Projeto Canoa São Vicente agrega inclusão social ao esporte

O Centro Náutico é um dos equipamentos esportivos oferecidos pela Secretaria de Esportes e Lazer (Sespor) de São Vicente que visa a inclusão social e a prática de esporte. O projeto municipal nasceu juntamente com outro projeto do governo do Estado, o Navega São Paulo, no ano de 2005
Acreditando no potencial da modalidade, o Município sedia hoje também o Canoa São Vicente, que conta com 12 monitores e nasceu para dar continuidade ao Navega São Paulo, projeto na qual os atletas ficam somente seis meses. Segundo o coordenador do Centro Náutico, Flávio Prudêncio, algumas crianças conheciam o esporte e depois perdiam o contato com as modalidades. “Vimos a necessidade de aproveitar aqueles que se destacaram no Navega e por isso surgiu o projeto Canoa São Vicente, que é por tempo indeterminado”, explica.
Para Flávio, as três modalidades são complementares e propícias para a região litorânea. “Aproveitamos o mar e agregamos as três modalidades”, conta. Ele lembra ainda que a consciência de preservação do meio ambiente também é forte nas aulas e no cotidiano dos alunos. “O contato com a natureza é muito grande, por causa dos mangues. As crianças acabam tendo a consciência de preservação ambiental”.
Para o aluno Henrique Raoni Costa Rosa, de 16 anos, o projeto é além de um esporte, um local de inclusão social. “Antes de estar aqui eu não tinha vontade de fazer nada. Pretendo continuar e quero tentar entrar para a seleção”, conta ele que faz parte do Canoa há nove meses.
Já a vicentina, Rafaela Rufino Mourão, de 15 anos, classifica o projeto como algo indispensável para sua vida. “Estou na equipe de canoagem a seis meses. Eu não fico mais na rua e melhorou muito a minha vida”, revela. Ela ainda lembra que a família sempre apoiou sua escolha. “Todos falam que é bom para mim. Quero continuar e entrar para a seleção, competindo bastante”.
A próxima competição será o Campeonato Brasileiro de Maratona, que acontece dia 3 de março. O Centro Náutico levará para representar a Cidade cerca de 40 alunos.
Atualmente o Centro Náutico atende cerca de 300 crianças e adolescentes, carentes da Região, entre 10 e 16 anos. Há também aulas para adultos, terceira idade e portadores de necessidades especiais. São oferecidas aulas teóricas e práticas gratuitas nas modalidades de canoagem, vela e remo, através de uma das melhores estruturas do segmento esportivo do Brasil. O Centro Náutico fica na Avenida Nações Unidas, 1701, na Vila Margarida. O telefone para maiores informações é o 3462-3605.
Resultado
O reflexo do trabalho desenvolvido no Centro Náutico é visivelmente positivo. Atletas já se destacaram e mostraram bons resultados. Exemplo disso é Nivalter dos Santos, campeão sul-americano júnior em 2005. Ele se tornou um dos favoritos para representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos 2007, no Rio de Janeiro. “O Nivalter começou aqui e quando pode ainda treina aqui. Ele representa a Cidade e é um exemplo de como é possível alcançar os objetivos, porque ele está próximo da comunidade”, comenta Flávio.
A equipe de São vicente também obteve bons resultados. Em 2006, o Centro Náutico levou o terceiro lugar na classificação geral do Campeonato Brasileiro de Maratona. Já os esportistas júnior e sênior conquistaram 20 medalhas, sendo oito de ouro, cinco de prata e sete de bronze, no Campeonato Brasileiro, realizado na Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), sagrando-se vice-campeão nacional na classificação geral.
Superação
Outro lição de vida que encontramos no Centro Náutico de São Vicente foi a do monitor Carlos Roberto Tavares da Conceição, o Bebeto. Portador de necessidades especiais, o monitor pratica remo há cinco anos, sendo que dois anos dedicados ao projeto.
Espelho para as crianças, Bebeto vê no esporte um meio de inclusão social e superação de obstáculos. “Comecei a participar e vi que podia participar também. Como monitor eu mostro para eles que eles podem, que não há obstáculos”, conta.
Hoje o Centro possui mais três atletas especiais, dois adolescentes de 14 anos e um adulto de 40 anos. “Ainda trabalhamos com a terceira idade, sempre tentando mostrar que eles podem”, completa Bebeto.

11/11/07 às 7:23
É MARAVILHOSO !!! O ARTIGO QUE DEUS OS ABENÇOE GRANDEMENTE!!! BJUS !!!
ROSE/PRETA