Crescimento das vendas no período de Natal deve chegar a 20%

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Em 1953, a mãe da comerciante Maria Vitorino inaugurou a loja de roupas A Insinuante na Rua Frei Gaspar, no Centro de São Vicente. Hoje, após 54 anos, a loja continua funcionando no mesmo local, mantendo a clientela fiel do começo, além de conquistar as novas gerações.Quase vizinho, encontra-se o Shopping Brisamar que, em pouco mais de um ano de existência, já é uma boa opção para quem faz compras na Cidade. Esse dinamismo é responsável pelo crescimento do comércio vicentino, que deve crescer cerca de 20% neste Natal, segundo estimativa da Associação Comercial, Industrial e Agrícola (Aciasv) e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
Conforme dados da Secretaria Municipal de Relações Governamentais e Fomento à Pesca (Seremp), entre 2004 e 2007, o número de empresas que surgiram em São Vicente aumentou de 4.432 para 6.023. Mas, independentemente da variação na quantidade de estabelecimentos, o grande volume de vendas é o que está alavancando o comércio na Cidade. O presidente da CDL, Ricardo Duran, garante que as vendas do Natal devem gerar crescimento de até 20%, ou seja, o dobro da média das outras cidades da região, que é de 10%. “O Brisamar é o complemento que faltava para as vendas aumentarem já que quem vai para o shopping passa por outras lojas do Centro. Esse tipo de cliente representa uma sensível melhora no caixa do pequeno comerciante.”
O presidente da Aciasv, Eugênio Francisco Marques Cação, comenta que as vendas dos estabelecimentos comerciais de São Vicente cresceram mais 7% em comparação ao ano passado e a expectativa é que, neste Natal, este índice seja o dobro. Ele ainda destaca a potencialidade do comércio vicentino, dando exemplo de alguns fatores que refletem em bons resultados o ano inteiro. “Nos últimos anos, muitas empresas de São Paulo começaram a investir em São Vicente, contribuindo para o surgimento de muitas lojas de calçados, por exemplo. Uma característica importante de São Vicente é que aqui não existem espaços vazios. Quando fecha uma loja, logo surge outra no lugar.”
Algumas lojas da Rua Frei Gaspar viraram tradição familiar. Segundo a comerciante Maria Vitorino, “é uma atividade que exige dedicação, e é ainda melhor quando você pega gosto.” O também comerciante Rubens Horcel Júnior trabalhou mais de 20 anos na loja de calçados do pai, retomando o negócio em 2006, quando surgiu a ‘Nova São José’. Apesar de ter passado por transformações, preservou-se a relação de fidelidade. “Fico até emocionado quando um cliente vem aqui e reencontra todo o pessoal que começou na loja. E nós retribuímos esta confiança com um atendimento de qualidade. Aqui, o cliente sabe o que vai encontrar e a vontade dele é o mais importante.”
A gerente da Dínar Calçados, Eliane Habib Rodrigues, conta que mesmo com o Shopping o movimento continua forte no estabelecimento e em toda Cidade, ressaltando também a existência de uma clientela fixa, adquirada nos 40 anos de loja. “A expectativa para esse Natal é que aumente ainda mais. Muitas pessoas deixam comprar na última hora, então a tendência é que o movimento fique intenso a partir de agora”.
O Shopping Brisamar foi o primeiro emprego em comércio da vendedora Claudiene Soares. Para ela, o potencial da Cidade aumenta a responsabilidade dos lojistas. “Nos empenhamos para desenvolver a mesma relação de confiança que os clientes têm com as outras lojas do comércio.” Já Tatiane do Nascimento da Silva, também vendedora do Brisamar, acha natural que o movimento aumente no Natal. “Se houver ainda mais divulgação, a tendência é manter esta média o ano inteiro.”

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