Orçamento nada animador

Entra ano e sai ano um tema que geralmente é esquecido pela maioria da população é o tal Orçamento do Governo Federal, que destina para onde as verbas da União irão no ano seguinte. Em ano de eleição a verba orçamentária ainda é mais polêmica já que não se sabe quem será o futuro presidente da República. A novidade deste ano e desta eleição é que o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, está confiante em sua reeleição. As pesquisas apontam vitória no primeiro turno. Pode até ser que a eleição vá para o segundo turno, mas Lula acredita no seu segundo mandato. E por isso fez um orçamento que alcance interesses do governo petista.
O aumento dos gastos públicos e o aumento da carga tributária certamente deixará o eleitor descontente com as medidas tomadas pelo Governo Federal. O pior é que esses gastos devem crescer mais do que a receita.
A União gasta mais do que arrecada e a dívida pública vai arrolando sem maiores problemas, pois o que importa para os governantes que estão no poder é o imediatismo. Fica latente que a grande parte dos políticos tem interesse na sua própria visibilidade e não no desenvolvimento do País.
No Orçamento 2007 está previsto o aumento do salário mínimo, que vai de R$ 350 para R$ 375. O ganho real é de cerca de 3% enquanto os gastos com o pessoal do governo é de  5,13% sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Infelizmente a política de cortar gastos não é o mote defendido pelo governo petista.
Outro detalhe que não pode deixar de ser citado é o déficit da previdência que sobe de 1,95%, na previsão de 2006, para 2,02%. Está certo que esse aumento no déficit se dá por conseqüências do aumento do salário mínimo.
O problema é que nenhum governo até hoje teve a consciência de aplicar política necessária que supere esse déficit e equilibre a situação financeira do Brasil.
Independente de quem seja eleito presidente da República, o projeto de Orçamento já está praticamente fechado e o povo brasileiro terá que aguentar mais um ano de gastos excessivos do Governo Federal. A única arma é o voto e espera-se consciência na hora da eleição.

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