Fala Povo
- fevereiro 6, 2008
Você concorda com a distribuição de camisinhas e pílulas do dia seguinte no Carnaval?
O assunto está provocando polêmica no estado de Pernambuco. Governo e Igreja tem opiniões contrárias sobre o assunto. Veja o que as pessoas responderam para o Jornal Vicentino sobre a distribuição de preservativos e pílulas no Carnaval.
O assunto está causando polêmica em Recife e Olinda. O arcebispo dom José Cardoso Sobrinho, anunciou que a Igreja vai entrar com uma ação para tentar evitar que as prefeituras distribuam a pílula do dia seguinte na cidade durante o Carnaval deste ano. A ação tem como base a proibição do aborto no Brasil. “Nenhum ser humano tem o direito de suprimir a vida de um inocente. É pecado grave”, disse o arcebispo, para quem o medicamento tem efeitos abortivos.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a Igreja Católica está mais uma vez equivocada em relação às ações do governo federal sobre métodos contraceptivos. Temporão criticou a decisão da Arquidiocese de entrar na Justiça para impedir a distribuição no Carnaval da pílula do dia seguinte.
“A prefeitura está correta e a Igreja está equivocada, mais uma vez. A prefeitura está fazendo uma coisa que está dentro do protocolo do Ministério da Saúde. A pílula do dia seguinte é usada apenas sob prescrição médica, por orientação médica. Aí é uma questão de saúde pública e não religiosa”, disse Temporão.
Para o ministro, essa atitude da Igreja Católica é “lamentável”, pois cada vez mais afasta os jovens das paróquias. De acordo com a prefeitura de Olinda, a pílula do dia seguinte ficará disponível em dois postos de saúde da cidade, mas só será prescrita pelos médicos de plantão em casos de estupro.
A pílula será entregue em um kit que conterá ainda um preservativo masculino, um feminino e um folheto explicativo, com informações de que o medicamento não evita doenças sexualmente transmissíveis.
Durante a época de Carnaval o governo tem intensificado as distribuições de preservativos, para combater as doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) e agora, as pílulas do dia seguinte, para evitar a gravidez indesejada. A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas perguntar à população se elas concordam com a política de saúde do Governo. Veja as respostas:
Edileusa dos Santos, moradora do bairro Jardim da Glória, em Praia Grande, aprova a atitude do Governo. “Acho muito importante, principalmente para prevenir doenças, nessa época em que aumenta muito a imprudência das pessoas”, comenta.
“Acho muito interessante”, opina Erica Ribeiro da Silva, moradora do Humaitá. “Tanto a camisinha quanto a pílula do dia seguinte ajudam as pessoas a se prevenirem. No carnaval é imprescindível que aumentem as campanhas”, diz.
Para Edivânia Vasconcelos, moradora do bairro Maracanã Mirim, em Praia Grande, a distribuição é muito importante. “Muitas pessoas ainda são mal informadas sobre como prevenir doenças e gravidez indesejada”, alerta. “Muitas meninas ainda não sabem se cuidar, ainda mais nessa época onde todos ficam muito mais expostos”.
Na opinião de Ronan Fernandes Macedo, morador do Centro, a ação é um incentivo a prevenção de doenças. “Principalmente essa mulecada que não tem muita consciência, vai evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada”, opina. “Concordo com o trabalho da prefeitura e do Estado”, completa.
“É importante para podermos ter a idéia da importância de se usar a camisinha”, diz David de Oliveira Pelegrino, morador do Centro. “Previne tanto as doenças quando a gravidez indesejada”, concorda.
Thais Constantino, moradora do bairro do Parque Bitaru, acha que apesar de ser muito falado sobre camisinha, a maioria das pessoas não está nem aí. “É muito importante, a pílula do dia seguinte nem tanto como a camisinha, mas são de grande valia”, fala.
Já Jaques Douglas da Cruz, morador da Vila Margarida, acha esse tipo de atitude prejudicial. “Acaba incentivando as pessoas a prática sexual”. Para ele, a distribuição não resolve o problema. “Os pais deveriam educar corretamente seus filhos para que eles descobrissem o tempo certo”, comenta.
De acordo com Jaciara Fernandes, moradora da Vila Balneária, em Praia Grande, trata-se de uma ótima campanha. “É legal. Incentiva a usar, já que carnaval é festa, todo mundo quer curtir e muitas vezes acaba esquecendo de se proteger. Acho muito válido”, diz.
O morador da Vila Tupi, em Praia Grande, Fernando Santos Pereira, acha todo tipo de proteção válido. “É mais um método para se evitar doenças. Só acho um pouco de exagero com relação a pílula do dia seguinte, que não evita doença”.
Quem concorda é Ronaldo Maurício de Souza, moradora da Vila Margarida., “É bom porque assim as pessoas podem se prevenir mais contra diversos tipos de doença. Eu concordo com plena convicção”.
“Tanto a distribuição de camisinha como de pílulas acho correto”, diz Danilo Ribeiro dos Santos, morador do bairro do Boqueirão, em Santos. “É preciso fazer sempre mais vezes esse tipo de campanha no carnaval. Ajuda a evitar doenças e gravidez, com relação as pessoas que se descuidam e fazem sem pensar. Na urgência e de forma gratuita é bom”.
“Sou contra”, afirma Eliana Rocha do Nascimento, moradora da Vila Sônia, em Praia Grande. “Você incentiva mais, e acho que tudo tem que ser feito com consciência, sem campanhas que estimulem. É necessário mais educação”, completa.





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