Feira mantém tradição em São Vicente

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Apesar da crescente concorrência do setor de supermercados, as feiras livres continuam gerando economia para a Cidade. Ontem (25) foi o Dia do Feirante e a equipe do Jornal Vicentino foi a uma das feiras realizadas no Município para constatar o dia-a-dia desse profissional, suas dificuldades e aspectos positivos salientados pelos feirantes.

Esse tipo de comércio pode ser considerado milenar, pois na época de Cristo os povos já realizavam feiras nos principais centros. Mas foi a partir do fim da Idade Média que a economia européia começou a se destacar, o continente deixou de ser estritamente agrícola e passou a mesclar com as cidades que começavam a nascer. A partir daí as feiras se tornaram fortes, e a consequência foi o crescimento do comércio.
No Brasil, as feiras livres começaram com a chegada dos portugueses que trouxeram o comércio para o continente americano. De lá para cá as feiras livres sofreram com as inúmeras mudanças econômicas pela qual o País passou e mesmo assim se mantém como reguladora da economia.
A principal personagem desse tipo de comércio que ultrapassa séculos de existência é o feirante, cujo dia foi comemorando ontem (25). A equipe do JV foi a uma das feiras realizadas em São Vicente e constatou que esse profissional ainda é requisitado por todas as classes sociais e revelou as dificuldades que encontram no dia-a-dia.
A proximidade com o vendedor e a possibilidade de barganhar são algumas das vantagens que o cliente encontra ao frequentar as feiras livres.
Milton Miyazato, que é feirante há mais de 20 anos e tem uma barraca de legumes, conta que apesar das mudanças que ocorreram na economia do País, a feira livre ainda é forte. “Graças a Deus a gente trabalha bem aqui. Pelo menos na minha barraca eu vendo bem”, explica.
A diferença revela Miyazato é que o cliente, hoje em dia, é mais exigente. “Hoje o freguês é mais exigente e o feirante tem que se adaptar, tem que oferecer preço e qualidade”.
Outra peculiaridade é que por ser um comércio etinerante, a feira livre precisa se adaptar a cada comunidade que atinge. “Cada bairro tem a sua peculiaridade. Tem que levar um determinado tipo de mercadoria”, diz Miyazato.
Trabalhando há mais de 35 anos com feira, o comerciante da barraca de frutas João das Neves Pedro explica que as grandes redes de supermercados não tiraram o cliente mais exigente. “O freguês bom, que gosta de uma mercadoria boa não vai ao supermercado porque encontra um produto melhor na feira”, comenta.
O cotidiano do feirante é bem retratado por Pedro. “Acordo a uma hora da manhã, vou à Santos comprar frutas no Mercado Municipal, carrego o caminhão e venho para feira”, conta o feirante que fica até as 14 horas nas feiras livres de São Vicente.
O trabalho como feirante é muito satisfatório para Pedro. “Foi o que eu sempre fiz e gosto”, revela João das Neves que formou seus três filhos trabalhando exclusivamente como feirante. “Tenho orgulho de ter formado três filhos apenas trabalhando como feirante”.

Modernizar é preciso
Melhorar a infra-estrutura das feiras livres é uma das lutas que a Associação Comercial dos Feirantes de São Vicente, Santos, Praia Grande, Cubatão e Guarujá defende. Segundo o presidente da associação, João Humberto Vieira, a entidade começou a setorizar a administração por cidades para otimizar as feiras em toda a região.
Vieira é responsável pelas feiras que são realizadas em São Vicente. Ele destacou a importância da feira por ser um comércio que atende todas as classes sociais. “A feira atende todas as camadas sociais. A pessoa miserável chega aqui e a gente doa a mercadoria”, revela o presidente da entidade.
De acordo com Vieira, hoje o cliente que vai à feira encontra cartão de débito e credito, e até consulta de cheques. “ Hoje já temos cartão de crédito na feira, alguns feirantes vêm se modernizando”, revela.
O intuito da associação é modernizar as feiras livres e fazer com que todos os feirantes possam disponibilizar esse tipo de serviço para seus clientes.
Além da necessidade de se adaptar aos novos tempos, o presidente da associação ressalta que é preciso haver uma maior aproximação entre a administração municipal e a categoria. “Acho que os vereadores poderiam estar estudando com a gente um projeto de modernização da feira”.
A idéia da associação é centralizar algumas feiras livres para não trazer transtornos para a população e os comerciantes.
Banheiros
O presidente da associação reivindica a colocação de banheiros em todas as feiras livres da Cidade. No governo Márcio França (PSB), Vieira revela que foi colocado sanitário em duas feiras e que é preciso ampliar esse tipo de serviço. “Só temos banheiros químicos em duas feiras, sendo que a Cidade tem quatro feiras por dia”, comenta.
O presidente completa dizendo que Santos copiou o projeto de São Vicente, mas em cada feira da cidade vizinha há um banheiro químico.
Atualmente São Vicente conta com 430 feirantes, sendo que 120 são associados. O objetivo de Vieira é unir mais a classe para conscientizar os órgãos públicos da importância desse tipo de comércio.
A segurança foi um fator positivo destacado pelo presidente que representa a classe. “Pouco se fala em assalto em feira”, conta Vieira que destaca o empenho da Polícia Militar.

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  1. 2 Comentários para “Feira mantém tradição em São Vicente”

  2. oii eu queria a relação
    aonde tem feira livre de frutas em são vicente
    obrigada bjs

    Por zuleika saibro em ago 4, 2008

  3. Olá
    Gostaria de saber aonde tem feiras livres em São Vicente, e seus respectivos dias.
    Obrigada
    Rosana Vicente

    Por Rosana Vicente em ago 1, 2009

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