Cerimônia de oficialização da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios foi um sucesso

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Na última sexta-feira (18), aconteceu a solenidade de instalação da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios na Câmara Municipal da Cidade. As cadeiras do auditório ficaram lotadas e muitos vicentinos e autoridades locais prestigiaram o evento. Com muita emoção, 20 das 40 cadeiras foram empossadas. Várias homenagens foram prestadas para aqueles que já são falecidos e muitos que ainda estão vivos. Uma das figuras lembradas com muito carinho foi o professor e poeta Oswaldo Névola Filho, que tem seu nome na quarta cadeira, Benedito Calixto e Frei Gaspar também tiveram suas cadeiras. Fundada em 27 de março de 2006, a Academia tem o intuito de homenagear São Vicente, que até então não possuía um espaço específico para as artes e cultura.
O patrono da Academia Vicentina é Frei Gaspar da Madre de Deus o qual foi escolhido por meio de votação de sócios fundadores e pela diretoria, que é constituída por mulheres: presidente, Rosemary Reis Marques; vice-presidente, Therezinha Coelho Martins; secretárias, Lilian Munhoz Soares e Milla Fernandes; tesoureiras, Regina Dias e Helena do Carmo Silva Fraga; diretora de relações públicas, Julieta de Souza; diretoras de eventos, Deise Domingues Giannini e Clarice Capusso Veloso; e diretora de cultura, Maria Suzel Gil.
Durante a sessão solene a história do patrono Frei Gaspar foi resumida e logo após se deu a posse dos Acadêmicos, Milla Fernandes, Regina Célia Dias, Maria Suzel Frutuoso, Deise Domingues Giannini, Mario Azevedo Alexandre e Anguair Gomes dos Santos. Para finalizar foi oferecido um coquetel para todos os presentes.
Inicialmente os sócios terão que ser pessoas convidadas, vicentinas, envolvidas com as artes e que poderão ter no futuro seus nomes incluídos nas cadeiras. As 20 primeiras cadeiras levaram os seguintes nomes: Anguair Gomes dos Santos (escritor e pedagogo), Geraldo Albertini (artista plástico), Deise Domingues Giannini (poetisa e escritora), Oswaldo Névola Filho (poeta), Maria Suzel Gil Frutuoso (professora e historiadora), Frei Gaspar da Madre de Deus (historiador), Mario Azevedo Alexandre (escritor e poeta), Padre Waldemar Valle Martins (escritor), Milla Fernandes (poetisa e artista plástica), Benedito Calixto (artista plástico e historiador), Regina Dias (professora e coordenadora da Fati) e Cley Schepis A. dos Santos (músico e compositor).

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  1. 5 Comentários para “Cerimônia de oficialização da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios foi um sucesso”

  2. O Nosso trem

    ( Anguair Gomes dos Santos )

    Vejo nossas vidas assim nesse trem de inúmeros vagões…
    As pessoas passam e se olham; algumas se cativam e juntas olham as paisagens lá fora e conversam… Outras dormem e não vêem, muito menos sentem o trem correr cada vez mais rápido, batendo o seu próprio recorde. Eu nesse trem, tenho medo, ansiedade e procuro fazer o maior número de amigos possíveis.
    Mais adiante, esse trem pára em alguma estação e algumas pessoas descem… Se nós a cativamos, choramos… Há pessoas que não desejavam descer, mas a sua passagem indica Fim de linha. E quantas vezes jogamos flores pela janela?
    A composição continua o seu percurso, sem sofrer avaria e nós não estamos sós. Outras pessoas subiram em nossos vagões, e nós nos cativamos.
    Eu peço a DEUS para não me deixar descer nas próximas estações, sem que antes eu veja muitas coisas lindas, faça milhões de coisas importantes e apareçam as minhas cãs. Peço a DEUS que me livre do vexame de morrer tão moço. Mas, sei que em qualquer estação, terei que descer… Você também descerá ali adiante.
    Estamos ainda nesse trem e as paisagens ficando para trás lá fora. Há dezenas de pessoas se apertando, outras de pingentes, querendo a nossa amizade a nossa compreensão, o nosso carinho. Há algumas centenas e centenas de crianças órfãs pedindo-nos para ensinarmos uma oração que os faça continuar a viagem e entender melhor as paisagens que passam e se arquivam em sua mente.
    O trem continua e não vai parar o seu percurso; uma estação mais adiante, uma outra mais distante.
    Quem vai querer parar para pensar?

    Antologia de Poesias, Contos e Crônicas – Uma Odisséia 2001Publicado pela Scortecci Editora - 2001

    Que no vagão da cidade de São Vicente possamos contribuir com a Cultura Vicentina. Como afirmou o Papa João Paulo II ” A primeira tarefa da cultura é a Educação.

    Por Anguair Gomes dos Santos em set 21, 2006

  3. Prezado Presidente da Academia Vicentina de Letras e Artes!
    Sou Advogado, Pós-Graduando em Sociologia, Acadêmico de Filosofia, contudo dirijo-me a Vossa Senhoria na qualidade de POETA E ESCRITOR, a fim de solicitar informações e da possibilidade de integrar de alguma forma essa renomada Academia. Sou residente na Cidade de São Vicente do Sul- Rio Grande do Sul. Aguardo Resposta.
    Um Fraterno Abraço.
    LUIZ PAULO FLORES

    Por LUIZ PAULO FLORES em jun 7, 2008

  4. Sr. Oswaldo Névola Filho, Sou sócio da APBS, a alguns meses mudei para São Vicente, esta sendo maravilhoso ! gostaria de informação de como fazer parte, somar com esta casa de sonho e poesia.

    Por marcos ribeiro martins em jan 31, 2009

  5. A Jerusalém dos lagos

    Narciso foi transportado para a Dimensão dos Lagos e lá ficara cego! Chegara o momento de autodescobeta. Teria que usar do sentido tátil para discriminar os sinais, e aprender a lê-los ao longo do caminho. Precisaria deles para orientar-se como se fosse à bússola do seu destino, e assim diferenciar o feio do belo.
    Os lagos eram como espelhos que deformavam as imagens das pessoas. Narciso não teria mais por base os reflexos do lago. Deixava de ser uma pessoa comum, pois as pessoas comuns não percebem as diferenças entre os seres humanos… Cada ser é singular. As pessoas comuns acreditam ser as imagens que viram no lago, e o que foram transformadas por elas.
    Agora Narciso começava a compreender o porquê de Saulo de Tarso ficara cego na Estrada de Damasco. Sua imagem estava deformada pelo lago das leis que o fizeram Doutor. Ao perder a visão, o lago das leis deixou de influenciá-lo, e Saulo pôde interiorizar os ensinamentos de Jesus.
    Narciso também lembrou de um pré-adolescente em situação de risco e vulnerabilidade social, que se espelhou no lago de um traficante. Foi ajustando o seu comportamento àquela imagem distorcida, e os padrões comportamentais da marginalidade se tornavam habituais. O pré-adolescente pensava ser aquilo que vira no lago do tráfico, e assim deformou sua imagem que era à semelhança de Deus.
    Narciso percebeu a importância dos nossos espelhos mais diretos que são os nossos pais e professores. Se eles tiverem os seus próprios pontos de vista deformados pela educação que receberam, também a nossa auto-imagem será “formada” por essa deformação.
    Aos poucos, o feio foi dando lugar ao belo e Narciso através dos demais sentidos pôde apreciar a beleza sob as mais variadas formas. Não achava mais feio o que não era espelho como cantou Caetano Veloso em sua música Sampa. Passou a respeitar as diferenças. Caminhava sem bengala pelo caminho que o conduziria para o lago da inclusão social.

    Gomes dos Santos, Anguair-A Jerusalém dos Poetas – São Paulo: Scortecci, 2007.

    Por Anguair Gomes dos Santos em set 3, 2009

  6. Há um poeta em mim que me espanta a timidez,
    e às vezes me faz sentir as pregações de João Batista,
    Outras vezes o olhar de Pero Vaz de Caminha:
    “- Terra a vista!”
    Sob um futuro que não “sabe o que faz”, e
    Sobre uma passado quem “nem sabe o que fez”

    Me embriago de luas tantas pelas taças de madrugadas,
    Dou os meus pulmões as flores e aos olhos sob os pores-de-sol…
    Só para que os dias cochilem ternuras atrás das montanhas…
    Sobre as águas de um rio que quando criança bebi,
    Misturadas de chão e com um gosto de terra,
    Brotando dela minhas primeiras poesias,
    Pondo a minha alma nas cantigas de infância!

    E as inúmeras noites ri para mim…

    A madrugada me nina
    e me leva aos sonhos…
    Como o passado que não soube que fez
    e me trouxe para essa terra calunga

    Há um poeta em mim incontido…
    E de mim a poesia vai tomando conta

    Ouço os passos dela brincando com as águas
    Do mar vicentino
    De pés na areia igual a um distraído menino
    Se ninguém é poeta por saber rimar eu rimo
    Nos corações daqueles vão além do limiar dessa vida

    Por Anguair Gomes dos Santos em set 22, 2009

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