Geral
- março 29, 2007
Acordo entre o Governo e a Nossa Caixa injetará mais de R$ 2 bi em obras no Estado

O governo do Estado de São Paulo e o Banco Nossa Caixa anunciaram no dia 27, a assinatura do contrato de alienação do direito de efetuar, com exclusividade, o pagamento dos servidores e empregados públicos estaduais. O contrato foi assinado pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa e o diretor-presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos. A venda da folha de pagamento vai gerar aos cofres públicos cerca de R$ 2,084 bilhões, que serão destinados a obras de infra-estrutrura. Do total, R$ 1,084 bilhão será investido na construção do Rodoanel, R$ 300 milhões irão para obras de recuperação de estradas vicinais, R$ 600 milhões vão para obras do Metrô e da CPTM e R$ 100 milhões para reforma e construção de fóruns de justiça em vários municípios.
O contrato tem prazo de duração de 60 meses e contempla 1,1 milhão de servidores públicos estaduais, cujo montante mensal de crédito é de R$ 2 bilhões, aproximadamente. São servidores civis e militares do Poder Executivo Estadual (ativos, inativos e pensionistas), bem como os beneficiários das carteiras autônomas administradas pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp) e de complementação de aposentadoria e pensão, e dos servidores e empregados públicos das entidades de administração indireta do governo do Estado de São Paulo.
Segundo o secretário Mauro Ricardo Costa várias instituições demonstraram interesse na operação, mas como o banco Nossa Caixa é o agente financeiro do Estado e já efetua o pagamento de servidores e empregados públicos estaduais, recebeu a primeira oferta e aceitou. “Para movimentar cerca de R$ 125 bilhões, em cinco anos, o banco Nossa Caixa está pagando R$ 2 bilhões”, afirmou.
Ele explicou que o valor do contrato foi estabelecido pela secretaria com base em laudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), sendo compatível com a metodologia utilizada pela Nossa Caixa nas aquisições de folha de pagamento de prefeituras do Estado de São Paulo.
O diretor-presidente da Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, enfatizou que para a Nossa Caixa essa operação é muito importante e a fidelização dos novos clientes será a prioridade de atuação. Ele explicou ainda que entre os anos de 2005 e 2006 o banco formalizou 131 contratos com prefeituras, em que também adquiriu o direito de realizar o pagamento da folha de salário desses municípios. “Essa é uma prática comum de mercado. Mas, para essa operação, que envolve uma elevada movimentação de recursos, desenvolvemos um estudo e um plano específico”.
Santos ressaltou ainda que esta passa a ser uma importante fonte de receita, pelo potencial de negócios que representa, devido, principalmente às características de estabilidade de emprego, renda mensal acima da média dos demais clientes e baixo nível de inadimplência. Segundo ele, o banco oferecerá linhas de crédito com taxas de juros mais competitivas, com prazos mais amplos do que a concorrência oferece. “Estamos também disponibilizando a linha de crédito para a aquisição e reforma de casa própria, inclusive em 100% do valor, desde que seja feito o débito por meio da folha de pagamento”, declarou.





1 Comentário para “Acordo entre o Governo e a Nossa Caixa injetará mais de R$ 2 bi em obras no Estado”
Nossa Caixa S.A. Protestos Indevidos ou Lavagem de Dinheiro ?
Gostaria de contar meu enorme prejuizo que tive com a Nossa Caixa, tal vez possam me ajudar, meu nome é Pablo Ossipoff sou produtor cultural, moro em São Paulo há 27 anos, deixei a Argentina para trabalhar no Brasil. Fiz minha vida aqui, tenho duas filhas brasileiras e adoro este pais.
Por Arte de mágica, meu nome (pessoa física) e CPF, foram protestados, junto ao SERASA - Centralização de Serviços dos Bancos S.A. - por 135 vezes consecutivas como inadimplente em empréstimos efetuados desde fevereiro de 1994 até março de 1999 em 17 diferentes agências do interior de São Paulo do Banco Nossa Caixa S.A., em agencias que eu nunca pisei, como Espirito Santo do Pinhal, Araraquara, Mogi Mirim entre outras tantas, com valores totais superiores a R$ 1.700.000,00.
Procurei o Gerente da Nossa Caixa na época para resolver esta situação, mas não teve solução e foi quando decidi processar judicialmente a instituição, por Reparação de Danos Morais, milagrosamente os protestos começaram a desaparecer e o gerente do Banco foi mandado embora, mais já era tarde, minha vida desmoronou.
O Banco contra notificou meses após, alegando não encontrar procedimentos que pudessem ser considerados “Inidôneos” . No julgamento na primeira instancia da ação contra o Banco Nossa Caixa, um juiz apareceu para substituir o Juiz titular e a sentença – já era de se esperar – não foi baseada em nenhuma das provas documentais apresentadas, mas na alegação do Banco, que não tem provas suficientes para demostrar o desvio de dinheiro.Sem exageros porque apesar de a lei ser clara, foi necessária uma ação judicial para obrigar ao SERASA a comunicar por escrito que meu nome estava no cadastro de inadimplentes. Sobre as inúmeras movimentações em meu nome, ouvi do banco a palavra “sujeirinha” como explicação e nada mais. Minha situação esta muito abalada, depois de praticamente 10 anos de desgaste judicial e psicológico estou aguardando a sentencia da segunda instancia do processo.
Cordialmente
Pablo Ossipoff
Por Pablo Ossipoff em fev 8, 2009