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- novembro 27, 2006
Cooperativa visa inserir músico no mercado de trabalho

A classe artística no Brasil enfrenta uma série de problemas tanto em relação à questão trabalhista, quanto o incentivo à divulgação da arte. Na música não é diferente e por isso que três músicos da Baixada Santista, entre eles Celso Barral, resolveram criar a Cooperativa dos Músicos da Baixada Santista. Entre as metas da instituição está a melhor valorização do músico no mercado de trabalho.O músico ressalta que por questões trabalhistas muitos estabelecimentos abandonaram a música ao vivo. “O medo do empresário é que o músico, depois de um determinado tempo já não se torne produtivo para o estabelecimento. No que ele (proprietário) manda embora, o músico não tem outra arma a não ser entrar no ministério do trabalho”, explica Barral.
O que a cooperativa vem fazendo é justamente dar uma segurança maior aos empresários e também aos profissionais que trabalham com a música. “Na verdade ajuda o empresário. Se não tiver vínculo nenhum ele estará com um músico sempre diferente, sempre escolhendo os músicos”.
O esquema implantado em diversos estabelecimentos da região pela cooperativa visa alternar os músicos para que não haja compromisso financeiro e nem trabalhista. “Os músicos vão se revezando, o próprio músico quer um palco novo para tocar”, revela o administrador da cooperativa.
Um detalhe que foi frisado por Barral é que o proprietário não precisa se preocupar com o equipamento pois a cooperativa disponibiliza todo o material e todo o suporte para o músico atuar nos estabelecimentos. “O empresário só entra com o espaço físico. O único investimento seria a luz”.
Celso conta que já sofreu com o problema de tocar fixo em um bar de Santos e por ter um contrato de exclusividade perdeu oportunidades profissionais. “Muita gente que ia ao bar perguntava se eu poderia tocar em festas e casamentos, mas não pude por causa do contrato”, diz.
De acordo com Barral, o serviço prestado pela cooperativa vem conquistando cada vez mais empresários da região. “Os proprietários estão aceitando bem esse nosso esquema”.
Entre os estabelecimentos na qual os músicos da cooperativa se apresentam estão a Churrascaria Anchieta (São Vicente), Chama Crioula (Santos), Taberna Antiquarius (Santos), Cupim na Telha (Praia Grande), Confraria Santa Fé (Praia Grande), Café La Plage (Guarujá), Churrascaria Anchieta (Praia Grande) e Ponto 5 (Santos).
A cooperativa também presta serviços para festas e eventos, e dá assessoria para qualquer cliente que queira contratar a instituição. “Estamos abertos a esse tipo de festa para associações, coquetel, tudo o que é tipo de trabalho. Até velório”.
Quem se interessou pela cooperativa e quer contratar os serviços prestados pode ligar para os telefones 3225-9021 ou 8119-4154.
O músico que quiser ingressar na cooperativa também pode ligar para os mesmos telefones. “O músico que estiver afim de entrar na cooperativa é só ligar”, conclui Barral.





1 Comentário para “Cooperativa visa inserir músico no mercado de trabalho”
gravei um cd de músicas contra a violência e já vendi mais de 300 exemplares.Tenho passagens pela tve ,rádio mec,viva rio e outras.Preciso divulgá-la mais e mais.Vocês podem me ajudar?
Por dioci da silva moura em mar 2, 2008