Educação em baixa

O resultado de duas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação (MEC) e divulgadas na última quarta-feira comprovam que a educação no País piorou mais ainda. O aluno do ensino médio teve o pior desempenho em dez anos. O aluno do ensino médio teve o pior desempenho em dez anos. O que falta é melhores políticas de aplicação nesta área tão carente de recursos e estratégias.
O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicado em 2005, mostra que os conhecimentos de português e matemática tiveram baixos índices de rendimento. São Paulo foi o Estado onde as médias mais caíram nas provas de 8ª série e no ensino médio, foi o segundo pior em português.
Independente de quem esteja comandando a nação, já que o problema com a educação não é de hoje, é preciso que haja mais investimento nesta área. Não se está falando em verba apenas e sim em programas que valorizem o professor e o aluno. A falta de estrutura do ensino público é latente.
A outra avaliação divulgada pelo ministério foi o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os dados de 2006 indicam que o rendimento entre os estudantes do ensino médio também caiu em relação ao ano anterior.
Uma das justificativas do Inep, instituto de pesquisas do MEC, para o fraco desempenho dos estudantes é o aumento do número de alunos, principalmente no final da década de 1990, no governo Fernando Henrique Cardoso.
Se houve aumento no número de estudantes, o ministério deveria ter reorganizado sua estrutura para justamente acompanhar o crescimento de estudantes matriculados.
Não está em jogo qual governo é o mais culpado. Pelos dados divulgados pelo MEC, tanto o ex-presidente FHC quanto o presidente Lula têm culpa na má administração pública, quando o assunto é educação.
Quando se fala em investimento, o que vem logo à cabeça é verba. É fato que recursos financeiros são importantes mas mais do que isso, o que realmente deve ser feito é uma nova estruturação do ensino dando mais qualidade para alunos e professores.
Ou o governo atual vira o jogo e aplica políticas menos assistencialistas e mais voltadas para a capacitação do ser humano, ou o povo brasileiro continuará sofrendo com o ensino medíocre que é difundido no País.

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