Moeda única

Uma visão otimista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o faz enxergar a possível criação de uma moeda comum e de um banco central único no continente.

Para ele o caminho já está traçado após a implantação da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que reúne os 12 países da América do Sul. Trata-se de um processo lento e complicado mas que poderá trazer grandes benefícios para a região.
De fato, a Unisul será facilitadora para que haja negociação com outros blocos em conjunto, fazendo com que seja estabelecido uma confiança mútua entre os países sul-americanos e permitindo mais obras de integração. Entre elas podem-se citar mais ferrovias, rodovias, pontes, linhas de transmissão. Coisas não tão simples para se resolver, mas de fundamental importância que melhoram de forma prática a união entre os países.
Lula lembrou que no caso do “euro” nem todos os países da União Européia aderiram a moeda única, alguns não aceitaram a constituição e mesmo assim não foi falado em crise, na verdade, tratou-se de algo normal de uma convivência democrática na diversidade. Na verdade, ele já imagina de onde e de que governantes podem partir as maiores resistências para a consolidação do bloco sul-americano.
Mesmo assim, é importante o primeiro passo nesse processo, que irá beneficiar dezenas de empresas brasileiras que hoje investem em todos os países da América do Sul e também fortalecer países economicamente mais frágeis como Paraguai, Uruguai e Bolívia que precisam ser ajudados. E com isso todos caminham cada vez mais para a democracia e para o desenvolvimento em todos os aspectos.

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