José Serra anuncia medidas para reduzir mortalidade infantil na Baixada

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O governo do Estado de São Paulo lançou nesta terça-feira (04) uma mega-ofensiva para reduzir os índices de mortalidade infantil e ampliar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na Baixada Santista no quadriênio 2007-2010. Em 2006, a região registrou o maior índice de mortalidade infantil do Estado, com 17,7 mortes por mil crianças nascidas vivas. No Estado, a média foi de 13,28 óbitos por mil nascidos vivos.
Dentre as ações previstas estão a criação de 20 novos leitos de UTI no litoral sul, implantação de dois AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) na região e duas AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial) em São Vicente. O município é o primeiro do Estado, além da capital, a receber esse tipo de serviço.
Outras ações definidas são a padronização das cadernetas de pré-natal nos nove municípios e investimento de R$ 1,2 bilhão em saneamento básico, com recursos da Sabesp e do Japan Bank for International Cooperation.
Os leitos de UTI serão abertos no Hospital Regional de Itanhaém, que desde julho está sob gestão do Governo do Estado de São Paulo, e no Hospital Municipal de Praia Grande. Na unidade de Itanhaém serão, inicialmente, cinco leitos de UTI neonatal e outros cinco para adultos. O investimento no hospital será de R$ 7 milhões até o fim do ano.
A Secretaria também decidiu liberar mais R$ 8 milhões para ampliação do Hospital Municipal de Praia Grande. Os recursos, a serem pagos em quatro parcelas iguais até o final do ano, serão utilizados para a ampliação do atendimento na unidade. Com a verba será possível concluir as obras do prédio anexo para a implantação das alas de internação e UTI, redes elétrica e hidráulica e tubulação de oxigênio, além da aquisição de equipamentos e mobiliário.
Em São Vicente, a Secretaria irá auxiliar na ampliação do pronto-socorro municipal, que se tornará um mini-hospital, com 46 leitos de clínica médica. O projeto, no valor aproximado de R$ 2 milhões, está em fase final de avaliação pela pasta.
O município também será o primeiro do interior do Estado a ter duas AMAs. O serviço, implantado com sucesso na capital por meio de parceria entre o governo do Estado e o municipal, faz atendimento de pediatria, clínica geral, ginecologia e especialistas em pequenas cirurgias sem a necessidade de marcar consulta.
Também está decidido que o governo do Estado irá implantar dois AMES (Ambulatório Médico de Especialidades) na região. Um será em Santos. O outro está em definição.
O PAM Aparecida, de Santos, está sendo reformado para abrigar o primeiro ambulatório de alta resolutividade do litoral, com centro cirúrgico e modernos exames, como eletroneuromiografia, ciclo ergométrico, eletrocardiograma, ultra-som e mamografia, além de atendimento ginecológico às mulheres. O investimento da Secretaria é de R$ 10 milhões, sendo R$ 7 milhões em obras e outros R$ 3 milhões em equipamentos.

Caderneta

O Comitê de Mortalidade Infantil da Baixada, formado por representantes das secretarias estadual e municipais de saúde, está organizando a padronização das cadernetas de pré-natal, com informações sobre a saúde da mulher e do bebê, permitindo melhor acompanhamento médico das gestações.
A secretaria quer garantir, por meio dos municípios, que todas as mulheres da região façam pelo menos sete consultas de pré-natal. Em Mongaguá a prática já está em vigor e é considerada uma das principais medidas para a redução do índice de mortalidade infantil, de 24,3 por mil nascidos vivos para 9,1. Uma queda de 62,5%.
“Com ações integradas, a mortalidade infantil na Baixada logo irá se aproximar do índice estadual. Vamos promover um salto de qualidade na saúde pública da região”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

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