Você acha que a instalação de chips nos veículos irá facilitar os motoristas?

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma resolução na qual obriga os motoristas a instalar placas eletrônicas (chips), em todos os veículos, no prazo máximo de cinco anos. Os chips, de acordo com o conselho, irão facilitar a fiscalização e até mesmo coibir o roubo de veículos. Os entrevistados ficaram divididos em relação à nova resolução

A cidade de São Paulo será a primeira a implantar os chips em veículos. As placas eletrônicas conterão dados como o número da placa, chassi e do renavam dos veículos. O novo programa será chamado de Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (Siniav). A criação do sistema foi obtido através de estudos desenvolvidos pelo ministério das Cidades.
De acordo com a resolução, os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) terão 18 meses para se adaptarem ao sistema. A partir disso, terão mais 48 meses para concluírem o cadastramento dos veículos. Quem ficará responsável pela fiscalização serão os próprios Detrans.
O chip custa em média R$ 55, mas a resolução não especificou quem ficará responsável pelo pagamento da placa eletrônica no veículo. Ao que tudo indica o proprietário terá que arcar com o custo do aparelho.
Quando o Siniav estiver em pleno funcionamento, não ter o chip no veículo será considerado infração grave. Multa de R$ 127,69 e inclusão de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além da retenção do veículo.
O governo federal e a prefeitura de São Paulo defendem o novo sistema como uma forma de identificar veículos furtados, roubados ou devendo IPVA. O valor da implantação do sistema e dos chips nos veículos, só na cidade de São Paulo, chega a R$ 400 milhões.
A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas da cidade para saber qual a opinião da população em relação à implantação do novo sistema. Os entrevistados ficaram divididos em relação ao novo sistema. Confira as respostas.
Para Mauro de Jesus, morador do Japui, o novo sistema não facilitará a vida dos motoristas. “Precisa saber quem vai pagar esse custo e quem vai ser beneficiado”, explica. Mauro ainda revela que a resolução não favorece os proprietários. “Se isso ainda vai aumentar a dívida acho que não vai facilitar em nada”, resume.
Marco Antonio Santana, morador do Centro, conta que o Siniav dificilmente ajudará na fiscalização. “Acho que nada inibe o ser humano, quando ele quer modificar ele consegue. Não vai adiantar nada”.
Segundo Idário Ramos, morador do Parque Bitaru, a resolução é bem aceita e vai contribuir a fiscalização. “Acho que na prática deve adiantar. É melhor sim”.
Elivelton Soares Santos, morador do Jóquei Clube, defende a não obrigatoriedade da instalação da placa eletrônica. “Acho que cada proprietário do veículo pode aceitar ou não”. Para ele a implantação do sistema não melhora a vida do povo. “Acho que não, vai ser mais uma forma de cobrar impostos da população”, ressalta. Ele ainda critica afirmando que o sistema não funcionará. “Na prática não vai funcionar”, finaliza.
“Acho que vai dar certo sim”, é o que diz José Antonio Molina, morador do Centro. Segundo o morador do Centro o Siniav irá facilitar os órgãos responsáveis pela fiscalização. “Na prática isso irá evitar roubos e a fiscalização será melhor”, conclui.
Alexandre Figueiredo, morador do Boa Vista, não acredita na eficiência do novo programa. “Sinceramente não. Só vai arrecadar mais dinheiro”, defende. Ele acredita que há meios de escapar no sistema. “O brasileiro dá um jeito de burlar tudo. Não tem como isso funcionar”.
Para Maria de Fátima Mangi, moradora de Cubatão, a resolução do Contran é boa e irá funcionar em todo o País. “Acho que vai contribuir para a fiscalização, além de evitar furtos e roubos”.
A moradora do Gonzaguinha, Sonia das Graças Moreno, também está confiante em relação ao novo sistema que será implantando em todo o Brasil. “Acredito que sim. Tem tudo para dar certo”, ressalta.
“Acho uma mentira dizer que pode melhorar e funcionar totalmente”, explica Sonia Regina Giaccheri, moradora do Boa Vista. Porém ela acredita que é um meio de melhorar a fiscalização tanto de veículos roubados ou irregulares. “Mas já é uma medida para controlar os veículo roubados e irregulares”, conclui.
De acordo com Lindinalva Maria da Silva, moradora da Vila Margarida, o sistema que será implantado ainda é uma incógnita. “Talvez dê certo”, diz. Ela acredita que na prática o sistema pode contribuir para a fiscalização. “Na prática vai favorecer a fiscalização de carros roubados e também dos veículos que estiverem irregulares”.
Para Lindaci de Melo, moradora da Praia Grande, o sistema tem tudo para dar certo. “Acredito que sim. Mesmo com o valor que o proprietário de automóvel tem que pagar, acho que vale a pena”, explica.
Segundo Cristiane Aparecida da Silva, moradora de Santos, o sistema que será implantado no prazo máximo de cinco anos tem grande chance de dar certo. “Acho que sim porque ajuda no combate à roubo e furto de veículos”, revela. Mas ela ressalta que pelo lado da fiscalização o sistema pode prejudicar a população. “Se ver por esse lado não vai dar certo”.

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