Debate polêmico

Na recente pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, 65% dos brasileiros são contra mudanças na lei do aborto. O estudo foi realizado após o atual ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defender um plebiscito sobre o tema. Porém, é preciso realizar estudos mais aprofundados para que a lei, realmente, favoreça a população.O debate sobre o aborto não pode ser realizado as pressas, com a realização de um plebiscito. As políticas de saúde pública devem ser implantadas de maneira eficaz e que faça com que a população tenha acesso às informações.
Não basta dizer que a lei do aborto, se tratando como questão de saúde pública, precisa ser alterada. É preciso ressaltar que outros fatores como aspectos culturais e religiosos do povo brasileiro também pesam na hora da decisão sobre o tema.
Infelizmente por conta da lei, que só permite o aborto em caso de estupro e risco para a mãe, milhares de clínicas clandestinas realizam esse procedimento de forma ilegal.
Além da ilegalidade, as mulheres que recorrem a essas clínicas não encontram respaldo de órgãos como o Conselho Regional de Medicina (CRM) e até mesmo o poder Judiciário caso aconteçam eventuais problemas cirúrgicos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 2.000 abortos legais e 220 mil curetagens pós-aborto na rede. Obviamente nem todos os 220 mil procedimentos possam ser em decorrência de abortos ilegais.
Mas os números de curetagens pós-aborto assustam e são informações relevantes para que o debate sobre o tema seja realizado com mais profundidade.
Por ser um País repleto de contrastes, é preciso que as instituições públicas façam políticas voltadas para as pessoas que não têm acesso a saúde.
Outro fator importante para o controle de natalidade é a  melhor distribuição de contraceptivos para todos os cidadãos.
Atualmente a União faz licitação e estoca o material em Brasília, para depois ser distribuído para os 5.500 municípios brasileiros. É preciso otimizar essa questão, descentralizando o procedimento de compra e estocagem.
Enquanto o Governo Federal não montar políticas públicas voltadas para a população, o País continuará sofrendo com problemas que poderiam ser solucionados. Falta força de vontade e empenho por parte dos governantes.

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