Dilema obrigatório

Anualmente o povo brasileiro se vê na obrigação de destinar seu salário para os famosos impostos e taxas que são cobrados por todas as esferas governamentais. Vale lembrar que o Brasil está entre os maiores cobradores de impostos do mundo. Até aí tudo bem, o problemas é que o cidadão está cansado de não ver o retorno esperado com toda essa verba que o governo arrecada.
A novidade agora é que a Secretaria de Estado da Fazenda está notificando motoristas que possuem dívidas com o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), os inadimplentes terão 30 dias para quitar as dívidas. Nada mais justo do que cobrar o devido, mas isso mostra que grande parte dos motoristas evita pagar esse imposto porque não acredita no retorno que o IPVA dará às cidades.
Esse imposto cobrado sobre veículos automotores é dividido entre estado e município, sendo que cada um fica com 50% do valor arrecadado. Com essa verba o município investe em estrutura viária, segurança entre outras áreas. Mas o que se vê é o total descaso para com a população. Infelizmente essa realidade não é exclusiva de um ou outra cidade e sim do País como um todo.
Isso sem falar nos outros impostos e taxas que são cobradas automaticamente sem a população perceber. Um detalhe que não pode escapar é que o brasileiro trabalha 144 dias no ano para pagar impostos.
O povo brasileiro vive em um dilema obrigatório, já que é forçado legalmente a pagar os tributos e ao mesmo tempo não vê um País com infra-estrutura de nação desenvolvida.
A reforma tributária tanto anunciada no Congresso Nacional mal saiu do papel e pouco alterou a realidade da nação. A reforma é extremamente necessária, mas é preciso que os parlamentares pensem em fazer com que o Brasil cresça e não atravanque com o desenvolvimento tão esperado por esse povo.
Nessa época de eleição os candidatos fogem desse tipo de tema porque é árido e prejudicial para quem precisa angariar votos. A revolta do povo pode ser notada nos comícios, na qual o brasileiro se mostra descrente em relação aos candidatos. E mais uma vez a carga tributária brasileira passará batida nos debates políticos.

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