Estádio digno
O que deveria ser uma festa acabou se tornando uma das maiores tragédias do futebol brasileiro. O retorno do Bahia à segunda divisão do Campeonato Brasileiro após o empate por 0 a 0 contra o Vila Nova foi interrompido pela queda de uma parte da arquibancada do anel superior da Fonte Nova, que abriu um vão de 17 metros. O saldo do acidente foi: sete pessoas mortas e outras 85 feridas, de acordo com dados da Polícia Militar.
Dentro do estádio haviam 60 mil pessoas. Um público bom e normal em uma grande partida, mas não quando se trata de um estádio apontado como o pior do País, de acordo com um relatório divulgado pelo Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva). Neste relatório consta que a Fonte Nova está em “estado lastimável” devido à falta de manutenção e não oferece conforto nem segurança para o público.
A hipótese maior para a tragédia é que o desabamento tenha ocorrido por desgaste do material, lembrando que o anel superior foi construído em 1971. Mesmo sabendo disso, nada foi feito, nenhuma precaução foi tomada para que o fato não viesse a ocorrer. É importante ressaltar que 80% dos principais estádios brasileiros, que irão sediar a Copa de 2014, precisam de reformas estruturais.
O governador baiano Jacques Wagner (PT) fala em implodir a Fonte Nova e proporcionar aos torcedores baianos um estádio digno, que seria uma nova arena, capaz de receber jogos da Copa do Mundo de 2014. É necessário esquecer a Copa do Mundo, que acontece daqui há 7 anos e pensar em soluções imediatas e dignas para todos os torcedores apaixonados que vão ao estádio. As 60 mil pessoas que estavam na Fonte Nova e todas as outras milhões que lotam o Morumbi, o Maracanã, o Mineirão precisam de condições razoáveis para assistir a uma partida. As pessoas querem segurança já, não apenas em 2014.
