Beber e dirigir

Consumir bebidas alcoólicas e assumir a direção de um veículo. O tema parece antigo mas a população brasileira parece ainda não adquirido consciência sob o risco que corre todas as vezes que toma tal atitude. Isso é comprovado em uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que afirma que 3 em cada 10 motoristas dirigem com alguma quantia de álcool no sangue.Em números, dos 4.054 motoristas que se submeteram ao exame, em operações policiais realizadas neste ano, 30,3% tinham alguma quantidade de álcool no sangue e 19,3% tinham álcool no organismo em níveis superiores do que é permitido por lei. Na legislação brasileira, é  tolerado no máximo 0,06 gramas de álcool por 100ml, o que equivale a dois copos de chope. Aqueles que infringem a lei são punidos com multa ou suspensão para dirigir.
É importante verificar o que está sendo feito para modificar tal quadro. As últimas ações do governo tem sido intensas no sentido de aprovar leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias, por exemplo, e na redução da publicidade de bebidas, como cerveja. Mas essa medida precisa ser  transformada em projeto de lei e aprovada no Congresso Nacional, o que, como qualquer outro tema, pode ser parado por uma série de interesses e acordos.
Nos Estados Unidos, desde 1984, foi mudada as regras em relação ao álcool e subiu de 18 para 21 anos a idade mínima para o consumo de bebidas. Segundo dados de uma ONG americana, esses três anos representam mil vidas salvas a cada ano. No Brasil, esse exemplo seria inviável e difícil de ser discutida, devido ao próprio padrão da sociedade, já que hoje já se pode votar com 16 anos e dirigir com 18. Mas esses dados mostram que algo precisa ser feito em prol da vida não só daqueles que não tem consciência, mas também daqueles que são vítimas da falta de censo e responsabilidade alheia.
Pequenas medidas em conjunto precisam ser tomadas para se obter grandes resultados. Começando dentro de casa com o excesso de tolerância e liberdade dado pelos pais desde cedo, até as políticas, que precisam se sobrepor a interesses que não são em prol da população, e sim da indústria e do comércio. Aprovar as leis que restringem cada vez mais o consumo da bebida e a fiscalização mais intensa daquelas que reprimem essas ações também ajudariam.

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