclusão social. “Hoje as empresas investem mais”, conta.
Carreira
Lucinei Mallas começou a surfar com 13 anos de idade.  Aos 15 anos disputou seu primeiro campeonato, em São Vicente, e conquistou terceiro lugar.
Dos 16 aos 18 anos trabalhou em uma exportadora de café e deixou o surfe em segundo plano. Após ganhar seu primeiro salário resolveu bancar sua carreira de surfista. “Comecei investir em mim mesmo e corri o Campeonato Paulista”, conta Mallas. Logo em seguida, após conseguir um patrocinador, desistiu da exportação e passou a se dedicar totalmente ao esporte.
Sagrou-se, na categoria amador, em 1998 e 1999 como campeão vicentino. Após se profissionalizar, em 1995, terminou em 14o lugar no ranking paulista, além de estar entre os tops sixteens da época. Participou também de campeonatos de ondas grandes, em 1998 e em 2003, onde ficou em quinto lugar, em Grumari, no Rio de Janeiro. “Na final de 2003 só fiquei eu de paulista”, comenta.
Atualmente Lucinei Mallas compete em poucos eventos e se dedica mais a equipe da South to South. “Estou dividido em algumas funções. Não estou 100% na competição”, conta o surfista que ainda revela que pretende inaugurar uma loja de surfe ainda esse ano, no Centro de São Vicente.

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