Verba má utilizada

A falta de segurança no País é uma realidade que atinge muitos municípios, fazendo com que a população se sinta desamparada. O problema da violência está na falta de uma infra-estrutura melhor e de programas sociais que realmente façam com que o Brasil se desenvolva.

Além dessas políticas necessárias, que são pouco aplicadas, o governo federal criou o Fundo Nacional de Segurança Pública, subordinado à Secretaria Nacional de Segurança Pública, que deveria investir no combate à violência com mais eficácia.
Um estudo mostra que entre 2000 e 2005 o fundo investiu 86% dos recursos em carros, armamentos e outros equipamentos. Enquanto que projetos inovadores de policiamento e capacitação receberam 7% e 3% respectivamente. Neste período foram distribuídos cerca de R$ 1,74 bilhão.
Outro detalhe que comprova a má aplicação da verba pública é que investimentos que podem alterar a ação da polícia, como por exemplo equipamentos para escuta telefônica, que é fundamental no combate ao crime organizado, receberam aplicação de 0,18% entre os anos de 2000 e 2005.
Infelizmente essa realidade vem desde de o governo Fernando Henrique Cardoso, e o presidente Lula continua utilizando a mesma política. A lógica de que armas e carros são capazes de reduzir a criminalidade está completamente errada.
Está certo que grande parte do País carece de carros e armamento, mas para que o combate à violência seja eficiente é preciso aplicar verba em projetos de prevenção.
É preciso aplicar a verba pública em projetos que misturem policiamento inteligente e projetos sociais que realmente dêem condições dignas para a população.
Sem contar que a secretaria não utiliza critério algum, uma vez que cidades com baixo número de criminalidade recebem mais verba do que municípios com números maiores de violência.
Na realidade, as verbas do fundo são distribuídas no conhecido esquema de troca de favores. Vale ressaltar ainda que os estados que mais receberam recursos por habitantes foram: Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Acre, Amapá e Roraima. Sendo que desses estados três (Piauí, Mato Grosso do Sul e Acre) foram governados por petistas.

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