Emoção marca o Jubileu de Ouro da EMEF Raquel de Castro

Emoção. A palavra define o momento vivido por alunos, ex-alunos, funcionários e diretores da E.M.E.F Raquel de Castro de Oliveira.
Uma solenidade, realizada nesta sexta-feira (28), marcou a comemoração dos 50 anos de uma das escolas mais tradicionais da Cidade. Na cerimônia estavam presentes o prefeito de São Vicente e ex-aluno mais ilustre, Tércio Garcia, o vice-prefeito Paulo de Souza, a secretária de Educação Tânia Simões, a secretária-adjunta Vera Tereza de Oliveira, além da diretora Sandra Martins da Silva.
Foram momentos de grandes recordações. Diversos professores fizeram uso da palavra e alunos receberam medalhas por poesias, desenhos e músicas referentes ao Jubileu de Ouro da escola. Tércio Garcia, que estudou na EMEF Raquel de Castro, de 1970 à 1978 se disse muito feliz. “Um lugar onde eu me sinto em casa é dentro dessa escola”.
Tércio enfatizou a importância da escola para a sua formação. “Tive uma grande parte da minha vida aqui. E foi no período da criação de tudo somos efetivamente. Essa época que vivi aqui é responsável por tudo que sou”.
O prefeito lembrou que naquela época a educação de São Vicente era basicamente em três escolas: Duque de Caxias, Matteo Bei e Raquel de Castro. “Volto aqui e me lembro de tudo que aprendi. Como prefeito tenho o sonho de transformar aqui em uma grande escola, com a construção de um prédio. Maior no sentido físico porque muitas pessoas que dirigem a Cidade, em todos os setores passaram por aqui”. “É a maior escola do Município no meu coração”, completou.
Na oportunidade, também foram homenageadas as professores de Tércio, Ana dos Santos Santiago e Maria Irene Rodrigues. Elas receberam flores das mãos do prefeito.
A diretora Sandra Martins também homenageou outras pessoas ilustres que passaram pela escola como o diretor, cenógrafo e figurinista internacional, Charles Müller, duas vezes diretor da Encenação da Vila de São Vicente, o tenente-coronel João Carlos de Sá, o ex-professor e poeta Oswaldo Névola, que hoje dá o nome da Academia de Artes de São Vicente, e Fátima Ferreira, que foi aluna da escola e hoje é professora e assistente de direção da Emef Raquel de Castro. Ela também agradeceu ao apoio à escola do vereador Roberto Rocha, que, em declaração ao Jornal Vicentino, confessou o amor e o carinho especial que sente pela escola. Roberto diz que acompanha o trabalho desenvolvido na Emef desde a direção do saudoso professor Oswaldo Névola, que dirigiu diversos anos a unidade, e continua agora juntamente com a diretora Sandra.
A diretora falou também sobre o peso de dirigir uma escola tão tradicional. “Eu sempre senti isso. Nasci em santos mas sou calunga de coração. No início meu pai falava que era muito longe, se eu não queria ficar por lá, mas eu falava comecei agora vou até o fim e não me arrependo nem um momento. Agradeço a oportunidade de poder dirigir uma escola que hoje é tão querida por mim”.
A secretária de Educação, Tânia Simões, parabenizou a direção, os professores e pessoas que passaram pela escola. “Hoje comemoramos esse passado que constrói o nosso futuro”. Ela agradeceu o trabalho do corpo docente, que, segundo ela, alicerçaram todo o trabalho. “Na Emef Raquel de Castro, além do amor que é passado para os alunos, traz também um ambiente muito casa, muito nosso lar. Quando a criança entra aqui ela entra em um lugar que continua na casa dela”. Ela propôs a criação de um livro simples com depoimentos contando a história da EMEF Raquel Castro.
Ainda na solenidade foram feitas apresentações artísticas de alunos e foi passado slides com fotos antigas e recentes da EMEF Raquel de Castro, seguido de um coquetel.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental “Raquel de Castro Ferreira” foi fundada em 20/03/1958 e é considerada um dos mais tradicionais e bem conceituados Estabelecimentos de Ensino de São Vicente. Anteriormente sediada nas proximidades do Rio D´Avó, no Guamium, a escola passou a funcionar em sala então cedida pela Colônia de Pescadores Z-4, André Rebouças.
A partir de 1976 recebeu a denominação de Escola de 1º Grau, atendendo alunos até a 8ª série, a partir da pré-escola. A denominação da escola deve-se à homenagem prestada pelo então Prefeito Municipal Luiz Beneditino Ferreira à sua genitora, Profª Raquel de Castro Ferreira, professora que tinha uma Escolinha rural.
Durante o surto de gripe espanhola, não se limitava a dar aulas. Orientava os alunos e seus pais e muitas vezes tratava de doentes. Atualmente a escola mantém o ensino fundamental de 1ª a 4ª série e educação de jovens e adultos (1ª a 4ª séries).
