Rastreador no carro
Uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contram) determinou que, a partir de 2009, todo carro novo deverá ter um rastreador como dispositivo obrigatório. O objetivo de tal obrigatoriedade é aumentar a segurança dos motoristas e passageiros. Esse rastreador permite que o veículo seja localizado por satélite e os dados transmitidos para uma central, bloqueando o veículo a distância.
Obviamente, a inclusão desta tecnologia nos carros acarretará no aumento do preço, já que o carro já sairá das fábricas com o equipamento instalado. O rastreador custa entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil reais. O Procon de São Paulo deve entrar na justiça contra essa obrigatoriedade, questionando a falta de concorrência do preço do rastreador.
Mais do que isso, algumas outras questões devem ser analisadas. O fato de você comprar o rastreador, não quer dizer que você disponibilizará do serviço. Isso porque será necessário contratar um serviço para que o equipamento funcione. Ou seja, além de comprar um equipamento não dará para ter certeza que cada cidadão terá condições de utilizá-lo.
Outro fato que não parece ser coerente quando o Contram justifica a obrigatoriedade do so é dizer que isso aumenta a segurança dos motoristas e passageiros. Dificil entender tal afirmativa. A única segurança que você pode, ou não, ter, é a patrimonial. O rastreador não fará com que o assaltante deixe de assaltar ou o seqüestrador deixe de sequestrar.
Se a preocupação é tão grande com a segurança dos motoristas, é importante começar com a obrigatoriedade de acessórios mais importantes para a segurança de um motorista no cotiadiano, como os air-bags, por exemplo. Acessórios como esse tem utilidade e são, sim, primordiais, porque mais do que garantir que um objeto seja recuperado, garante a vida dos motoristas, a qual não tem como se recuperar.
