Você confia na segurança do sistema de urnas eletrônicas?

O voto na urna eletrônica no Estado de São Paulo, assim como no Brasil, foi implantado a partir de 1996 (eleições municipais) quando, segundo os critérios estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, apenas os municípios com mais de 200 mil eleitores utilizaram-se da urna eletrônica. Em 1998, no processo de ampliação da votação eletrônica, o critério de eleitorado foi alterado, alcançando todos os municípios com mais de 40.500 eleitores. E, em 2000, pela primeira vez no Brasil, as eleições foram informatizadas em 100 % do território nacional. A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas para saber o quanto a população acredita no método eletrônico. Confira as respostas.O Brasil saiu na frente neste campo da informatização do voto e tornou-se o primeiro país a implantar o voto eletrônico em toda a sua extensão, isto é, desde a identificação do eleitor até a finalização da apuração e totalização dos votos, passando pelo próprio ato de votar.
Experiências com o voto eletrônico têm sido desenvolvidas em outros países, inclusive nos mais ricos e mais avançados tecnologicamente, mas até agora em nenhum deles foi implantado o voto eletrônico de forma completa como no Brasil.
Muitos entendem que este é um sinal de desenvolvimento da tecnologia de informação no Brasil. Mas muitas pessoas indagam até onde essa tecnologia é totalmente segura. Em sistemas informatizados sempre existe a figura do super-usuário que tem acesso a todos os dados do sistema. A constituição não permite nem mesmo a um juiz eleitoral a quebra do sigilo do voto.
Especialistas em informática garantem que nenhum sistema é 100% seguro, e argumentam que o TSE optou por um sistema fechado que tem na falta de transparência sua segurança, quando deveria ser adotado sistema aberto que facilitasse a fiscalização externa. A exemplo de falhas está o painel eletrônico do Senado Federal, onde constantemente é alvo de fraudes conduzidas por agentes internos. A opinião da população foi de que a informatização deixa o sistema de votação mais seguro. Leia as respostas dos entrevistados.
Para Agda Maria de Oliveira Mique, moradora da Náutica III, não se pode confiar completamente. “Confio mais ou menos porque a gente vive vendo coisas erradas”, comenta. Para ela a informática também pode ser manipulada. “Pode ter sempre alguma modificação, mas mesmo assim temos que votar”, completa.
A moradora do bairro Esplanada dos Barreiros, Regina Helena Ferreira, confia no sistema de urnas eletrônicas. “Eu acho seguro porque não tem como modificar o sistema”, conta.
“Acho que não há a possibilidade de adulteração nesse caso”, afirma o morador do bairro Beira Mar, Marcos Vinícius Almeida da Silva. Para ele as urnas eletrônicas são exemplares. “Temos o melhor sistema de votação do mundo, mais moderno e mais rápido”, conclui.
Edite Severina Aquilino, moradora do Parque São Vicente, acredita no voto eletrônico. “Acho que é o melhor sistema em anos de democracia”, finaliza.
De acordo com Wagner Cristian Maciel de Souza, morador do Parque São Vicente, o sistema é o mais seguro até hoje. “Acho muito seguro, principalmente por não existir mais aqueles papéis bagunçados”, ressalta. Para ele a organização é a principal característica do sistema. “Não tem como desviar o voto das pessoas nas urnas eletrônicas”.
“É um método confiável, mas tem como ser adulterado”, opina Noemi de Castro, moradora do Centro. Ela lembra que a população não tem opção. “Temos que votar então confio desconfiando”.
De acordo com a moradora do bairro Boa Vista, Maysa da Silva Sales de Oliveira, o método é moderno e confiável. “É tudo informatizado e não acredito que possa ser adulterado”, enfatiza.
Luiz Claudio de Jesus, morador do Parque São Vicente, não confia 100% no voto eletrônico. “A gente vê fraudes acontecendo em todos os segmentos e ainda há fragilidade nas urnas”, ressalta. Ele completa lembrando que a informática também falha.
“Confio porque é muito mais moderno e cada um realmente exerce o voto secreto”, comenta Renata Lima Acácio de Oliveira, moradora do Samambaia. Segundo ela por serem eletrônicas não têm como ser adulteradas. “Acho que é muito menor a probabilidade de serem adulteradas”, conclui.
André Luiz Moura Melo, morador do bairro Prainha no Guarujá, também acredita que as urnas eletrônicas são seguras. “Acho que são modernas e a fiscalização é bem maior”, enfatiza.
Para o morador do bairro Aviação em Praia Grande, Carlos Alberto Macedo, a informática dá mais segurança ao voto. “Está tudo mais moderno com os computadores e não vejo a possibilidade de fraudes”, conta. Carlos lembra ainda que a tendência é melhorar cada vez mais.
“Por ser um processo eletrônico é muito mais difícil de alguém modificar os resultados”, revela o morador do Itararé, Manoel Cândido Correa Neto. Para ele as fraudes eram mais comuns no sistema de votação manual. “Não acho que tenha fraude, acho muito seguro”, completa.

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