Fala Povo
- novembro 20, 2006
Você acha que internação muda a vida de um alcoólatra?
A novela das oito da Rede Globo, Páginas da Vida, vem abordando temas polêmicos. Um deles é sobre a dependência química, mais precisamente sobre o alcoolismo que afeta milhares de brasileiros. A equipe do JV foi às ruas saber se a internação em clínicas especializadas é o melhor caminho. Confira as respostas
A dependência química é um problema que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. O uso de drogas lícitas e ilícitas vem aumentando a cada ano no mundo e traz conseqüências graves para a população. Quando se fala em droga, normalmente as pessoas associam às ilícitas. Mas o alcoolismo também afeta milhões de pessoas e muitas vezes é pouco abordado.
No folhetim global, Páginas da Vida, o ator Eduardo Lago vive o personagem Ubirajara Rangel que é dependente químico. A dependência alcoólica aumenta após se separar da mulher Carmem (Natália do Vale) e durante a trama vive as dificuldades que o alcoolismo traz. Por conta disso, sua filha Marina (Marjorie Estiano) tenta a todo custo salvar seu pai da dependência. Mas suas tentativas são frustradas.
O problema abordado na novela é uma realidade que afeta milhares de pessoas em todo o País, sem distinção de classe social. E muitas vezes o alcoolismo está relacionado com a violência doméstica.
Tratamentos para combater esse tipo de dependência existem, mas o importante é que a pessoas tenha vontade e consciência de que o alcoolismo acarreta uma série de problemas, tanto para família quanto para o próprio dependente.
Neste Fala Povo a equipe do JV foi às ruas saber se a internação é o melhor caminho para tratar a dependência alcoólica. Para a maioria dos entrevistados a internação é o melhor caminho.
Para Keiti Pereira Santana, moradora do Jardim Rio Branco, a internação pode ajudar, mas isso depende da pessoa. “Se quiser se levantar muda, senão não adianta nada. O principal é a pessoa querer mudar”, explica.
Já Ana Paula Amorim, moradora do Humaitá, a internação é fundamental para curar o alcoolismo.” “Acho que internação é preciso e se a pessoa quiser pode resolver”, conta. Ela ainda revela que conhece uma pessoa que conseguiu abandonar o vício. “Conheço uma pessoa que se curou, mas foi por vontade própria de se curar do alcoolismo”.
“O tratamento para o alcoolismo funciona, mas depende da pessoa querer”, é o que fala Cleonice Alves, moradora do Parque São Vicente. Para ela a internação também contribui, mas o importante é a força de vontade do paciente. “Só internação não adianta, a pessoa tem que ter vontade de mudar”.
Segundo Francisca Souza Araújo, moradora da Vila Margarida, a força de vontade da pessoa é fundamental para a recuperação. “O certo será a internação, mas depende da pessoa querer deixar”, explica. Ela revela que é ex-fumante e que só parou com o vício por vontade própria. “Já fui fumante mas com muita força consegui abandonar o vício”, ressalta.
Bruna Suelen de Oliveira, moradora do Parque São Vicente, conta que a internação pode resolver o alcoolismo. “Ajuda bastante, porque pelo menos estará evitando de beber. Na rua é claro que o incentivo de outras pessoas pode prejudicar”, diz.
De acordo com Rose Rocha, moradora do Parque São Vicente, a cura para o alcoolismo não depende apenas a internação. “Resolve, mas a pessoa tem que querer. Só a internação não basta”, comenta. Rose revela que conhece uma pessoa que abandonou o vício. “Conheço, ele frequentava o Alcoólicos Anônimos (AA) em São Vicente e se recuperou. Faz seis meses que ele não bebe”, finaliza.
“A primeira coisa é querer parar, não adianta nada você se internar se não tiver a vontade própria” diz Jorge Pinheiro de Jesus, morador do México 70. Ele ressalta que a família também tem papel fundamental na recuperação. “Tem que ser seguida de um acompanhamento familiar e com a vontade da pessoa”, conclui.
Já para Douglas dos Santos, morador do Centro, a internação ajuda a recuperar mesmo contra a vontade da pessoa. “Se a pessoa não quiser ser internada eu acho que em muitos casos a internação resolve”, diz.
Para Edevaldo dos Santos, morador do Jóquei Clube, a internação só surtirá efeito se o dependente quiser se tratar. “O cara tem que querer, não pode ser forçado. Tem que vir dele a vontade de parar”.
“A internação pode resolver o problema de um alcoólatra”, revela Jairo Correa, morador do Centro. Ele conta que conhece uma pessoa que optou pela internação e se recuperou. “Teve um amigo que foi internado e se recuperou. Foi difícil, ele não quis mas se curou”, finaliza.
Sérgio Saraiva, morador do Gonzaguinha, explica que o dependente precisa ter força de vontade para largar o vício. “Se a pessoa quiser e estiver disposta sim. Não é possível curar uma pessoa que não quer se curar”, conta.
Segundo Fabio Gomes, morador da Cidade Náutica, não basta internar é preciso que a pessoa tenha vontade de abandonar o vício. “Acho que principalmente é a pessoa querer. A internação vem depois”, diz.





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