Editorial
- fevereiro 6, 2008
A realidade cubana
Seria cômico se não fosse trágico. Essa é a realidade vivida em Cuba. Uma verdade que parece impensável atualmente em um país democrático como o que vivemos, mas que assola a vida de nossos vizinhos.
A ditadura moderna na ilha de Fidel Castro foi mostrada em uma matéria na última edição da revista Veja. Nela, a maneira que são realizadas as eleições no País de tal forma a tentar dar legitimidade à tirania.
As eleições de mentirinha são realizadas desde 1993, sem nenhuma liberdade de escolha. Só há um partido, o Comunista. São 614 candidatos disputando 614 vagas. Todos eles foram aprovados pelo governo ou pelo partido, resumindo, ou vota em um deles ou abtem-se do voto. As cédulas são numeradas, teoricamente para identificar o autor de um voto de protesto. Não se sabe se isso realmente acontece, mas a intenção é fazer com que a população acredite. O local do voto é no quarteirão em que a pessoa mora, para poder ser fiscalizado por um espião que geralmente o conhece pessoalmente.
Quem demora para ir votar é procurado na sua casa pelos agentes do regime, lembrando que quem abstém-se é punido com a demissão do emprego. E para finalizar os eleitos que formam a Assembléia Nacional se reúnem uma ou duas vezes no ano, durante dois dias. Eles sempre aprovam por unanimidade, com a mão erguida, as propostas do governo.
Essa farsa mostra o motivo de tantos cubanos fugirem da ilha. Ninguém pode afirmar se isso mudará ou não depois que o ditador Fidel Castro morrer. Mas fica a esperança e a torcida para que em um futuro próximo Cuba possa ter as eleições democráticas que todo País precisa ter, garantindo assim a liberdade de todo seu povo que sofre há anos com esse regime.





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