Relatório da OIT

Uma importante estatística mostrando a realidade e a atual situação do País foi divulgado em um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Lima, no Peru. Nele foi destacado que 48% da População Economicamente Ativa (PEA) do Brasil é composta por afrodescendentes.

Trata-se do maior percentual entre os países da América Latina e do Caribe.
O Brasil também abriga o maior número de afrodescendentes no mundo fora da África - são aproximadamente 92,7 milhões de pessoas negras, pardas e mestiças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, o que causa preocupação é que o documento ressalta que essas pessoas ocupam predominantemente trabalhos pouco qualificados, assim como os indígenas.
A OIT mostra que na maioria dos países estudados, tanto os afrodescendentes quando a população indígena estão menos protegidos em saúde e benefícios que o restante da população. O que revela que, se as políticas de proteção social dão cobertura a quase toda população, as diferenças por grupos étnicos são pequenas, mas se a cobertura é baixa, as diferenças se ampliam e ficam evidentes, como são, refletindo principalmente na população indígena e afrodescendente.
O Brasil, segundo a OIT, tem percentuais de proteção que alcançam em torno de 49% dos ocupados. 47,9% da PEA afrodescendente e 44,6% da PEA indígena do Brasil possuem, no máximo, seis anos de escolaridade. Esses dados precisam ser analisados com cuidado pelo governo, que mesmo tendo criado em 2003 a Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial da Presidência da República, parece ainda tem muito trabalho para poder melhores condições de vida para todos, independentemente de cor ou classe social.

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