Nossa Cidade
- maio 17, 2007
Assistentes sociais de SV recebem homenagem

Em meio a tanta desigualdade, existem profissionais buscando melhorar as condições de vida daqueles que convivem com a exclusão social. As assistentes sociais analisam e acompanham esses casos para definir ações e garantir os direitos de indivíduos. Em São Vicente, são 31 profissionais trabalhando com crianças, adolescentes, adultos e idosos. Para comemorar o Dia da Assistente Social, esses trabalhadores foram homenageados nesta última terça-feira (15)), durante o evento do Dia Global do Voluntariado Jovem, no Parque Ipupiara.
Nos último dois anos, por meio da Secretaria de Cidadania e Ação Social (Secias), surgiram diversos projetos que beneficiaram muitos vicentinos, como os Centros de Iniciação e Capacitação Profissional (Cicap), que em fevereiro deste ano teve 1.650 inscrições para cursos de informática, bijuteria, cabeleireiro, manicure, estética facial, pintura em tecido, entre outros. O número de alunos inseridos no mercado de trabalho na área de beleza já ultrapassa os 1.000 e mais de 800 estão trabalhando com tapeçaria, corte-costura, faixas, estampa de camisetas.
Outros exemplos de sucesso são a Oficina de Costura e o projeto Mão na Massa, realizados no Parque Ambiental Sambaiatuba, o antigo lixão da Cidade. Na Páscoa, as ex-catadoras do lixão receberam mais de 100 encomendas de colomba pascal, um pão parecido com o panetone. As 24 alunas da oficina de costura, inaugurada em fevereiro deste ano, ficaram entusiasmadas com a possibilidade de exercer um função diferente. Além disso, a secretária-adjunta da Secias, Débora Ferreira Vassão, ressalta a importância do amparo social e da assistência jurídica também oferecidos pelo projeto. “Não adianta só a oficina de costura, o amparo deve ser completo. Isso vai ajudar tanto no encaminhamento dos filhos para escolas e programas municipais quanto para casais que estiverem se separando”, explica.
Os idosos também recebem atenção especial. Por meio dos Centros de Convivência, os freqüentadores participam de atividades físicas e artísticas que ajudam a mantê-los ativos, melhorando a auto-estima e a saúde. Para as crianças, existe uma série de programas sociais. São Vicente tem 14 Centros Educacionais e Recreativos (CER), que garantem a crianças e adolescentes um espaço para receber o reforço escolar e participar de atividades físicas e culturais.
A Secias ainda oferece serviços de proteção especial para famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco, como abandono, maus tratos físicos e psicológicos, abuso sexual, uso de drogas, trabalho infantil. Quando esses casos exigem proteção integral, as crianças e adolescentes podem ser enviados para abrigos como a Casa de Passagem, Abrigo Arco-Íris e Resgatando. Já os adultos são encaminhados para a Casa Estar e para a Casa de Passagem Reviver. Crianças com necessidades especiais, de zero a 6 anos, recebem ajuda do programa Criando Asas, que proporciona estimulação psicossocial para que possam ser integrados à sociedade.
Para a assistente social e atual coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Rosana Leite, a profissão é cheia de desafios, mas são conquistas como o CRAS que fazem as dificuldades valerem a pena. “Antes era oferecido um tratamento semanal às famílias. Com a criação do CRAS essas famílias conseguiram tratamento contínuo e os centros de cada bairro se adaptaram à realidade local”, explica.





Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.