Na campanha

Em reunião com as cúpulas do chamado bloquinho —PSB, PDT e PC do B—, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pode participar das campanhas municipais em São Paulo se os partidos decidirem apoiar Marta Suplicy à Prefeitura. O presidente havia decidido anteriormente manter distância do palanque de Marta, mas depois afirmou que se os partidos tivessem o bom senso de se unir, não hesitaria em envolver-se diretamente na campanha paulistana.

União
PSB, PDT e PC do B haviam combinado que lançariam um candidato próprio em São Paulo. Porém, o PDT do deputado Paulo Pereira da Silva decidiu se juntar ao PT. O bloquinho leva em conta que Marta vai às urnas de 2008 de olho em 2010 —quando pode se candidatar ao governo do Estado ou ao Planalto, deixando a Prefeitura para o vice.
Refletindo
O presidente da Executiva Nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra reuniu-se com representantes da ala do partido que defende o nome de Gilberto Kassab (DEM) como o candidato do partido nas eleições municipais. A intenção do líder tucano é convencê-los a desistir de uma possível disputa contra Geraldo Alckmin (PSDB) na convenção marcada para este domingo.
Refletindo II
De acordo com o vereador Gilberto Natalini (PSDB), um dos principais representantes da ala pró-Kassab, Guerra pediu que os defensores da chapa “refletissem”, argumentando sobre as dificuldades que uma disputa na convenção pode resultar. “Infelizmente o partido está desacostumado. Não vejo nenhum crime em disputar”, afirmou Natalini.
Tudo preparado
Aécio Cunha, 80, pai do governador Aécio Neves (PSDB), de Minas Gerais, afirmou que seu filho é muito jovem ainda e que a disputa com José Serra (PSDB) para uma candidatura em 2010 é desigual. “O Aécio é muito jovem ainda. É uma luta muito grande, muito desigual com o José Serra. Aquela turma toda dele lá tá muito preparada. Já fizeram campanha nacional, já mobilizaram gente no país inteiro. E o Aécio vai começar do zero, a partir de Minas? Surgem muitas animosidades, não gosto disso, não.”, disse em entrevista.
Divergência
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP)  criticou a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) durante a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com alguns ministros e economistas, realizada no Palácio do Planalto. Mercadante disse que “este não é o momento” para se elevar a carga tributária e os gastos com saúde, que são despesas correntes.
Divergência II
“A criação da CSS não vai ajudar o esforço do governo de controle da inflação, num cenário de forte pressão inflacionária que vêm de fora”, afirmou durante a reunião. Segundo ele, o aumento da carga representará elevação dos custos de produção, que já estão pressionados. Os gastos adicionais com a saúde, acrescentou, aumentarão a demanda agregada da economia, o que criará maiores dificuldades no controle da inflação. “Não dá para fazer essas duas coisas agora”, disse.
Crédito
O Congresso Nacional aprovou projeto de lei que abre crédito suplementar no valor de R$ 7,560 bilhões para pagar o aumento de servidores civis e militares. Cerca de 800 mil servidores serão beneficiados com os reajustes salariais. O projeto foi enviado ao Congresso pelo Executivo no último dia 20 de maio, depois que senadores ameaçaram derrotar a Medida Provisória 430/2008, que tinha o mesmo objetivo.
Aposentados
A Praça Brasília no Parque das Bandeiras será palco na próxima, terça-feira (24) do evento 1ª Ação e Cidadania. O evento é promovido pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos e vai ser realizado das 9 às 16 horas. Todos estão convidados.
Frases
“Uma poderosa ferramenta para nos ajudar a gerir com habilidade a nossa vida é perguntar antes de cada ato se isso nos trará felicidade. Isso vale desde a hora de decidir se vamos ou não usar drogas até se vamos ou não comer aquele terceiro pedaço de torta de banana com creme.” (Dalai Lama)

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