Você acha que há excesso de matérias negativas nos noticiários?
Os meios de comunicação mostram cada vez mais matérias com o tema violência em sua programação. Mais do que passar a informação, o conteúdo às vezes ganha forma de show e se torna apelativo. A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas para perguntar para a população se há exagero por parte dos veículos ou se esse é realmente o seu objetivo, mostrar a realidade.
É só ligar a televisão e possivelmente você irá se deparar com notícias sobre violência e corrupção. Matérias negativas sempre estão na pauta de todos os meios de comunicação diariamente. Hoje, é impossível imaginar um noticiário sem uma notícia de um crime, por exemplo. Com a continua exibição de matérias desse tipo, há a conclusão de que os telespectadores se atraem por esse tipo de informação.
Muitas pessoas pensam que há uma espetacularização da tragédia. A violência tratada como um show, o que garante mais audiência para programas e emissoras. Muitas vezes, o assunto chega a ser tratado de maneira apelativa, com exibição de imagens fortes e conteúdos inadequados.
Por outro lado, também é difícil imaginar nos dias atuais uma sociedade sem qualquer tipo de crime. E dessa forma, sendo a função dos meios de comunicação passarem e transmitirem a realidade, eles acabam informando sobre a atual situação da sociedade.
A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas para perguntar para a população se elas acham que a televisão e os jornais exageram na quantidade de matérias negativas nos seus noticiários e o que eles acreditam que seja ideal e benéfico para ser passado para as pessoas.
Rosineide Montes, moradora do Jardim Rio Branco, acredita que a televisão dá muita ênfase para a violência. “Há um exagero, não é normal, é errado”. Para ela, os meios de comunicação tem que passar mais matérias positivas. “Muita matéria negativa acaba incentivando as pessoas há agirem dessa maneira”.
O morador do Centro, Josias Gonçalves, acha que há muita exploração de matérias desse tipo de matéria. “São poucas informações realmente, por isso eu assisto muito pouco telejornais”. Para ele, o mais importante seria que as pessoas tivessem mais informações e conteúdos culturais.
Já Francisca Alexandrina Lopes Duarte, moradora da Biquinha, pensa que os veículos estão cumprindo o seu papel. “Está certo. Tem que mostrar”. Ela não acha que haja uma exploração de conteúdos negativos e que deve continuar da forma que está. “Não estão exagerando, é a realidade da vida”.
Essa é a mesma opinião de Edmilson Mariano dos Santos, morador do bairro do Japuí. “A mídia tem que mostrar o que é feito no dia-a-dia”. Para ele, “é normal a quantidade de matérias negativas, devido a atual situação do mundo”.
Quem acha que há uma exploração demasiada de assuntos como violência é Osimar Pereira dos Santos, morador do Jardim Rádio Clube, em Santos. “Não é certo”. “Acho que deveria dar mais incentivo a informações voltadas para a educação familiar e a cultura, que são mais construtivas”, completa.
“Deveria ter muito menos violência”, afirma Selma de Araújo Soares, moradora do Quarentenário. “Acho que o excesso dessas informações acaba incentivando ainda mais as pessoas. Deveriam dar prioridade para notícias sobre cultura, por exemplo”.
Para Eliana Grijó Cardoso, moradora do Centro, há muita apelação por parte dos veículos de comunicação. Ela acha que a televisão deveria ter outra programação. “Precisa de mais entretenimento, para o povo esquecer um pouco tanta violência, tantas coisas negativas que têm atualmente”.
A moradora do Centro, Marli Francisca dos Ramos Santos, acha que a mídia não está errada. “Tem que mostrar porque é a verdade do que está acontecendo no País”. Para ela, não há nenhum tipo de apelação. “Se você andar todos os dias pela rua você vai ver as mesmas coisas, é o retrato da vida real”.
“Totalmente errado”, pensa Ana Carolina Vitorina Siqueira, moradora do bairro Jardim Real, em Praia Grande. “Esse tipo de matéria acaba incentivando a população a agir com mais violência, mais racismo”. Ela acha que a televisão devia tratar o assunto de outra maneira. “É necessário combater a violência, com mais campanhas educativas, e programas voltados para a cultura”.
Já Rui Cunha de Araújo, morador do Humaitá, acredita que há um exagero. “Eu acho errado. Penso que é necessário mostrar a realidade, porque as pessoas precisam saber o que está acontecendo, mas com muito menos apelação”. Ele atribui também esse problema a própria população. “O povo gosta de assistir e eles acabam passando”.
Quem concorda é Cícero Santos de Moura, morador do bairro Quarentenário. “Tem que mostrar a realidade que está acontecendo”. Para ele, o problema seria se deixassem de passar as matérias. “Seria tapar o sol com a peneira e esconder o que realmente está havendo”, explica.
Marcelo Andrade, morador do Boqueirão, em Santos, não concorda com o excesso de matérias negativas. “Há muita apelação. Não está acontecendo só coisa ruim, existe gente trabalhando, ações beneficentes, e isso não é mostrado”. Para ele, as matérias sobre violência tem mais audiência. “Algumas pessoas vêem que só tem isso e pensam porque não agir dessa maneira já que só há isso”, completa.
