Maioria dos pedestres confessa que NÃO RESPEITA o trânsito no Centro de São Vicente

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As cenas são comuns em todos os lugares, mas muito evidentes no Centro de São Vicente. Em toda parte, pedestres atravessam as ruas sem utilizar a faixa de pedestre ou esperar o sinal fechar para a passagem de veículos.

O resultado disso é um caos no trânsito. Pedestres, carros, motocicletas e bicicletas dividindo o mesmo espaço, aumentando cada vez mais o risco de acidentes, todos sempre contando com o bom senso, a prudência e a paciência alheia.
A equipe do Jornal Vicentino foi às ruas para saber a população respeitava o trânsito e a grande maioria confessou que desrespeita as leis de trânsito. Entre os principais motivos a pressa e a distração. Confira as respostas:
“De jeito nenhum”, diz Erenice Bras Ferreira, moradora da Cidade Náutica. Para ela, os que abusam mais são os idosos. “Eles são os que menos respeitam”. Ela no entanto diz que obedece as regras de trânsito. “Não é nem pelos outros, é por mim mesma”, completa.
Sidnei Nascimento da Silva, morador do Parque São Vicente, considera o trânsito um desrespeito total. “Todo mundo desrespeita, até eu de vez em quando”. Ele explica os motivos. “Acho que o principal problema é a pressa. É sempre complicado ficar esperando”.
Quem tem a mesma opinião é Nera Almeida da Silva, moradora do bairro do Itararé. Ela acredita que nenhum pedestre respeita as leis de trânsito, principalmente no Centro de São Vicente. “Falta conscientização”, diz. “Muita gente está na correria e acaba não percebendo que está desrespeitando o trânsito”.
Para Vanda Modesto Romão, moradora da Vila São Jorge, há muito despeito. “Vejo muitas pessoas atravessando a rua antes do sinal fechar para os veículos”. Ela mesmo diz que às vezes corre esse risco. “Quando a gente está com pressa e o carro está longe acabamos atravessando. Mas eu sei que não é o certo”, fala.
Outra que confessou que também falha no diz que respeito a conscientização no trânsito é Viviane Costa de Oliveira, moradora do Parque das Bandeiras. “As pessoas às vezes tão apressadas ou preocupadas com tanta coisa que nem perceber. Comigo são os mesmos motivos, mas não acho correto”, opina.
A moradora da Vila Margarida, Adriana Camargo Rangel, diz que há muita imprudência entre os pedestres e a maioria não respeita os trânsitos. “Eles não esperam o semáforo fechar, atravessam fora da faixa e depois querem jogar a culpa sempre nos motoristas”. Adriana diz que respeita e explica o principal motivo. “Tenho um filho pequeno e preciso ensinar o certo”.
Uma pessoa que sofre com o desrespeito é Severino Venceslau, morador do bairro da Vila Fátima. Andando de bicicleta, ele vê muitos abusos. “Os pedestres aparecem na frente, não esperam o semáforo fechar”, conta. Para ele, falta educação não apenas dos pedestres. “Os próprios ciclistas também não respeitam as normais de trânsito”.
Elaine de Souza Nascimento Ventura, moradora da Vila Emma, diz que também comete esses deslizes. “É a pressa do dia-a-dia que faz a gente atravessar a rua rápido”, diz. Ela acha que os pedestres são muitas vezes os culpados pelos acidentes. “A gente tenta colocar a culpa em quem está dentro do veículo, mas muitas vezes ambos têm culpa”, opina.
Quem também vê excesso de desrespeito é Marcos Aurélio, morador da Vila Voturuá. “O pessoal atravessa achando que o carro está longe e nem sempre é assim”. Ele também diz que aproveita esses momentos. “Mas se eu tiver acompanhado eu prefiro atravessar na faixa e esperar o tempo necessário para proteger quem está comigo”, afirma.
“Os pedestres são muito folgados”, afirma Rui Wanderley, morador do Catiapoã. “Todo mundo acha que a culpa é só do carro”. Para ele, a culpa é a pressa. “Eles passam com o sinal aberto para os veículos, fora da faixa de segurança”, cita. Ele afirma que respeita as leis. “A gente vai ganhando consciência com o decorrer do tempo porque hoje o trânsito mata mais do que qualquer doença”.
Ebede Monteiro Silva, morador do Parque Bitaru, diz que às vezes não respeita e que isso é muito comum entre os pedestres. “Muitos não olhando pros dois lados sempre com pressa”, afirma. Ele acha que é necessário mais conscientização e mudança nas regras. “Seria bom que o semáforo ficasse menos tempo aberto para os veículos”, pensa.
“Ninguém respeita nada aqui”, conta Alexandre Custódio Brandão, morador da Área Continental. “Durante o dia até tem fiscalização, mas de noite é um absurdo talvez por medo dos assaltos”. Para ele, todos querem mais praticidade e cortar caminho. “Ás vezes eu também faço mas sei que é errado”.

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