TV Digital
Parece que pouquíssimas pessoas vão ter o privilégio de assistir aos programas da TV aberta brasileira, com transmissão digital, quando ela estrear no Brasil no dia 02 de dezembro, em São Paulo. Na cidade que conta com mais de 11 milhões de pessoas, cerca de 1 mil tem a tecnologia necessária para acompanhar os programas e na excelente resolução.
O telespector precisa de um aparelho com set-top box (conversor) avulso ou embutido. Para ter a imagem mais nítida possível é necessário comprar um televisor tipo Fuhl High Definition, cujo preço começa na faixa dos R$ 7 mil. Qualquer TV de plasma ou LCD com receptor digital embutido não dá a alta definição que muitas pessoas imaginam. O preço do set-top box, o decodificador, que receberá o sinal tanto para TVs analógicas quanto digitais, estará a venda no mês que vem, mas os preço é uma grande dúvida. Não há um acordo entre o governo a indústria, e pode variar de R$ 200 a R$ 800.
A idéia é o que boom da TV Digital se dê mesmo no ano que vem, impulsionada pela transmissão dos Jogos Olímpicos de Pequim. Por enquanto, a estratégia será os supermercados, shoppings, lojas de eletrônicos e até emissoras já começarem a expor TVs Full HD com programação digital de teste pela cidade.
Parece que de ínicio a camada mais desfavorecida financeiramente da população irá ficar de fora da novidade, além de não fazer parte do início dessa inclusão no Brasil. Vale também ressaltar que mais importante que a definição de alta qualidade da televisão, está a qualidade da programação. A TV digital possibilita mais do que belas imagens, mas sim interatividade e a escolha do que você quer ter como conteúdo, contra a monopolização da informação feita por algumas emissoras atualmente. O governo precisa trabalhar para que a TV Digital esteja o mais rápido possível ao alcance de todos os cidadãos.
