Roberto Mohamed

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Simpático, o advogado Roberto Mohamed Amin Junior recebeu a equipe do Jornal Vicentino em um dos seus quatro escritórios de advocacia, em Santos. Formado pela Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Direito Empresarial e mestrando em Direito, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Roberto falou um pouco sobre sua vida, carreira e conquistas. Leia a entrevista a seguir.

Ele é um dos mais conceituados advogados da Baixada Santista e também um colecionador de miniaturas. Predestinado, Mohamed tem uma extensa bagagem profissional, já participou de congressos e seminário no Brasil, Argentina e Holanda e é membro da Academia Brasileira de Direito Tributário.
A comunicação também é uma de suas paixões. Atualmente ele assina a coluna semanal “Política e Conversa” do Jornal Monitor Mercantil do Rio de Janeiro e é comentarista político do telejornal Opinião da TV Record Litoral. Considerado muitas vezes polêmico, o advogado tem opiniões fortes e costuma expor de forma clara e direta seus pensamentos. Durante entrevista ao JV, Mohamed contou sua trajetória, revelou momentos difíceis e ressaltou alguns episódios de sua vida. Confira na íntegra a matéria.
Jornal Vicentino - O senhor nasceu em Santos. Onde ?
Roberto Mohamed
- Nasci na Casa de Saúde. Morei na Encruzilhada muitos anos. Eu nasci e morei até os 14 anos na Avenida Conselheiro Nébias. Dos 17 até casar morei no Embaré. Tenho dois irmãos. Sou um santista apaixonado pela Cidade. Torço por Santos, tenho escritórios em São Paulo, no Rio e em Brasília e nunca pensei em sair daqui. A minha vida é muito mais intensa em São Paulo, mas sair de Santos nunca.
JV - O senhor tem descendência libanesa. Teve alguma influência em sua infância ? Como era esse tempo ?
Roberto
- Não. Por parte de mãe, meus bisavós eram portugueses e de pai meu avô era libanês e minha avó filha de sírios. Eu não cheguei a ter nenhuma influência, não fomos criados dentro de preceitos religiosos ou coisa do tipo. Fui criado em uma época em que se podia brincar na rua. Joguei taco, futebol na rua, quebrei todos os ossos possíveis. Tive uma infância bem vivida. Tenho ótimas lembranças do colégio. Ao mesmo tempo que eu era um bom aluno eu não gostava de sentar na frente, nem de andar com os “CDFs”. Como eu compensava nas provas, minhas notas de comportamento eram péssimas. Mas fui presidente do Centro Cívico, no Colégio Santista.
JV - Onde o senhor estudou desde sua infância ?
Roberto
- Fiz o pré-primário no Sesc, quando ainda tinha, o primário no Docas e depois fui para o Colégio Santista. Primeiro eu fiz Jornalismo, mas abandonei no segundo ano de faculdade.
JV - Por que desistiu do jornalismo ?
Roberto
- Desisti em 1985 e em 1989 fui fazer Direito. Uma série de coisas na minha vida aconteceram na época e eu me desencantei um pouco. Da minha turma tenho contato com eles até hoje. Na TV Mar encontro colegas de turma como Carlos Lopes, a Rosana Cerqueira, que hoje está na GloboNews, a Rosana Major que está na Prefeitura, éramos da mesma classe de jornalismo.
JV - A que o senhor se dedicou no intervalo entre uma faculdade e outra ?
Roberto
- Não estudava nesse período. Trabalhei primeiro na Embratel, depois fui trabalhar no Banespa como concursado e 1977 no Fórum. Fiquei no fórum até 1989 e passei em um concurso da Justiça Federal onde fiquei até 1995. Depois comecei a advogar.
JV - O trabalho no Fórum foi o responsável pela escolha profissional ?
Roberto
- Sim, foi a influência disso e também da minha ex-esposa. Eu casei e eu estava no segundo ano da faculdade, ela foi minha grande incentivadora. Me formei na Unisantos.
JV - E como foi sua trajetória depois de formado ?
Roberto
- Eu sai da Justiça Federal e fui advogar para sindicatos. O primeiro foi o Sindaport. Essa era uma área que eu conhecia. O mercado era aparentemente saturado, apesar de eu discordar dessa afirmação porque sempre tem lugar para quem é bom, mas aquele foi um momento delicado da minha vida. Isso porque no início da advocacia decidi jogar tudo para o alto: cargo público, casamento, tudo, e comecei do zero. Tive muita sorte, mas também tive condições de manter as portas abertas. Em 1995 tive um momento em que não tinha dinheiro nem para pegar ônibus. Prometi então para mim mesmo que isso não aconteceria mais. Aí acho que minha estrela brilhou, comecei em um escritório pequeno na Marcílio Dias.
JV - Em qual momento o senhor sentiu que sua vida iria mudar ? A que atribui isso ?
Roberto
- Foi quando eu decidi que precisava acreditar em mim, sem ficar acomodado esperando as coisas caírem do céu. Na hora que eu decidi não ficar na calçada chorando, as coisas começaram a acontecer. Daí montei meu primeiro escritório na Marcílio Dias. Era uma sala muito pequena. Trabalhava sozinho no começo.
JV - E como foi esse início ?
Roberto
- Foi difícil porque eu tinha que fazer de tudo. Éramos eu e uma estagiária. Com mais ou menos seis meses de escritório aberto entrou outra estagiária que depois virou minha sócia, aliás é até hoje. O escritório tem 11 anos e meio e ela está comigo há 11. Depois entrou mais uma estagiária que também se tornou sócia. Assim que elas se formaram, nada mais justo, que agregá-las. Foi aí que nasceu o escritório como pessoa jurídica, isso foi em 1998.
JV - O senhor escolheu o Direito Tributário. Porque?
Roberto
- Primeiro porque eu conhecia bem essa área. Eu tinha duas opções na época: fazer o arroz e feijão, como todo mundo, ou ia para uma área que eu conhecia. Como já tinha trabalhado na federal como contador judicial, fui para o caminho mais óbvio. Na época tinham poucos advogados previdenciários, pouca concorrência. Hoje Santos tem muitos advogados nessa área. Escolhi também a área tributária pessoa física.
JV - Hoje são quatro escritórios no Brasil, em Santos, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Como é conciliar tudo ?
Roberto
- Eu não tenho medo de coisa nova. Tem muita gente querendo ir para São Paulo  e pensando que a cidade vai “te engolir”, quando eu cheguei lá (SP) da mesma forma como aqui, também tinha gente ruim e havia espaço para quem fosse bom. Hoje o escritório de São Paulo é maior que o de Santos. O de Brasília é mais operacional. Como eu atendo no Brasil inteiro e o réu normalmente é a união estatal ou estatal, aí eu distribuo em Brasília.
JV - O senhor chegou a cursar dois anos de Jornalismo. Apesar de não concluir o curso, o senhor sempre está em meio à comunicação. Ficou a vontade de se tornar jornalista ?
Roberto
- Eu sempre fiz algumas coisas. Na TV Santa Cecília sempre me convidavam para participar do Caderno do Porto. Um dia, por acaso, me convidaram para ir na TV Mar para falar sobre previdência privada. Sem eu saber havia um telespectador especial no dia. Era o Gastone Righi. Me chamaram depois na semana seguinte e fiquei sabendo que tinha sido porque o Gastoni estava naquele dia. Nunca mais sai, estou lá como comentarista há seis anos. Eu tive também um programa de rádio durante um ano na Hits FM, o Painel, que eu apresentava com o Douglas Gonçalves. Foi um programa que fez história, porque era tipo uma conversa de bar, onde falávamos sobre tudo. Eu adoro rádio. Hoje estou na CBN Litoral, das 9 às 11 da manhã. É um jornal de debates, com teor também político e lembra um pouco o Painel.
JV - O programa de rádio Painel foi uma realização para o senhor. Porque ?
Roberto
- O Painel era um programa totalmente informal, sem censura e sem linguagem definida. Começávamos falando de política, terminávamos falando de Beatles. Levamos pessoas importantes, como Geraldo Alckmin e todas as pessoas que eram formadoras de opinião na Região participaram do programa pelo menos uma vez. Lembro que uma vez eu estava no aeroporto em Congonhas e encontrei a ex-senadora Heloisa Helena. Já tínhamos entrevistado ela duas vezes pelo telefone. E a mágica do rádio é essa, porque você consegue entrevistar uma pessoa em qualquer lugar. E quando eu fui falar com ela e me apresentei ela disse: “Painel aquele programa de Santos ?”, me abraçou e conversou comigo. Isso foi muito legal, porque a gente primava até pela qualidade das perguntas que fazíamos para os entrevistados. Acho que nosso programa era inovador pelo formato aberto. Não seguíamos pauta, falávamos o que queríamos. Meu sonho é o Painel voltar. O problema é encontrar uma rádio onde a gente possa ter a mesma liberdade. Nesse ponto eu só tenho a agradecer a Hits FM, porque ficamos durante um ano sem censura nenhuma. Acabei saindo por fofocas, por um comentário que tomou uma proporção maior.
JV - O senhor é comentarista político. Nunca pensou em seguir carreira pública ?
Roberto
- Essa mosquinha não me mordeu. Eu faço política como comentarista. Ser político não. Eu prefiro jogar pedra.
JV - Como o senhor vê o cenário político atual na Região ?
Roberto
- Está sem graça, monótono. Acho que Cubatão é a única cidade que reserva surpresa nas próximas eleições, porque revelou a Márcia Rosa, que para mim é uma mulher equilibrada, inteligente, culta e que conhece a cidade.
JV - As miniaturas têm um lugar especial no seu escritório. O senhor é colecionador ?
Roberto
- Faço coleção sim. Tenho um lado um pouco infantil nesse ponto. Sou fascinado por aviões e por seriados de ficção científica. Não está completa ainda porque tenho muita coisa em São Paulo. Desde criança gosto disso. Sou colecionador de CDs também. Tenho cerca de 2.500 e DVDs 1.500. Tenho todo o tipo de seriado que se possa imaginar, até Ultramen. Tenho todos os seriados que passaram na Record e assisto de vez em quando. É natural que eu tenha essas miniaturas, que não são brinquedos, são coisas que me dão prazer de montar, além da paciência. Tenho tudo aqui eu monto alguns.

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  1. 5 Comentários para “Roberto Mohamed”

  2. senhor ROBERTO,estou recorrendo a sua juridisao para ajudar. nao quero de graça so quero q,tire minha filha a mesma encontra-se presa em londrina sem jugamento nao tenho riquezas mas,o que tenho poço lhe dar minha filha tem 4filhos pequenos sei q,o senhor deve pensar o q,tem aver,sei q,o senhor e o melhor de toda baixada eu moro em sao vicente a mais de vinte anos eu peço ajuda,socorro pela minha filha e uma mae desisperada vendo a minha casa onde morramos,se precisar,nao e uma mansao mas e uma casa.por favor nao me leve a mal com as minhas palavras meu socorro vem do ceu,e o meu senhor DEUS mostrou-me o senhor entao eu creio que vou ser ouvida.desde ja agradeço este espaço.

    Por maria em jul 14, 2009

  3. Separei-me em 1994 e na sentença homologátória constou que eu receberia a pensão do meu ex-conjuge por falecimento e vice-versa.A sentença homologatória , dando-me esse direito é anterior a Lei /97. O ex-conjuge faleceu em 31/12/2008.O IPESP aplica o indíce de redução e eu recebo menos de pensão apenas R$ 503,00 de um salário de R$3340,00, porque eles aplicam o índice de redução da Lei .É viável, do ponto de vista jurídico uma ação para eu receber integralmente?
    Maria Apparecida em 27/10/2009

    Por Maria Apparecida Pereira da |Cunha em out 27, 2009

  4. Se é um comentário sobre a entrevista , foi prazeroso conhecer mais da vida de um cidadão santista com uma atuação eficaz na educação da população.

    Por Maria Apparecida Pereira da |Cunha em out 27, 2009

  5. DR.

    Preciso saber se o procedimento que meu advogado usa nao esta enrolando, tenho problema com o santoander e devido a isso nunca consegui fazer um acordo pois tinha meu cartao na conta corrente e o mesmo retirava de um saldo que nao existia e quando percebi a divida esta impagavel em tono de 39 mil uma divida de 8 mil reais abri uma ação contra o banco pedindo a revisao dos juros mais o mesmo apresentou uma divida de 39 mil reias
    o advogado nao deveria rever todos os juros cobrados desde os imprestimos que correu juros sobre juros para que eu pague o justo nao tenho dinheiro como farei tenho 74 anos

    Por Lilli\n Rosemberg em nov 23, 2009

  6. Só me surgiu uma dúvida, o Dr. informa que em um momento da vida não tinha dinheiro nem para pagar o onibus, contudo, abriu um escritorio “sozinho”, contratando uma estagiaria e logo após outro.

    Assim, a duvida é a seguinte, como isso é possivel, não ter dinheiro pro onibus mas tem dinheiro pra abrir um escritorio, aluguel, equipamento e pagar salario da estagiaria?

    Por Daniel em set 22, 2010

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