Museu Pelé será instalado no antigo Casarão do Valongo

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Em ação memorável, a Prefeitura conseguiu ligar o passado ao futuro, movida pelo interesse de desatar antigos nós que amarravam o desenvolvimento. Santos será a sede definitiva do Museu Pelé, e o local escolhido para receber o acervo são as ruínas do Casarão do Valongo, no Largo Marquês de Monte Alegre, Centro Histórico.

A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (23) em conjunto pelo prefeito João Paulo Tavares Papa, o governador José Serra e o Rei Pelé, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. No início da noite, o prefeito e o Atleta do Século fizeram questão de dar a notícia defronte ao imóvel, no Valongo.
O empreendimento contempla três frentes: solução para as ruínas que persistem há décadas no Valongo; instalação do museu, desejo também antigo de Pelé; e sua integração com o projeto Marina Porto de Santos, de revitalização do Centro Histórico.
“Estamos casando a vontade de Pelé com a disposição do governador e a recuperação de nosso patrimônio. São antigos sonhos que se realizam”, disse Papa, após reunir-se com Serra, que assegurou a cessão do casarão à Prefeitura.
O governador lembrou que o prédio já havia sido transferido para o Município, em 2006, pelo então governador Cláudio Lembo, mas que para concluir o processo, ele enviará, nos próximos dias, projeto de lei à Assembléia Legislativa. “Com isso vamos acrescentar um patrimônio histórico para São Paulo, Santos e o Brasil”, afirmou Serra.
Em Santos, Pelé comemorou a novidade com o típico soco no ar, movimento que usava para comemorar seus gols. “É um empreendimento para atrair turismo e promover o país, que merece esse presente. Sinto-me orgulhoso de ter conseguido essa definição”.
A obra está orçada em R$ 16 milhões. O próximo passo é o início da captação de recursos, que terá o apoio do próprio Pelé, além da busca de incentivos da Lei Rouanet.
PROJETO
O antigo Casarão do Valongo, construído em 1865 e que já foi sede da Prefeitura, terá as achadas restauradas. Em seu interior, serão erguidos três blocos, em projeto moderno e atraente. No central, com 550 metros quadrados, haverá espaço para duas lojas, café e sanitários. No bloco 1, de 1.405 metros quadrados, estarão área para exposições temporárias, auditório para exibição de filmes e documentários sobre a carreira de Pelé e o setor administrativo do museu.
O acervo ficará no bloco 2, com 1.232 metros quadrados, contendo objetos pessoais, fotos, filmes e troféus. Hoje, as peças encontram-se distribuídas na Alemanha, Emirados Árabes e na própria residência do ex-jogador, em Guarujá. A criação do museu não altera a disposição da Prefeitura de implementar o Memorial José Bonifácio, para o qual será procurado novo espaço.

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