Editorial
- maio 19, 2008
Desigualdade
Um país de poucos. Esse é o Brasil. A desigualdade econômica e social que todos já conhecem muito bem é demonstrada em uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O levantamento mostra que os 10% mais ricos concentram 75,4% das riquezas do País. Tais dados mostram a evidente e urgente necessidade da reforma tributária no Brasil.
Além disso, a disparidade também diz respeito a localidade. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador de 67% e no Rio de Janeiro de quase 63%. Ou seja, mesmo com todo o desenvolvimento econômico que o País atravessa, a riqueza permanece péssimamente distribuída entre os brasileiros.
Também de acordo com a pesquisa do Ipea, é revelado a diferença entre a carga tributária entre ricos e pobres. A população mais carente chega a pagar 44,5% mais impostos que a classe mais privilegiada, o que só reforça o quanto é imprenscindível uma reforma tributária. Economistas acreditam que a única possibilidade de reduzir a desigualdade, é fazendo com que os ricos tenham uma tributação exclusiva e as cobranças de impostos sejam feitas de acordo com a classe social.
O que é certo é que a concentração de riquezas no País é um absurdo. É difícil falar em reformas quando os responsáveis pela mudança podem serem desfavorecidos com uma reforma justa. Por isso é imprenscíndivel saber o que o seu representante faz em Brasília, por quem ele luta, se são por esses 10% ou se é por toda uma população que sofre para pode se sustentar e manter condições de dar o mínimo de dignidade para suas famílias.





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