Nossa Cidade
- junho 14, 2007
Bom Prato alimenta até a alma

O restaurante Bom Prato comemora seis meses com 133.053 refeições servidas. O projeto não é apenas o simples ato de alimentar a população, é um trabalho social, uma lição de vida. Realizado por meio de parceria entre o Governo do Estado e a Vila Ponte Nova Instituição Promocional (VIP), tem o apoio da Prefeitura de São Vicente.
Antes mesmo de abrir, às 11 horas, uma fila já se forma do lado de fora. O local atende idosos, estudantes, comerciantes e pessoas de todas as classes sociais, sem distinção ou preconceito. O projeto abriga gente de todos os tipos, em um só lugar, lado a lado, comendo da mesma comida.
Há seis meses o restaurante, que fica na Rua Ipiranga, 479, no Centro, serve comida de boa qualidade ao custo de R$ 1,00 e ainda um copo de suco e uma sobremesa.
Durante esse semestre de funcionamento cerca de 133 mil pessoas já almoçaram no local. Diariamente são servidos mais de 1.200 pratos, que constitui cerca de 90 quilos de carne ao dia e mais de 19 de arroz. Isto significa que já foram consumidas aproximadamente 31 toneladas de arroz, 19 de feijão, 16 de carne bovina,suína, de frangos e peixes, 12 toneladas de legumes, 5 de verduras e 4 toneladas de pãezinhos, 500 quilos de farinha de mandioca e mais de 20 mil litros de suco.
A unidade de São Vicente é a 29ª do Estado e mantém um trabalho social que tem como objetivo oferecer segurança alimentar à população de baixa renda através de refeições balanceadas com qualidade por meio de um cardápio variado.
Alimentação farta, com qualidade nutritiva e por apenas R$ 1,00. A gerente do restaurante, Maria Luisa Franco revela que desde a abertura o número de freqüentadores vem aumentando. “Estamos pleiteando aumentar o número de refeições para duas mil ao dia. Nossos clientes são fiéis e exigentes”. Para a gerente a qualidade aliada ao bom preço faz com que o projeto seja um sucesso e atenda todos as classes sociais. “Atendemos desde moradores de rua até pessoas que trabalham no Centro e que não poderiam pagar diariamente uma refeição ao custo de cinco reais por exemplo”, explica.
O cardápio passa pela aprovação da equipe de nutricionistas da unidade e profissionais da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento. Cabe a eles avaliarem critérios como valores calóricos, combinação dos alimentos, coloração e densidade. É essa preocupaçã que leva a aposentada, de 84 anos, Izaura de Almeida Villena, a freqüentar o restaurante. “A comida é maravilhosa. Venho aqui há uns três meses. Só tem gente boa e eu não preciso ficar cozinhando”, exclama.
Fernando Mendes de Pontes freqüenta o restaurante desde a inauguração. “O controle da comida é feito com rigor e o ambiente é ótimo”, revela.
Dezesseis funcionários trabalham no restaurante. A equipe é formada por uma nutricionista, cozinheiros, auxiliares de serviços gerais que cuidam da limpeza das mesas, sanitários, contagem de filas, atendimento e reposição das pessoas.
A mão de obra é outro diferencial do Bom Prato. Além dos profissionais contratados pelo Estado, os voluntários são peças chaves para que tudo ocorra bem. São eles que fazem o projeto se transformar em um trabalho social diferenciado. “Temos grupos de trabalho com pessoas habilitadas e muitos voluntários, que encontraram aqui uma nova razão para viver. Já que somos uma instituição promocional, temos então que promover a condição de vida”, revela Maria Luiza.
São muitas histórias de transformação de vidas. Entre elas está a do ex-morador de rua José Luiz Pagano Braço, que hoje trabalha na cozinha do restaurante e confessa que sua vida mudou completamente. “Tive uma reviravolta em minha vida e terminei dormindo na rua. No começo do ano vim almoçar aqui e fui convidado para ser voluntário. Foi muito importante para mim”.
Já o aposentado Renato Nicolau Serio, de 67 anos, encontrou no voluntariado uma forma de inclusão social. “Eu sou uma pessoa sozinha e encontrei aqui o paraíso. Por acaso vim e comecei a frequentar e hoje estou trabalhando todos os dias”.
João Carlos de Oliveira Novaes, também conta que mudou sua vida por meio do projeto onde atua desde janeiro. “O Bom Prato é mais do que dar uma refeição digna. Eu sou ex-dependente químico e me aceitaram aqui me dando oportunidade de voltar a sociedade”, conta. Para ele o diferencial do local está no atendimento. “Aqui eles dão ênfase para o bom tratamento, independente de quem seja, isso é essencial”.





1 Comentário para “Bom Prato alimenta até a alma”
SIMPLESMENTE MARAVILHOSO !!!!
Por andre encinas em jun 14, 2007