Nossa Cidade
- dezembro 20, 2007
Primeiro Bom Prato de São Vicente completa um ano de funcionamento nesta sexta

Amanhã, um equipamento que mudou a vida de milhares de pessoas completa seu primeiro aniversário. O Bom Prato, fruto de uma parceria do Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Relações Governamentais e da Vila Ponte Nova Instituição Promocional (VIP), oferece a R$ 1,00 1.200 refeições/dia, o que equivale a 26.400 pratos servidos por mês, 316.800 em um ano.Às 10 horas haverá uma missa, celebrada pelo frei Guilherme Sônego. Logo após, a irmã Dolores, responsável pela VIP, fará pronunciamento. Na seqüência, uma refeição especial será servida, com lagarto cozido ao molho escuro, purê de mandioquinha, batata, acelga, ervilha, cenoura, suco de cereja e um minipanetone. Fotos dos funcionários e clientes habituais e recortes de notícias sobre o local ficarão expostos no salão.
Os números do Bom Prato impressionam. Em um ano foram servidas 316,8 mil refeições, tendo como base 22 dias úteis por mês (o equipamento funciona de segunda a sexta). A produção incluiu 26,4 mil kg de arroz; 14,3 mil kg de feijão; 475,2 mil kg de carne bovina; 132 mil kg de verdura; 330 mil frutas e 660 mil litros de suco.
Em São Vicente, são dois restaurantes do gênero. O que completa um ano fica na Rua Ypiranga, 479 - Centro. O outro, inaugurado em julho no Quarentenário, está na Rua Camacã e oferece 800 refeições/dia. O serviço de cada Bom Prato é monitorado por especialistas e seguem um padrão nutricional: 1.600 calorias/dia. Cada unidade gera de 15 a 20 empregos diretos.
Para o secretário de Relações Governamentais, Renato Caruso, o modelo de gerenciamento do restaurante foi o diferencial. “O Bom Prato de São Vicente ganhou respeito dentro do Estado por ter modelo de auto-gestão, em parceria com a VIP, que administra o local”, enaltecendo a importância para as pessoas de baixa renda.
Mas não é só para os clientes que o Bom Prato trouxe mudanças significativas. Os funcionários da equipe também têm suas vidas transformadas. Renato Nicolau Sério, 68 anos, é voluntário. “Sou aposentado e queria fazer algo útil. Tem muita gente que gosta de ficar parado, mas eu não, eu gosto é de atividade”.
A nutricionista Michelle Maria Rodrigues destaca a importância social do projeto. “Beneficia muito a população da cidade, com comida de qualidade a preço acessível”. Mario Augusto Gomes Júnior, cozinheiro do Bom Prato há dois anos concorda com Michelle. “Poder contribuir com as pessoas é uma maravilha. Eu amo o que eu faço”.
Todos os dias, Guilmar Polvani, de 63 anos, mantém a mesma rotina. Acorda cedo, faz os serviços de casa e, às 10h30, chega à fila do Bom Prato. Ela é uma das centenas de pessoas que tiveram seu cotidiano transformado após a implementação do serviço. “Aqui as refeições são saudáveis e balanceadas”, diz ela, que ainda conta como sua saúde melhorou com as refeições do Bom Prato. “Meu colesterol baixou bastante e emagreci”.
Assim como Guilmar, a pensionista Marisa Marques sentiu a diferença que as refeições trouxeram para a sua saúde. “Fiz amigos na fila. A gente brinca e se diverte, minha saúde deu uma guinada e o meu colesterol diminuiu”. A pensionista freqüenta o local desde a inauguração. “Sempre que posso venho aqui. Os funcionários são uns amores e a comida uma delícia”. Priscila Cibele Freitas, 24 anos, vai ao restaurante diariamente pelo preço e qualidade. “Trabalho no Centro e gasto R$ 5,00 por semana aqui. Se fosse para comprar uma marmita gastaria esse valor por dia. A economia é grande e faz a diferença no final do mês”. Mario Maia Menezes, 59 anos, é aposentado e mora sozinho. “É uma grande economia.” Maria das Graças, 46 anos, foi pela primeira vez no local. Acompanhada pelos dois filhos, aprovou o restaurante. “Está tudo ótimo e estou economizando bastante”.





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