Eugênio Malavasi

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Nascido em Santos, Eugênio Malavasi é um dos advogados criminalistas de maior notoriedade na Região. São mais de 300 júris realizados. Além disso, é professor de Direito Penal na Universidade Monte Serrat (Unimonte). Conheça um pouco mais sobre a carreira e a opinião de Malavasi sobre o atual Código Penal Brasileiro e o mercado de trabalho para os advogados

Desde pequeno, Eugênio Malavasi nunca pensou em ser nem médico, nem engenheiro. Seu grande sonho sempre foi ser advogado. Como a maioria dos estudantes, sua grande paixão acabou sendo a área penal, por isso dedicou toda sua carreira a apenas essa área. Para isso, teve o incentivo e os ensinamentos preciosos de um mestre no assunto, doutor Walter de Carvalho, com quem estagiou durante quatro anos.
No currículo de Malavasi há mais de 300 júris realizados, que o tornaram um dos advogados criminalistas de maior notoriedade da região. Mestre em Direito, ele também dá aulas na Universidade Monte Serrat. O gosto pela Magistratura já é antigo, desde a época de faculdade, quando dava aulas de inglês.
Na entrevista, Malavasi fala sobre o ínicio da sua carreira, a defasagem do atual código penal brasileiro e a importância da rígidez do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com relação ao mercado de trabalho, ele também afirma que para todo bom advogado nunca faltará cliente. Confira abaixo:
Jornal Vicentino - Quais as principais lembranças da sua infância?
Eugênio Malavasi
- Eu nasci em Santos. As principais lembranças para mim são todas as amizades, o curso de inglês, que comecei cedo na Escola Cultura Inglesa, e a época de escola. O estudo no Colégio do Carmo, depois, em seguida, quando fui para o Colégio Objetivo, até chegar no ingresso na faculdade. Era um aluno mediano, nunca fui um aluno exemplar.
JV - Por que a decisão de entrar na faculdade de Direito?
Malavasi
- Eu nunca prestei outra coisa. Eu sempre quis ser advogado. Não quis ser médico, não quis ser engenheiro. Dentro da minha área também não quis ser nem juíz, nem promotor, tanto é verdade que até hoje nunca prestei nenhum concurso na minha vida. Eu só quis ser advogado. Acho que Deus me deu esse dom e colocou encurtido na minha pessoa e eu virei advogado. Como todo estudante, o direito penal é sempre a grande paixão, em decorrência disso, comigo não foi diferente. Mas eu tive um grande incentivo. Desde o primeiro ano de faculdade eu ingressei em um dos melhores escritórios de advocacia criminal da região que é o escritório do Doutor Walter de Carvalho. Lá eu fiquei até 1994, até um ano depois de formado e isso me deu muita base para o exercício da profissão. Ate hoje eu só faço direito penal, não faço civil, nem trabalhista, apenas penal.
JV - Como foi a época de faculdade?
Malavasi
- Eu iniciei na Universidade Brás Cubas, em Mogi das Cruzes. Fiquei até sentido em transferir porque eu gostava muito da cidade de Mogi das Cruzes e da faculdade. Mas infelizmente não tinha mais dinheiro. Os meus companheiros e colegas vieram embora no primeiro ano. Eu permaneci mais um ano, fiquei dois anos lá, mas o dinheiro acabou. Não tinha mais condições financeiras de ficar e me transferi para Universidade Santa Cecília dos Bandeirantes (UniCeb). Colei grau aqui. Depois fiz muitos cursos especializantes e também fiz mestrado, sou mestre em Direito.
JV - Depois que o senhor saiu do escritório do Dr. Walter de Carvalho, como foi o ínicio da sua carreira?
Malavasi
- Montei meu escritório. Estou aqui (Centro de Santos) há 13 anos. Minha carreira eu iniciei com alguns clientes constítuidos, ou seja, os cliente particulares e também ingressei na assistência judiciária, em dois convênios, tanto na Procuradoria de Justiça como na Prefeitura. Naquela época tinha um convênio muito bom entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Prefeitura. Eu fiz sempre na área penal, sempre defendendo os desprovidos na área penal. Fiz muitos e muitos júris como advogado dátivo, mais de 300 júris, defendendo aqueles que não podiam contratar um advogado de sua confiança porque não tinham dinheiro.
JV - Qual é a sua opinião sobre o atual Código Penal Brasileiro?
Malavasi
- Acho que ele está um pouco defasado em face dos dias atuais. Mas com as leis espassas,  as leis que vêem modificando, está tendo uma modernização na legislação. Então a legislação está progredindo paulatinamente, vagarosamente, mas vem progredindo sim. Acho que o que tem que mudar, eu acredito, não é a legislação penal, mas sim, o processo. O direito processual de 1941 tem que ser um pouco mais célere para que a prestação judicional alcance com maior brevidade. Hoje com os advogados hábeis que nós temos, advogados estudiosos, eles retardam a prestação judicional, retardam com base nas leis. Eles não estão burlando a lei, pelo contrário, a lei faculta o retardamento, então o advogado hábil retarda a entrega da prestação judicional. Há alguns projetos para que isso mude mas não sei isso vai vingar.
JV - O senhor dá aulas na Universidade de Direito. Como iniciou seu trabalho como professor?
Malavasi
- Atualmente eu dou aula de processo penal na Universidade Monte Serrat (Unimonte). Na verdade, quando eu me graduei em Inglês, que eu comecei a gostar do Magistério, dando aulas de inglês. Dei aula em São Vicente, no Colégio Itá, durante muito tempo, mais ou menos cinco anos, até o período da faculdade. Essas aulas me ajudaram a pagar as despesas do estudo. Eu gostei muito do Magistério, de lá eu me formei em Direito e passei a ministrar aulas nos cursinhos preparatórios para o exame da Ordem e concursos públicos e estou até hoje. Gosto muito, se não gostasse não estaria.
JV - No último exame da Ordem dos Advogados do Brasil houve um alto índice de reprovação. Qual é a sua opinião sobre a prova e sobre os estudantes de Direito?
Malavasi
- Há pela OAB uma rigidez nos concursos. A Ordem, e eu acho salutar isso, tem que exigir nas duas provas, tanto primeira, quanto na segunda fase, o mínimo para que as pessoas possam representar o cidadão junto a Justiça. É o mínimo que a ordem exige, é um resquício de conhecimento do bacharel em direito. Se o bacharel em direito não consegue passar não é porque as faculdades estão fracas. Na verdade eu atribuo a responsabilidade da reprovação aos próprios alunos. Os alunos que têm que estudar um pouco mais para ter uma base, pelo menos pequena, para ser advogado. Porque ser advogado tem muita responsabilidade. O advogado criminalista não só busca a liberdade, mas busca a família. Imagina um pai de família preso, a fonte de renda é desse pai de família, então a responsabilidade do advogado criminalista é muito grande. Não é só o cliente, a pessoa física do cliente, a família toda fica presa. O advogado civilista mexe com os bens da pessoa, o trabalhista a mesma coisa, razão pela qual toda área do Direito o advogado se responsabiliza e muito. Então advogar exige muita responsabilidade, por isso ele tem que conhecer um pouquinho e é o minimo que a OAB exige. Eu reputo, tem que cobrar mesmo, eu acho que o exame tem que ser rígido, da mesma forma que é na magistratura, no Ministério Público e na Procuradoria.
JV - Como o senhor analisa o atual mercado de trabalho para os advogados?
Malavasi
- Eu falo para os meus alunos, não tenham medo, porque para um bom advogado sempre terá cliente, isso para quem quiser ser advogado. É óbvio que todo começo é difícil porque quando um pai de família tem um filho preso, ele vai contratar um advogado já experiente se ele tiver condições de fazê-lo. Mas também o advogado inexperiente estudioso ele também terá sua oportunidade, terá seus clientes, e vai ganhar espaço na sociedade, dentro do exercício da sua profissão. O mercado é promissor para todas as áreas, desde que o profissional seja bom, e o bom profissional é aquele que estuda.
JV - Com tanto trabalho, como administra seu tempo? O que gosta de fazer para descansar?
Malavasi
- O tempo é só para o trabalho. Nós temos o final de semana mas muitos finais de semana eu passei aqui trabalhando e a família tem que entender. (Tem um filho de sete anos). Eu gosto de esporte, eu surfo. Esse meu contato com o mar, quando eu surfo, é a minha válvula de escape.

Obs:
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  1. 14 Comentários para “Eugênio Malavasi”

  2. Esse é o cara. Fui aluno dele e sei que é ótimo profissional.
    Me espelho nele e tenho certeza que alcançarei meus objetivos, pelos insentivos que ele me deu quando aluno nunca esqueçerei.

    Por Marcello Marques em nov 9, 2007

  3. ESSE É O CARA…

    Por Paulo Saddi em fev 12, 2008

  4. Meus parabéns Dr. Eugênio!

    Agora, com relação ao nosso amigo Marcello “incentivo” com “s” é demais! É melhor estudar um poquinho mais amigo!

    Abraços

    Por Wladimir Rocha em fev 29, 2008

  5. Dr. Malavasi.

    Depois da experiência que a vida me deu e colocou o Sr. nas nossa vidas, hoje curso direito e me espelho no grande profissional que o Sr. é. Quero agradecer por tudo o que fez nas nossas vidas. E o Sr. ainda vai ouvir falar de mim!!
    QUE DEUS TE PROTEJA E TE CONSERVE ESSA PESSOA MARAVILHOSA E ESSE PROFISSIONAL BRILHANTE!!!

    Vanesca de Fatima

    Por Vanesca de Fatima em abr 14, 2008

  6. Parabens pela qualidade do site! Muito bom mesmo. Adorei a entrevista. Continuem assim!

    Por advogado trabalhista em abr 27, 2008

  7. Eu não entendi uma coisa nesse Blog. No segundo § do texto acima, o qual trata do perfil do Dr. Malavasi, especificamente na 11ª linha. Por que contém na frase ” o gosto pela MAGISTRATURA”? Que eu saiba o Dr. Malavasi é advogado. A palavra Magistratura significa: “dignidade, cargo, funções e duração das funções de magistrado;classe dos magistrados”. Ademais, a palavra Magistrado siginifica: “funcionário público revestido de autoridade judicial ou administrativa;juiz;agente do Ministério Público.

    Ora, Advogado não é funcionário público. Se o sentido de o autor do texto era de dar ao Dr. Malavasi a qualidade de professor, então deveria referir-se a “MAGISTÉRIO”, e não Magistratura.

    Era esse pequeno adendo que cabia a mim manifestar.

    Obrigado!

    Por Felipe em fev 18, 2009

  8. PARABÉNS MALAVASI, FUI SEU ALUNO E SEUS ENSINAMENTOS FORAM FUNDAMENTAIS, SEM FALAR NO LEVANTAR DE MORAL QUE SEMPRE PROPORCIONA A QUEM ESTÁ ESTUDANDO…..RUI DIZIA!! excelente pessoa rsrsrs

    Por Elias em mar 26, 2010

  9. Dr.Eugênio, desde menino vc sempre foi uma pessoa do bem. Tenho imenso prazer em acompanhar o crescimento do amigo. Parabéns e MUITO MUITO mais sucesso para você e para sua familia. Abraços.Yuri Andrade

    Por YURI ANDRADE em ago 11, 2010

  10. Venho agradecer pelo escelente trabalho que o Sr. realizou no dia de ontem 17.08.2010 no Fórum de São Paulo.Parabéns,foi simplesmente fantástico ver sua atuação.E como nao podeia ser diferente os irmãos Quirino foram absolvidos por 4 a 0.Que Deus continue abençoando sua vida e de sua família.Um grande abraço adriana (esposa do Eduardo Alves).

    Por Adriana Damin em ago 18, 2010

  11. Um òtimo advogado.. assisti um Juri feito em Mirandópolis …incrivelmente espetacular…. sem dúvidas houve o absolvimento!

    Por Ana Laura em out 5, 2010

  12. BOm dia …
    Sou estudante do 9° periodo de Direito no Tocantins, e sou Testemunha de Jeova,tive a oportunidade de ver a reportagem em que o Senhor é advogado dos pais da menina juliana ( transfusão de sangue) gostaria muito de ter contato com o senhor e poder acompanhar o desenrrolar deste processo. desde já agradeço e aguardo resposta.

    Por janille Bezerra em nov 18, 2010

  13. É um excelente advogado, sem dúvida. Campeão de libertar bandidos e/ou deixá-los presos por pouco tempo. Meus sinceros agradecimentos pela contribuição na sociedade.

    Por Ricardo em out 6, 2011

  14. Excelente profissional, competência é sua maior virtude. Atuo magistralmente ontem. Parabéns Dr., embora meu irmão não tenha sido absolvido, seu trabalho vfoi brilhante!!

    Marta

    Por Marta em nov 30, 2011

  15. Sr Malavasi apesar de meu irmão não ser absolvido continuamos acreditando na sua competência pois sabemos que nem tudo esta perdido espero que o Sr não nos abandone nessa jornada, meu irmão é do juri 24/11/2011 acreditamos no Sr você é muito profissional; E que o Sr tenha um otimo final de ano .

    Por cristiano vitor de souza em dez 18, 2011

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