Você aprova a venda do pão francês por peso?

A partir do dia 20 deste mês a venda do pãozinho francês nas padarias e no comércio será feita por peso e não mais por unidade. O intuito da portaria do Instituto de Pesos e Medidas (Inmetro) é favorecer o consumidor. Os entrevistados pela equipe do Jornal Vicentino ficaram divididos em relação à nova medida tomada pelo Inmetro. Confira as respostas.

Pedir um número certo de pãezinhos nas padarias e comércios do País está com os dias contados. A partir do dia 20 deste mês os estabelecimentos que comercializam o pão francês não poderão vender o alimento por unidade. A portaria Inmetro 146/2006, publicada em 22 de junho no Diário Oficial da União, determina que a venda passe a ser feita pelo peso do produto após medição.
Para o ouvidor do Inmetro do estado de São Paulo, Antonio Pancieri, a mudança irá facilitar a vida do consumidor. “Se o peso dos pães variar de um estabelecimento para outro, o cliente não será prejudicado”.
As regras da portaria estabelecem que as padarias e mercados tenham a balança em local visível para o consumidor. O equipamento deve ter indicação do peso e do preço e, no mínimo, divisão igual ou menor que cinco gramas.
Para a prática ser consolidada é preciso que o consumidor exija o cumprimento das regras. “É preciso que a pesagem do produto sempre seja feita na frente do consumidor”, revela Pancieri.
A fiscalização será feita pelo Inmetro durante todo o ano. Caso o estabelecimento estiver em desacordo com o determinado pelas normas, ele é autuado e tem 15 dias para apresentar defesa por escrito ao Ipem.
A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas saber a opinião da população em relação à mudança. Para a maioria dos entrevistados a alteração na venda do pão francês é bem aceita e facilitará a vida do consumidor. Para outros a medida só vem prejudicar o comerciante e os consumidores. Confira as respostas.
De acordo com Benedito Roberto Souza, morador da Vila Ema, a nova resolução favorece o consumidor. “Por peso é melhor”, explica. Benedito ainda ressalta que o pão francês não tem a medida certa e agora vai ter que se regularizar. “Normalmente o pão nunca tem o peso certo e agora eles são obrigados a colocar o peso certo”, finaliza.
Izilda Moraes Santos, moradora do Boqueirão em Praia Grande, também acredita que a nova portaria do Inmetro facilita a vida do consumidor. “É mais correto porque você não é enganada”. Ela conta que a nova norma vai dar certo e que não vê problema de adaptação. “Vai dar certo essa resolução. Já comprei em padarias que vende por peso e está dando certo”, conclui.
“Acho bom. Pode ser mais em conta para nós”, é o que defende Selma Angela de Oliveira, moradora do Itararé. Outro detalhe destacado pela moradora do Itararé é que a nova portaria regulariza o peso do alimento. “Tem pães com pesos diferentes e isso (peso) só tem a dar certo”.
Paulo Sergio Nardis, morador do Centro, revela que a mudança não é favorável. “Deveria continuar a unidade. Sempre foi tradicional, seria até uma incógnita”, destaca. Segundo Paulo Sergio, o pão francês sempre teve o mesmo peso. “Já trabalhei com pão e tanto faz unidade ou peso o pão é de 50 gramas. Tem coisa mais importante para se cobrar do que o pãozinho”.
Venceslau Reis, morador do Boa Vista, acredita que a medida só atrapalha o consumidor. “Vai arrumar mais confusão. Vai complicar e embananar mais ainda”. Para ele há outros problemas mais importante para serem resolvidos. “Tem coisas melhores para eles verem”.
Para Olavo Rodrigues, morador do Itararé, a mudança é bem aceita. “Acho que é melhor porque uma pessoa com menos dinheiro pode comprar a quantia possível”, explica. Porém ele acredita que a nova norma não facilita a padronização do pão. “A regularização do pão não será feita por causa dessa nova medida”, finaliza.
“O certo é por unidade. Se você for colocar o pão francês na balança nem todos vão pesar 50 gramas”, explica Robson Rodrigues, morador do Quarentenário. Ele explica que se uma família que consome 10 pães paga um preço determinado e com a mudança o alimento ficará mais caro. “Com esse negócio do peso é óbvio que você vai pagar R$ 1,00 em oito ou sete pães. Vai aumentar o preço”.
De acordo com Maria de Carvalho Silva, moradora do Samaritá, a mudança não é bem vinda. “Acho que não. Com unidade a gente já está acostumada”. Para ela com a alteração o consumidor pode pagar mais caro a mesma quantidade de pão. “Com o peso a gente pode pagar a mais pela mesma quantidade que estamos acostumados a comprar. Vai prejudicar e confundir o consumidor”, finaliza.
“Acho uma bobagem. Não havia necessidade, vai ser só mais amolação e chateação”, conta José dos Santos Duarte, morador do Gonzaguinha. José ainda ressalta que a alteração só vai atrapalhar o consumidor. “Vai dar mais trabalho para a nossa vida”.
Sonia Vilas Boas, moradora da Vila Fátima, não aprova a resolução do Inmetro. “Sou contra”. Ela revela que pagou mais caro em um estabelecimento que já adotou essas normas. “Paguei mais caro na padaria que pesou o pão”.
Maria de Lourdes Lopes, moradora da Vila Margarida, é a favor da nova portaria do Inmetro. “É interessante. O consumidor não se vê prejudicado nisso”, conta. Para ela, nova medida deve facilitar o consumidor. “Se passar das 50 gramas paga-se o equivalente ao peso do que está levando”, conclui.
“Comprei por peso e achei melhor, é mais prático”, comenta Rosalina Jesus, moradora do Catiapoã. Segundo Rosalina, a medida ajuda tanto o comerciante quanto o consumidor. “Vai facilitar o consumidor e até mesmo para as padarias”, comenta.

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